Economia

DOURADOS

A+ A-

Milho safrinha teve perdas de médias de 25%

Milho safrinha teve perdas de médias de 25%

cícero faria/dourados

09/07/2011 - 00h01
Continue lendo...

Passada uma semana das geadas na região sul do Estado, os técnicos da área agrícola estão prevendo uma perda media de 25% na produção do milho safrinhaAgrônomos de escritórios de planejamento rural, cooperativas e instituições de pesquisa ainda estão avaliando a situação desta cultura de inverno, mas existe unanimidade de que os prejuízos vão variar de 20 a 30% na região de Dourados e na fronteira com o Paraguai.
Metade do milho estava em fase de maturação e o restante em estagio de maturação. Com as fortes geadas ocorreu o rompimento dos grãos em parte das lavouras. Com as chuvas que se seguiram ao frio extremo, o quadro piorou para o milho com o apodrecimento de espigas.
Antes desta situação, ocorreu uma estiagem de mais de 20 dias em junho o que prejudicou o desenvolvimento da cultura que apresenta em varias áreas plantadas espigas mal formadas com menos grãos.
A Fundação MS, sediada em Maracaju, estimou essa semana que as perdas com o milho deverão atingir a R$ 200 milhões. Essa estimativa leva em conta apenas a área afetada pelas geadas, que gira em torno de 300 a 350 mil hectares com o plantio tardio.
O agrônomo e consultor agrícola Gilberto Bernardi confirma que a quebra ficará em torno de 25%, com o percentual variando para mais ou para menos, conforme a região, já que a geada ocorreu de forma ‘manchada’ atingindo plantios de maneira desuniforme.
Na microregião de Dourados – que compreende 13 municipios, estão plantados 460 mil hectares de milho safrinha, mais da metade da área do Estado, estimada em 850 mil pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Economia

Haddad exalta agro, mas cobra mais investimentos para PIB seguir crescendo

Ministro cobrou mais investimentos para 2024. Segundo ele, o governo trabalha para melhorar o ambiente de negócios.

01/03/2024 19h00

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad

Continue Lendo...

O ministro Fernando Haddad exaltou o papel do agro no resultado do PIB de 2023. Haddad diz que a produção agrícola foi um dos fatores que fizeram a economia rodar em 2023. O PIB cresceu 2,9% no período, segundo dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira (1º).

Ministro cobrou mais investimentos para 2024. "É a forma mais saudável de crescer porque você não cria risco inflacionário. Aumenta a demanda de um lado, mas a oferta também".

Segundo ele, o governo trabalha para melhorar o ambiente de negócios.

A expectativa do governo para 2024 é um crescimento de 2,2%. Haddad avaliou que o afrouxamento da política monetária deve ajudar a economia, e que há espaço para mais cortes de juros e para mais crescimento.

Precisamos de investimento para fazer a economia rodar. Ano passado não foi investimento, foi produção agrícola, consumo das famílias, consumo do governo, exportações. Isso que puxou [o PIB]. Investimento foi a variável que menos acompanhou essa evolução.

Ministro Fernando Haddad

A economia brasileira se manteve estável e encerrou o ano com crescimento de 2,9%, totalizando R$ 10,9 trilhões. Relatório do FMI de setembro passado estimava que a economia brasileira cresceria 2,1% no ano.
Agro bateu recorde e puxou resultado para cima.

O setor subiu 15,1% entre 2022 e 2023, devido principalmente às lavouras de soja e milho.
 

Balanço

Planejamento: Resultado do PIB corroborou melhoria gradativa de expectativas ao longo do ano

O PIB per capita somou R$ 50 193,72, em valores correntes, um avanço em termos reais de 2,2% em relação a 2022

01/03/2024 17h00

O boletim também observa que o investimento registrou queda de 3,0%, a mais elevada desde o ano de 2016. Agência Brasil

Continue Lendo...

O resultado do PIB em 2023, que registrou avanço de 2,9%, corroborou a melhoria gradativa das expectativas ao longo do ano, de acordo com o boletim Indicadores Econômicos divulgado nesta sexta-feira, 1º, pelo Ministério do Planejamento.

"O crescimento do setor agropecuário foi o destaque no lado da oferta, assim como a continuidade do setor de serviços. Na ótica da demanda, deve-se destacar a elevação do consumo das famílias e do governo", disse a Pasta.

A nota destaca que o desempenho de 2023 é o terceiro ano de crescimento consecutivo após a pandemia da covid-19. " Em 2024, se não houver elevação da atividade em nenhum dos trimestres, o PIB brasileiro, ainda assim, irá crescer aproximadamente 0,2% (o chamado carrego estatístico)", diz o boletim.

A Pasta mencionou a alta de 15,1% da agropecuária, diante do crescimento da produção em várias culturas e ganhos de produtividade no setor, com avanço em várias culturas e ganhos de produtividade.

"Na ótica da demanda, chama a atenção a elevação do Consumo das Famílias (3,1%) - diante da elevação na massa salarial real, arrefecimento da inflação e programas governamentais de transferência de renda, do Consumo do Governo (1,7%) e das Exportações (9,1%)", descreve.

O boletim também observa que o investimento registrou queda de 3,0%, a mais elevada desde o ano de 2016. A taxa de investimento, em relação ao PIB, foi de 16,5% ante 17,8% em 2022 Já a taxa de poupança, que financia o investimento, foi de 15,4% em 2023 ante 15,8% em 2022.

O PIB per capita somou R$ 50 193,72, em valores correntes, um avanço em termos reais de 2,2% em relação a 2022.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).