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ECONOMIA

Latam Brasil entra com recuperação judicial nos EUA e pode sair 40% menor

Setor aéreo é um dos que mais sofreram desde o início da pandemia
09/07/2020 08:44 - Da Redação


 

O setor aéreo é um dos que mais sofreram desde que a pandemia foi decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Seguindo ações de suas filiais no exterior, a Latam Brasil entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, nesta quinta-feira, 9.  

Em nota, o presidente do braço brasileiro da empresa, Jerome Cadier, diz que a empresa está “segura na ação tomada". Ele explica que, dessa forma, a empresa terá acesso a novas fontes de financiamento. Para ele, é um movimento adequado para garantir a sustentabilidade no pós-crise.  

Em maio, o Grupo Latam e algumas filias da América Latina e dos Estados Unidos já haviam entrado com pedido de recuperação na justiça americana. A Latam Brasil, no entanto, ficou de fora, pois à época negociava um empréstimo com o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).  

Líder no mercado doméstico, a empresa brasileira tem dívida de R$ 7 bilhões. Com a adição de provisões futuras, esse valor chega a R$ 13 bilhões. Na nota, a empresa explica que “o ambiente externo ainda não dá sinais fortes de recuperação, integrar o processo do Capítulo 11 é a melhor opção para a LATAM Airlines Brasil ter acesso às novas fontes de liquidez”.  

No auge mundial das restrições relativas ao novo coronavírus, em maio de 2020, a empresa revelou queda de 96,5% na demanda de passageiros. Já a taxa de ocupação caiu 40% em comparação com o mesmo período de 2019, de acordo com documento de estatísticas divulgado no início de junho.  

Os resultados da Latam Brasil no primeiro trimestre apresentaram queda de 6,8%, de acordo com o portal InfoMoney, O processo deve durar um ano e se bem-sucedido a empresa sairá 40% menor do que era antes da crise. 

 

Felpuda


É quase certo que a aposentadoria deverá ocorrer de maneira mais rápida do que se pensava em determinado órgão. O que deveria ser a tal ordem natural dos fatos acabou sendo atropelada por acontecimentos considerados danosos para a imagem da instituição. Os dias estão passando, o cerco apertando e já é praticamente unanimidade de que a cadeira terá de ter substituto. Mas, pelo que se ouve, a escolha não deverá ser com flores e bombons de grife.