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INVESTIMENTOS

Mesmo em meio à pandemia, MS aplicou R$ 1 bilhão em obras

Projetos de infraestrutura urbana e viária incluem a construção de hospitais, pontes e pavimentação
08/07/2020 11:00 - Súzan Benites


Durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o governo do Estado deu continuidade às obras de infraestrutura urbana e viária em Mato Grosso do Sul. As intervenções em execução e licitadas por meio do Programa Governo Presente, realizadas nos 79 municípios, somam R$ 1 bilhão no primeiro semestre do ano. 

Os recursos são provenientes do Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário (Fundersul) e da Empresa de Saneamento de MS (Sanesul).  

Segundo a gestão estadual, mesmo com a queda na arrecadação, um dos efeitos imediatos da crise de saúde pública, o Estado mantém cronograma de obras essenciais para a população, como a construção e a reforma de nove hospitais, entre os quais os de grande porte, localizados em Dourados e Três Lagoas. 

Os investimentos contemplam ainda as demais áreas prioritárias, como educação, segurança, logística e produção.

“Nosso foco sempre foi o combate ao coronavírus, desde o início da pandemia. Mas também optamos por manter nosso programa de obras e a estrutura administrativa, com projetos que geram empregos e renda e proporcionam a confiança do empresariado e qualidade de vida para a nossa população”, considerou o governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

 
 

LOGÍSTICA

Um gargalo para o escoamento da produção sul-mato-grossense é a melhoria da logística. Os projetos de infraestrutura, como a melhoria da pavimentação, restauração e drenagem das vias urbanas, ampliação e modernização das redes de água e esgoto e construção de pontes e asfaltamento de rodovias, ampliam a capacidade de trânsito no Estado. 

Conforme o relatório de junho da Agência Estadual de Gestão e Empreendimentos de MS (Agesul), mais de 270 obras estão em execução ou em processo de autorização de serviço.  

Parte das obras integra o programa Governo Presente, lançado em março deste ano pelo governador com o intuito de distribuir investimentos em todas as áreas em Mato Grosso do Sul, e os recursos assegurados para o programa são da ordem de R$ 4,3 bilhões. 

São nove rodovias sendo pavimentadas, entre as quais a MS-223 (Figueirão-Costa Rica) e a MS-379 (Laguna Carapã-Aral Moreira), e 14 pontes de concreto em edificação em nove municípios.

OBRAS

Iniciada recentemente em Anastácio, uma das obras do programa é a troca da ponte de madeira sobre o Rio Ribeirão Taquarussu, na MS-170, entre a BR-262 e o Assentamento Paulista, que será substituída por uma de concreto armado. 

“De seis em seis meses, tem de trocar as tábuas da ponte, fora os acidentes que acontecem, principalmente com quem está de moto”, diz o produtor Etelvino Barbosa de Freitas, 62 anos.  

“Vai ser a melhor coisa do mundo [a troca] porque por aqui passam todos os produtos que vêm das colônias para a cidade”, completa José Carlos Valério, 46.

O Estado desenvolve ainda um dos maiores programas de universalização do esgotamento sanitário. Somente em Dourados, os projetos executados somam R$ 60,9 milhões, recursos próprios da Sanesul, de um total de R$ 177,5 milhões em investimentos neste semestre no município. 

Em Corumbá, o Estado contratou R$ 35 milhões em obras, que contemplam a expansão e a modernização das redes de esgoto e água.

Já em Três Lagoas, a gestão estadual contratou projeto executivo para pavimentar 95 km da MS-320 (entre a BR-158 e a MS-377) e vai restaurar vias urbanas e estradas não pavimentadas. A maioria das obras em andamento se concentra na área de saneamento básico.  

Os investimentos no município somam R$ 117 milhões, incluindo a construção do Hospital Regional (R$ 56,4 milhões), que está com mais de 80% das edificações concluídas, segundo a Agesul.  

CAPITAL

Na capital do Estado, são executados serviços de pavimentação, restauração, e drenagem nos bairros, recuperando vias expressas como a Avenida Mato Grosso, que receberá R$ 5,3 milhões em melhorias e modernização do sistema de trânsito.  

As obras de infraestrutura em execução na Capital somam R$ 35,1 milhões, incluindo a conclusão do Aquário do Pantanal, no Parque das Nações Indígenas, e a revitalização de praças.

 

Felpuda


Alguns pré-candidatos que estão de olho em uma cadeira de vereador vêm apostando apenas nas redes sociais, esperançosos na conquistados votos suficientes para se elegerem. A maioria pede apoio financeiro para continuar mantendo suas respectivas páginas, frisando que não aceita dinheiro público ou de político, fazendo com que alguns se lembrem daquela famosa marchinha de carnaval: “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...”. Como diria vovó: “Essa gente perdeu o rumo e o prumo”.