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INFLAÇÃO

Campo Grande tem a quinta maior alta no custo de vida do Brasil

Despesas com educação disparam devido ao aumento nas mensalidades dos cursos regulares
11/03/2020 15:15 - Súzan Benites


 

A inflação oficial de Campo Grande teve alta de 0,42% em fevereiro, depois de variar 0,13% em janeiro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que o grupo que puxou o indicador para cima foi o grupo Educação, que registrou variação de 5,25%.

Entre as cidades pesquisadas, o índice da Capital sul-mato-grossense foi o quinto maior, atrás de Fortaleza (0,80%), Aracaju (0,66%), Belo Horizonte (0,50%) e Rio Branco (0,49%). No acumulado dos dois primeiros meses do ano, a inflação da Capital registra variação de 0,55%. Já considerando os últimos 12 meses, o índice inflacionou 4,48% .

Entre as despesas registradas no mês passado, as maiores foram com  a educação (5,25%), desde o ensino infantil ao superior. De acordo com os dados do IBGE, os itens que levaram o grupo para cima foram as despesas escolares: pré-escola (8,20%), ensino fundamental (8%), ensino médio (7,18%), cursos regulares (7,17%),ensino superior (7,02%) e  creche (6,97%). Fevereiro é o mês de matrícula na maior parte das instituições de ensino.

O grupo Transportes (0,95%), também apresentou variação positiva. Transportes é o grupo com maior influência no índice. Seu peso corresponde a 21% da inflação local. Sua alta foi influenciada pelo aumento no valor dos subitens motocicleta (5,28%), transporte escolar (2,1%), automóvel novo (1,93%) e gasolina (1,74%). Esta última foi responsável pela influência de 0,13% no índice.

Os outros grupos que registraram inflação no segundo mês do ano foram as Despesas pessoais (0,42%), os Artigos de residência (0,40%), Comunicação (0,25%) e Saúde e cuidados pessoais (0,03%).

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, três ajudaram a reter a inflação, o com maior deflação foi o grupo Vestuário (-0,64%), seguido de Habitação (-0,22%) e por fim Alimentação e bebidas (-0,17).  A queda no grupo Alimentação e bebidas (-0,17%) foi puxada pela redução nos preços de frutas (-3,01%) e carnes (-2,58%) que, dentro do tema, exerceu o maior impacto individual negativo no índice (-0,11%). Entre os itens cujos preços aumentaram, estão tubérculos, raízes e legumes (4,47%), açúcar e derivados (2,92%) e aves e ovos (2,25%).

Também merece destaque o grupo Habitação, que voltou a ficar negativo, com -0,22%, tendo um impacto de -0,17% no índice. Os itens Artigos de limpeza (1,49%) e aluguel e taxas (0,27%) não tiveram força suficiente para elevar os números, pois estes foram puxados para baixo pela Energia elétrica residencial (-1,21%). A explicação é a mudança da bandeira tarifária. Em janeiro estava em vigor a bandeira amarela, sendo cobrado um acréscimo para cada 100  quilowatts-hora consumidos. Em fevereiro passou a vigorar a bandeira verde, quando não há cobrança adicional.

NACIONAL

No País, o IPCA de fevereiro teve alta de 0,25%, depois de variar 0,21% em janeiro. Foi o menor resultado para um mês de fevereiro desde 2000, quando o índice foi de 0,13%. No ano, o IPCA acumulou alta de 0,46% e, nos últimos 12 meses, de 4,01%, abaixo dos 4,19% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2019, a taxa havia sido 0,43%.  

Assim como em Mato Grosso do Sul, o maior impacto no índice do mês, 0,23 ponto percentual (p.p.), veio do grupo Educação, que também registrou a maior variação (3,70%) entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados. Outros quatro grupos também apresentaram alta, com destaque para Saúde e cuidados pessoais (0,73% de variação e 0,10 p.p. de impacto) e Alimentos e bebidas (0,11% de variação e 0,02 p.p. de impacto). No lado das quedas, a contribuição negativa mais intensa (-0,06 p.p.) veio de Habitação (-0,39%), enquanto a maior queda ficou com Vestuário (-0,73%). Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,23% em Transportes e a alta de 0,31% em Despesas Pessoais.

Quanto aos índices regionais, apenas a região metropolitana do Rio de Janeiro (-0,02%) teve deflação em fevereiro, dada a queda nos preços das carnes (-8,39%), que contribuíram com -0,18 p.p. no resultado da área. A maior variação positiva ficou com a região metropolitana de Fortaleza (0,80%), por conta da alta nos cursos regulares (5,86%).

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!