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ÍNDICES

Mesmo com cesta básica em alta, inflação recua; entenda os índices

Em abril conjunto de alimentos subiu 4,46% e inflação ficou negativa em 0,43%
12/05/2020 16:57 - Súzan Benites


Em abril, a cesta básica ficou 4,46% mais cara em Campo Grande, conforme a pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Apesar da alta no preço dos alimentos, a inflação do mês ficou negativa (-0,43%), mesmo com a influência da alimentação no índice. Economistas explicam como os tributos são elaborados.

A cesta básica da Capital teve o sétimo maior percentual de aumento entre as capitais do Brasil no mês de abril. A pesquisa aponta que a cesta individual teve custo de R$ 495,60, aumento de R$ 21,07 em relação ao valor desembolsado para aquisição dos alimentos no mês de março, que foi de R$ 474,53.

A alta foi puxada pelo aumento nos preços do feijão carioquinha (37,73%), pão francês (17,66%), café em pó (9,18%), leite integral (7,65%), óleo de soja (5,32%), tomate (5,12%), manteiga (4,46%), farinha de trigo (3,94%), açúcar (3,38%), carne bovina de primeira (1,50%) e arroz agulhinha (0,65%). Já as deflações foram observadas nos preços da batata (-16,72%) e da banana (-11,26%).

O economista Márcio Coutinho explica que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), inflação oficial, é calculado com a soma de vários grupos de produtos e serviços. “O IBGE classifica diferentes grupos como alimentação, vestuário, transportes, habitação para medir o índice. Dentro desses grupos está a alimentação, e por mais que tenha ocorrido uma alta no preço dos alimentos não foi suficiente para que a inflação subisse, já que outros grupos tiveram uma queda maior”, disse.

DEFLAÇÃO

Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a deflação registrada em Campo Grande no mês passado foi puxada pela queda dos combustíveis. Esta é a menor variação mensal para o IPCA desde janeiro de 2014, quando a pesquisa começou a ser realizada na Capital. 

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, seis tiveram deflação em abril e o maior impacto negativo do mês, -0,61 ponto percentual (p.p.), veio do grupo Transportes (-2,89%). A queda se deu principalmente pelo recuo observado nos preços dos combustíveis (-7,32%), em particular a gasolina (-9,31%), que apresentou o maior impacto individual negativo no índice do mês. Além da gasolina, o etanol (-8,44%) e o óleo diesel (-4,38%) também apresentaram queda em abril.

A economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio (IPF-MS), Daniela Dias, ressalta que são 464 itens entre grupos e subgrupos analisados pelo IBGE para formação da inflação. “O grupo alimentação e bebidas, por exemplo, tem o subgrupo com feijão carioquinha, mandioca,  cereal, e no total são 464 entre grupos e subgrupos, cada um tem um peso específico sobre a inflação”. 

O grupo Alimentação e bebidas (1,28%), acelerou em relação a março, com impacto de 0,26 p.p. no IPCA de abril. Entre os produtos que puxaram a alta do grupo alimentação, estão a cebola (58,95%), batata-inglesa (17,26%), feijão-carioca (17,30%) e do leite longa vida (12,59%). Já as carnes apresentaram queda de 1,56% apesar da alta no mês anterior (1,71%).

A alta de alimentação e bebidas foi devido às alterações de comportamento do consumidor, segundo a economista.  “Com as corridas ao supermercado, as pessoas aumentaram o estoque de alimentos e acabaram comendo mais em casa. Isso acaba interferindo na alimentação e bebidas que tem um peso em torno de 24% sobre a inflação total. Então basicamente a ideia seria essa tem que levar em consideração os pesos e os comportamentos,  então os outros grupos, que tiveram redução, conseguiram segurar a alta da alimentação, por isso tivemos essa deflação no mês”, contextualizou Daniela.

 

Felpuda


Na troca de alfinetadas entre partidos que não se entenderam até agora sobre eventual aliança, uma outra peça está surgindo: trata-se do levantamento completo sobre investimentos feitos, recursos liberados, parcerias em todas as áreas, além do prazo de quando tudo isso começou. Caso os palanques venham a ficar distanciados, a divulgação será feita à exaustão durante a campanha eleitoral, para mostrar quem é quem na história. Os bombeiros continuam atuando.