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SALDO POSITIVO

Produção industrial do Estado tem o melhor resultado em seis anos

Em janeiro, 19,7% das empresas aumentaram sua produção e 47,5% tiveram estabilidade
02/03/2020 17:19 - Súzan Benites


O nível de produção industrial de Mato Grosso do Sul em janeiro de 2020 foi o melhor em seis anos. Em janeiro, 47,5% dos empreendimentos industriais sul-mato-grossenses apresentaram estabilidade na produção, enquanto as empresas com crescimento responderam por 19,7% do total. É o que aponta a Sondagem Industrial, realizada pela Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems) com 61 empresas no período de 3 a 12 de fevereiro deste ano.  

A redução no ritmo da atividade industrial na passagem entre os meses de dezembro de 2019 e janeiro de 2020 era esperada e ocorreu dentro do padrão habitual para o período, informou a federação. Mesmo considerando o movimento de desaceleração, o desempenho foi o melhor para o mês desde 2014. O índice de avaliação da produção fechou o mês em 45,4 pontos, sendo o maior resultado dos últimos seis anos para o mês de janeiro, ficando 5,4 pontos acima da média histórica registrada para o mês.

De acordo com o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, a utilização da capacidade instalada também alcançou o maior patamar para o mês de janeiro em seis anos. “Em janeiro, a utilização média da capacidade instalada na indústria sul-mato-grossense ficou em 68%, um resultado 2 pontos percentuais acima da média histórica registrada para o mês nos últimos seis anos”, disse.

EXPECTATIVA

A Sondagem Industrial aponta que em relação à expectativa do empresário industrial, 52,5% das empresas responderam que esperam aumento na demanda por seus produtos nos próximos seis meses. Para o mesmo período, 9,8% preveem queda, enquanto 36,1% das empresas acreditam que o nível de demanda se manterá estável.

Já a respeito dos empregados, em fevereiro, 27,8% das empresas responderam que esperam aumentar o número de trabalhadores nos próximos seis meses, enquanto 9,8% apontaram que esse número deve cair. Já as empresas que esperam manter o quadro de funcionários estável responderam por 60,7%.

Em relação às exportações, 3,1% dos respondentes disseram esperar aumento nas vendas para o exterior de seus produtos nos próximos seis meses, enquanto 1,6% acreditam que deva ocorrer queda. Já as empresas que preveem estabilidade para suas exportações responderam por 13,1% do total, sendo 72,1% disseram que não exportam.

Quanto a intenção de investimento, também é estimada uma melhora,  com o índice em 65,1 pontos contra 64,8 pontos no mês anterior, melhor resultado da série histórica para fevereiro. “A melhora foi influenciada, em boa medida, pelo crescimento na participação das empresas que disseram que provavelmente vão investir nos próximos seis meses, que passou de 48,5% para 50,8% do total”, ressaltou Resende.

CONFIANÇA

O Índice de Confiança do Empresário Industrial de Mato Grosso do Sul (ICEI/MS) alcançou em fevereiro 66,2 pontos, indicando recuo de 2,4 pontos, quando comparado com o mês anterior. “O resultado interrompe sequência de três meses consecutivos de alta, período em que o ICEI acumulou aumento de 6,3 pontos.  Cabe ressaltar que o recuo apresentado não reverte a tendência de crescimento da confiança iniciada em junho de 2019. Por fim, o resultado de fevereiro de 2020 encontra-se 10,4 pontos acima da média histórica registrada para o mês”, analisou o economista.

Em fevereiro, 6,6% dos respondentes consideraram que as condições atuais da economia brasileira pioraram, no caso da economia estadual, a piora também foi apontada por 6,6% dos participantes e, com relação à própria empresa, as condições atuais estão piores para 8,2% dos respondentes. Além disso, para 34,4% dos empresários não teve alteração nas condições atuais da economia brasileira, sendo que em relação à economia sul-mato-grossense esse percentual foi de 45,9% e, a respeito da própria empresa, o número ficou em 34,4%.

Para 50,8% dos empresários as condições atuais da economia brasileira melhoraram, enquanto em relação à economia estadual esse percentual chegou a 39,3% e, no caso da própria empresa, o resultado foi de 49,2%. Já os que não fizeram qualquer tipo de avaliação das condições atuais da economia brasileira, estadual e do desempenho da própria empresa responderam igualmente por 8,2%.

Felpuda


Figurinha carimbada ganhou o apelido de “biruta”, instrumento que indica direção do vento e, por isso, muda constantemente. Dizem que a boa vontade até existente ficou no passado, e as reclamações são muitas, mas muitas mesmo, diante das decisões que vem tomando a cada mudança de humor do eleitorado. Como bem escreveu o poetinha Vinicius de Moraes: “Se foi pra desfazer, por que é que fez?”.