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Indústrias têm dificuldades para contratar profissionais

Indústrias têm dificuldades para contratar profissionais

da redação

12/07/2011 - 23h09
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As indústrias brasileiras têm encontrado problemas para contratar profissionais qualificados. Isto porque a maioria dos candidatos está longe de atender às necessidades do mercado: a falta de capacidade para assimilar conteúdos, a ausência de raciocínio lógico e a baixa liderança e iniciativa são alguns dos dificultadores nos processos de seleção.

Tais problemas, inclusive, têm sido mais recorrentes até que a capacitação profissional, a experiência em empregos anteriores e a instrução escolar, segundo a opinião de mais de 607 empresas de todo o País.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (12) pelo Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) e fazem parte de uma pesquisa setorial de qualificação e oferta de profissionais existentes. Dos entrevistados, 71,5% representam a indústria de Transformação e 28,5% a Construção Civil.

Principais razões
O estudo revela ainda que 53% dos entrevistados alegaram não ter sucesso no preenchimento de postos de trabalho nos últimos seis meses. A opinião foi compartilhada por 90% das empresas, que informaram que tal dificuldade é motivada pela falta de profissionais capazes de solucionar problemas (44,5%), de agir face ao imprevisto (33%), de observar e interpretar dados (33%) e de persistir e superar as dificuldades do dia a dia (32,5%).

Contratações satisfatórias
De acordo com a Firjan, dos 47% dos entrevistados que conseguiram preencher totalmente ou parcialmente as vagas, 65,3% dizem que os profissionais contratados desempenham suas funções de modo razoavelmente satisfatório. Além disso, 71,4% das empresas revelam que a contratação de profissionais com qualificação abaixo da necessária é uma prática bastante utilizada.

Perspectivas para o futuro
Um ponto interessante apresentado pela pesquisa é que 60,9% das indústrias entrevistadas devem aumentar seu quadro de funcionários nos próximos 12 meses. A maior expectativa de crescimento fica por conta do setor da Construção Civil, com 71,6% das empresas prevendo contratação.

Já na Indústria de Transformação o percentual menor, porém não menos importante, de 56,6%.

Para o ano de 2013, no entanto, a previsão é que 63,3% das empresas aumentem o número de oportunidades de trabalho em razão da crescente necessidade de absorção de mão de obra na área produtiva.
 

Economia

Haddad exalta agro, mas cobra mais investimentos para PIB seguir crescendo

Ministro cobrou mais investimentos para 2024. Segundo ele, o governo trabalha para melhorar o ambiente de negócios.

01/03/2024 19h00

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad

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O ministro Fernando Haddad exaltou o papel do agro no resultado do PIB de 2023. Haddad diz que a produção agrícola foi um dos fatores que fizeram a economia rodar em 2023. O PIB cresceu 2,9% no período, segundo dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira (1º).

Ministro cobrou mais investimentos para 2024. "É a forma mais saudável de crescer porque você não cria risco inflacionário. Aumenta a demanda de um lado, mas a oferta também".

Segundo ele, o governo trabalha para melhorar o ambiente de negócios.

A expectativa do governo para 2024 é um crescimento de 2,2%. Haddad avaliou que o afrouxamento da política monetária deve ajudar a economia, e que há espaço para mais cortes de juros e para mais crescimento.

Precisamos de investimento para fazer a economia rodar. Ano passado não foi investimento, foi produção agrícola, consumo das famílias, consumo do governo, exportações. Isso que puxou [o PIB]. Investimento foi a variável que menos acompanhou essa evolução.

Ministro Fernando Haddad

A economia brasileira se manteve estável e encerrou o ano com crescimento de 2,9%, totalizando R$ 10,9 trilhões. Relatório do FMI de setembro passado estimava que a economia brasileira cresceria 2,1% no ano.
Agro bateu recorde e puxou resultado para cima.

O setor subiu 15,1% entre 2022 e 2023, devido principalmente às lavouras de soja e milho.
 

Balanço

Planejamento: Resultado do PIB corroborou melhoria gradativa de expectativas ao longo do ano

O PIB per capita somou R$ 50 193,72, em valores correntes, um avanço em termos reais de 2,2% em relação a 2022

01/03/2024 17h00

O boletim também observa que o investimento registrou queda de 3,0%, a mais elevada desde o ano de 2016. Agência Brasil

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O resultado do PIB em 2023, que registrou avanço de 2,9%, corroborou a melhoria gradativa das expectativas ao longo do ano, de acordo com o boletim Indicadores Econômicos divulgado nesta sexta-feira, 1º, pelo Ministério do Planejamento.

"O crescimento do setor agropecuário foi o destaque no lado da oferta, assim como a continuidade do setor de serviços. Na ótica da demanda, deve-se destacar a elevação do consumo das famílias e do governo", disse a Pasta.

A nota destaca que o desempenho de 2023 é o terceiro ano de crescimento consecutivo após a pandemia da covid-19. " Em 2024, se não houver elevação da atividade em nenhum dos trimestres, o PIB brasileiro, ainda assim, irá crescer aproximadamente 0,2% (o chamado carrego estatístico)", diz o boletim.

A Pasta mencionou a alta de 15,1% da agropecuária, diante do crescimento da produção em várias culturas e ganhos de produtividade no setor, com avanço em várias culturas e ganhos de produtividade.

"Na ótica da demanda, chama a atenção a elevação do Consumo das Famílias (3,1%) - diante da elevação na massa salarial real, arrefecimento da inflação e programas governamentais de transferência de renda, do Consumo do Governo (1,7%) e das Exportações (9,1%)", descreve.

O boletim também observa que o investimento registrou queda de 3,0%, a mais elevada desde o ano de 2016. A taxa de investimento, em relação ao PIB, foi de 16,5% ante 17,8% em 2022 Já a taxa de poupança, que financia o investimento, foi de 15,4% em 2023 ante 15,8% em 2022.

O PIB per capita somou R$ 50 193,72, em valores correntes, um avanço em termos reais de 2,2% em relação a 2022.

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