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PESQUISA

Intenção de consumo dos campo-grandenses é a menor desde novembro

Primeiros impactos do novo coronavírus para o comércio começam a ser sentidos
18/03/2020 18:15 - Súzan Benites


O índice que mede a intenção de consumo das famílias de Campo Grande (ICF) chegou ao menor indicador desde novembro do ano passado. A pesquisa desenvolvida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), aponta em março o ICF ficou em 103,9 pontos, o menor desde novembro de 2019, quando atingiu 103 pontos. Em fevereiro foram 107,2 pontos, melhor resultado desde 2015.

De acordo com a economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio (IPF-MS), Daniela Dias, já é possível perceber os efeitos da pandemia do novo coronavírus nos índices. “Estamos em um momento delicado, já se começa a perceber efeitos do coronavírus entre os consumidores, embora ainda de forma menos intensa. Percebemos uma queda de 11% na perspectiva de consumo e de 3,9% no nível atual de consumo”, diz a economista.

Ainda assim, o ICF deste mês de março foi maior que em março de 2019, quando estava em 102,9 pontos.

Mesmo com a retração apresentada em março, o índice fechou acima dos cem pontos. Isso significa que o Estado ainda está dentro da chamada zona positiva, quando os planos de compras das pessoas pesquisadas têm mais possibilidades de se tornarem realidade.

Dos entrevistados, a maioria (40,9%) disse estar comprando menos em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto 40% afirmaram que o nível de consumo continua o mesmo e 19% estão comprando mais.

Levando em consideração a perspectiva para os próximos meses, planejam consumir o mesmo que o ano passado 51,5% dos entrevistados, enquanto 31,7% esperam gastar menos e 15,5% pretendem gastar mais. 

A maioria (48,9%) dos participantes da pesquisa considerou que o momento atual está ruim para a compra de bens duráveis, como eletrodomésticos, televisores, etc.  

COMÉRCIO

A movimentação no comércio do Estado já apresenta uma redução, assim como nas vendas. Nos primeiros dias desta semana o centro da Capital estava vazio. De acordo com o empresário do setor de joias e acessórios, Djalma Santos, desde a semana passada, antes da confirmação de casos com coronavírus em MS, já era perceptível um movimento menor. “Nas vendas o impacto foi de 15% em relação à semana anterior”, disse.

Para o proprietário de uma ótica no centro de Campo Grande, Nilson Vieira, tanto o fluxo de pessoas quanto as vendas reduziram no período. “Já percebemos uma redução de 20% em relação ao mesmo período do mês passado”.

A empresária do setor de roupas, Sueli Padovani, também acredita que a queda nas vendas está relacionada ao medo das pessoas. “As vendas em março estão bem inferiores em relação a fevereiro, pode ser por causa do coronavírus”, disse.

Felpuda


Alguns pré-candidatos que estão de olho em uma cadeira de vereador vêm apostando apenas nas redes sociais, esperançosos na conquistados votos suficientes para se elegerem. A maioria pede apoio financeiro para continuar mantendo suas respectivas páginas, frisando que não aceita dinheiro público ou de político, fazendo com que alguns se lembrem daquela famosa marchinha de carnaval: “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...”. Como diria vovó: “Essa gente perdeu o rumo e o prumo”.