Economia

PEIXA

Ministra defende fim de barreiras para produção

Ministra defende fim de barreiras para produção

ico victório | clodoaldo Silva

22/05/2011 - 09h50
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A ministra da Pesca e Aquicultura, Ideli Salvatti, desembarca hoje em Mato Grosso do Sul, onde cumpre agenda até amanhã, em Campo Grande. Além de participar do relançamento do projeto do Aquário do Pantanal, e do Centro de Estudos e Desenvolvimento da Ictiofauna Pantaneira, assina convênios e entrega equipamentos para o desenvolvimento da pesca e aquicultura no Estado.

Nesta entrevista ao Correio do Estado, Ideli Salvatti reforça o que já vem pregando desde o primeiro dia de trabalho à frente do ministério: o Brasil precisa eliminar todas as barreiras que impedem o aproveitamento do grande potencial para a produzir pescado em cativeiro em larga escala. A primeira delas, que aquicultor de Mato Grosso do Sul sente na pele é demover o Estado a flexibilizar o longo e difícil caminho para conseguir licença ambiental para produzir pescado em escala comercial, como deseja o Governo Dilma.

"Esta é uma atividade que deve ser considerada estratégica para o País, tendo em vista que gera empregos e renda em toda a sua cadeia produtiva, que passa pela produção de alevinos, pela produção de ração, pelo beneficiamento, pela conservação, transporte e a comercialização.

Lembra que o Estado conta com importantes recursos hídricos, favoráveis à aquicultura, e cita os rios Paraná (e seus afluentes) e também o Paraguai, considerado espinha dorsal do Pantanal, além dos tributários Apa e Taquari. O estado também dispõe de lagoas como a Guaíba, Uberaba e Mandioré. Em 2009, Mato Grosso do Sul produziu mais de 17 mil toneladas de pescado.

A aquicultura é uma atividade que cresce em todo o País. Isso não é diferente no Estado. Quais as diretrizes da pasta para consolidar a produção de peixes em cativeiro de forma que se torne uma cadeia produtiva com custos reduzidos?
Nosso ministério está buscando eliminar todas as barreiras que impedem o aproveitamento de nosso estupendo potencial para a produção de pescado em cativeiro. Uma atividade que deve ser considerada estratégica para o País, tendo em vista que gera empregos e renda em toda a sua cadeia produtiva, que passa pela produção de alevinos, pela produção de ração, pelo beneficiamento, pela conservação, pelo transporte e pela comercialização. E temos todas as condições para nos tornarmos um dos maiores produtores mundiais, por contarmos com quase 13% da água doce do mundo e um mar territorial muito extenso. Além disso, temos clima e outras condições favoráveis. Bem, uma das primeiras medidas que tomei para fortalecer a aquicultura nacional foi conversar com governadores, para que eles agilizassem a concessão de licenças ambientais para o desenvolvimento dos projetos, um dos maiores gargalos do setor. Fui a Minas (Gerais), fui a São Paulo, estive no Acre e em Santa Catarina, creio que 11 estados ao todo. Mas pretendo conversar pessoalmente com os governadores de todos os outros estados. Já em minha viagem a Mato Grosso do Sul, um Estado extraordinário em recursos hídricos, desejo levar a mesma mensagem ao governador André Puccinelli. Vamos, para o bem do País, agilizar as licenças ou mesmo dispensar os pequenos produtores. 

Como está o projeto de instalação dos parques aquícolas em Mato Grosso do Sul?
Em outra frente, estamos criando parques aquícolas em reservatórios de grandes hidrelétricas e ainda no litoral. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, temos os parques do reservatório de Ilha Solteira, que também é compartilhado por Minas e São Paulo. Temos seis reservatórios – Ilha Solteira, entre eles - com projetos mais adiantados e mais 33 barragens em estudo, que juntas irão aumentar a produção nacional em mais de 180 mil toneladas. Já em junho vamos inaugurar, em Santa Catarina, os primeiros parques aquícolas marinhos do Brasil, para a produção de ostras e mexilhões. Mas o MPA já está concluindo os estudos para a implantação de parques aquícolas marinhos na costa de mais sete estados. Também temos um projeto para tornar a Amazônia um celeiro na produção de pescado, aproveitando o fato de contar com quase 9% da água doce do planeta. Este projeto, que conta com o apoio dos nove estados da Amazônia Legal, dará uma vigorosa alternativa econômica e social à região, sem a necessidade de cortar uma única árvore. Também, com o nosso apoio, a Embrapa Pesca e Aquicultura está liderando uma rede de pesquisa para que a gente consiga ter espécies nativas brasileiras selecionadas e com sistema de manejo mais seguros e produtivos. Mais recentemente, na última quinta-feira, assinei uma Instrução Normativa que implanta o Registro Geral do Aquicultor no País. Assim, a vida do aquicultor se tornará muito mais fácil. Ele vai ter a sua atividade reconhecida e acessar outras políticas públicas, como o crédito e a assistência técnica. Antes existia uma ambivalência legal entre os entes federativos que criava embaraços à atividade aquícola. Alguns estados exigiam o registro de aquicultor como pré-requisito para a concessão de licença ambiental e outros não. Este registro poderá ser obtido com simplicidade e rapidez pela internet, através do preenchimento de formulário que será postado brevemente no site do MPA. Vale destacar ainda que o aquicultor, a exemplo de outros produtores rurais, terá juros ainda mais baixos nos financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), conforme assegurou recentemente a presidente Dilma. Todas estas são ações importantes para o desenvolvimento da aquicultura nacional, embora a gente tenha consciência de que ainda resta muito a fazer para estruturarmos as cadeias produtivas em todas as regiões do País.

No estado, os pescadores e empresários reclamam que há demora na liberação de licença para aquicultura. Na prática, este obstáculo imposto vai contra a política do seu ministério?                                                                   
A concessão de licenças ambientais é, de fato, uma prerrogativa dos estados, mas posso adiantar que os governadores que visitei até o momento foram quase sempre receptivos às nossas considerações e contribuíram para a solução dos problemas. Estou certa de que isto não será diferente com o governador André Puccinelli; um homem que conhece de perto as potencialidades de seu Estado para a produção de pescados. Na realidade, precisamos criar no País uma agenda positiva para o desenvolvimento da aquicultura, com a união dos governos federal, estadual e municipal. E também precisamos da colaboração dos pesquisadores, trabalhadores, empresários e consumidores. Só assim vamos recuperar o tempo perdido e gerar emprego, renda e inclusão social com a produção de pescados, como o povo brasileiro merece. Tenho para mim que a aquicultura brasileira algum dia terá a importância que damos hoje à exploração do pré-sal ou à produção do etanol. A aquicultura gera riquezas e pode ser desenvolvida, em larga escala, com sustentabilidade social, econômica e ambiental.

Além da produção, o que o ministério traça para garantir a distribuição do peixe produzido em cativeiro? O transporte e atravessadores elevam muito o preço do pescado?
O Ministério da Pesca e Aquicultura tem diversos programas para dar mais estrutura aos produtores de pescado, de forma que não fiquem dependentes de atravessadores para dar saída à sua produção. E é, de fato, esta relação que aumenta muito o preço do pescado para o consumidor. O melhor para o consumidor é adquirir um produto saudável diretamente de quem produz, ou com menos intermediação. O ministério já distribuiu 50 “Caminhões do peixe” a entidades públicas de 22 estados do Brasil, entre dezembro de 2010 e março de 2011. Estes caminhões são adaptados para levar o peixe dos pequenos produtores aos consumidores. A população recebe produtos saudáveis, com comodidade e preços mais competitivos.  Também viabilizamos muitas fábricas de gelo pelo País, para que as comunidades pesqueiras possam conservar o seu pescado com mais independência. E para facilitar a comercialização direta temos ainda os chamados Kits Feira, que são módulos equipados com tenda metálica desmontável, balcão, caixas térmicas, balança e outros dispositivos. Em Campo Grande vamos destinar agora estes kits para a Cooperativa MS Peixe, no município de Dourados, a Colônia de Pescadores Z-03, no município de Três Lagoas e a Associação dos Pescadores da Vila Nova Porto XV de Novembro, no município de Bataguassu.


Qual é a importância em se criar uma Secretaria Estadual de Aquicultura e Pesca?
A pesca e aquicultura compreendem cadeias produtivas complexas, que precisam de políticas públicas adequadas para a sua estruturação. Uma secretaria dedicada ao assunto terá melhores condições de canalizar esforços para o desenvolvimento destes setores, principalmente considerando o elevado potencial de produção de Mato Grosso do Sul. Este apoio trará bons frutos, ou melhor, peixes, ao longo do tempo. E temos de pensar grande: com as pesquisas de pescado em andamento logo seremos beneficiados com espécies muito melhoradas e produtivas, assim como ocorreu com o boi e o frango, dois produtos que o Brasil é campeão mundial. Neste cenário, Mato Grosso do Sul, como aproveitou as suas vantagens comparativas para se tornar um dos maiores produtores da pecuária brasileira, pode fazer o mesmo com o pescado. O estado só irá ganhar com esta situação. E vale lembrar que o pescado, com a participação da Ásia, é o produto mais comercializado no mundo no mercado de carnes. E a aquicultura torna a produção intensiva e altamente rentável, desde que bem conduzida.

O peixe ainda é considerado caro pelo brasileiro, mesmo com a queda do preço em relação a outras proteínas, como a bovina. Qual a receita para aumentar o consumo no Brasil?
Precisamos continuar fazendo campanhas para estimular o consumo, muitas delas com o apoio dos representantes de entidades de classe, como a dos supermercados. Mas, de qualquer forma, a cada dia a população brasileira e mundial consome mais pescado, porque o nível de renda aumenta e todos procuram mais alimentos saudáveis.
Hoje é mais barato comprar peixe de outro lado do mundo e de outros países. O que faz o peixe nacional ficar caro?
    O principal problema é a falta de estruturação das cadeias produtivas. Estamos trabalhando para criar as condições para o aumento da produção pesqueira, sobretudo através da aquicultura. Quando produzirmos em maior escala, com espécies de melhor conversão alimentar, os preços cairão, porque será preciso menos ração para fazer o peixe chegar ao seu tamanho de abate. Assim, o Brasil poderá atender melhor o mercado interno e ainda exportar, invertendo a lógica atual.

A pesca contribuiu muito para o setor turístico de Mato Grosso do Sul. Qual é a política do ministério para manter o equilíbrio entre o setor produtivo e o turismo?
Os recursos hídricos, até por determinação constitucional, precisam atender a diferentes demandas, de forma compartilhada. Nos reservatórios, a aquicultura ocupa uma área reduzidíssima, da ordem de 0,5%, o que não cria embaraços para a atividade turística ou qualquer outra. Mais ainda, nosso ministério quer impulsionar o turismo de pesca esportiva, que movimenta muitos recursos em todo o mundo. Mato Grosso do Sul também tem esta vocação. Nossa missão é contribuir para que todos os setores ligados à pesca cresçam e gerem riqueza, com sustentabilidade ambiental.

 A senhora participa da solenidade de assinatura da ordem de serviço para as obras do Aquário do Pantanal, em Campo Grande. Qual será a contribuição deste empreendimento para a aquicultura e para a pesca?
O Pantanal é patrimônio não apenas brasileiro como mundial, pelas características únicas deste ecossistema, de grande biodiversidade e beleza natural. Este aquário será uma vitrine das nossas espécies nativas de pescado. E é excelente que pesquisadores e estudantes tenham facilitado o acesso à incrível fauna aquática desta imensa região.

ECONOMIA

Governo autoriza compra de uma tonelada de arroz

É para garantir o abastecimento em todo o país

25/05/2024 20h00

Foto: Divulgação

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O governo federal autorizou, através de medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nessa sexta-feira (24), a compra de até uma tonelada de arroz estrangeiro com a finalidade de garantir o abastecimento em todo o país, que pode ser afetado pelo fenômeno climático que atinge o Rio Grande do Sul. O estado é responsável pela produção de 70% do arroz consumido no país.

Ao todo, foram liberados R$ 7,2 bilhões para a compra de arroz com o preço tabelado em R$ 4 por quilo. A finalidade é garantir que o cereal chegue diretamente ao consumidor final, assegurando o abastecimento alimentar em todo o território nacional.

A compra autoriza o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), através da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a fazer a aquisição.

O estoque será destinado à venda direta para mercados de vizinhança, supermercados e hipermercados, além de estabelecimentos comerciais com ampla rede de pontos de venda nas regiões metropolitanas.

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, comemorou a importância da iniciativa.

“Esta medida provisória é um passo crucial para garantir a segurança alimentar de todo o povo brasileiro”, avaliou.

Contestação

A safra 2023/2024 de arroz do Rio Grande do Sul deve ficar em torno de 7,1 milhões de toneladas, mesmo com as perdas causadas pelas inundações que o estado sofre. O número é bem próximo ao registrado na safra anterior - 7,2 milhões de toneladas - o que comprova que o arroz gaúcho é suficiente para abastecer o mercado brasileiro, sendo desnecessária a importação do grão.

Os dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), foram apresentados em reunião extraordinária da Câmara Setorial do Arroz, realizada de forma remota na última terça-feira (21).

“Quando as enchentes ocorreram no Rio Grande do Sul, a safra de arroz já estava 84% colhida, restando 142 mil hectares a colher. Destes, 22 mil hectares foram perdidos e 18 mil ficaram parcialmente submersos. Entre os grãos estocados nos silos, houve comprometimento de 43 mil toneladas”, informou o presidente do Irga, Rodrigo Machado.

A estimativa de produção total do Irga leva em consideração a produção já colhida até a ocorrência das enchentes - 6,4 milhões de toneladas - somada a um cálculo de produtividade para os 101.309 hectares restantes de área não atingidos pelas cheias, considerando uma média de produção de sete mil quilos por hectare. Com isso, a produção estimada pelo Irga totaliza 7,1 milhões de toneladas de arroz para a safra atual.

“Mesmo com as perdas, temos uma safra praticamente idêntica à anterior, o que nos leva a calcular que não haverá desabastecimento de arroz”, argumentou Machado.

*Com informações da Agência Brasil

Loteria

Resultado da Lotofácil 3113 de hoje, sábado (25/05); veja os números

Prêmio estava estimado em R$ 1,7 milhões; Confira se você foi sortudo

25/05/2024 19h35

Confira o resultado do sorteio da Lotofácil

Confira o resultado do sorteio da Lotofácil Foto: Arquivo

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A Caixa Econômica Federal sorteou as 15 dezenas do concurso 3107 da Lotofácil na noite deste sábado (18), no Espaço da Sorte, em são Paulo.

O prêmio estava estimado em R$ 1,7 milhão.

Números sorteados no concurso 3113: Confira o resultado

  • 06-16-23-05-09-01-24-21-25-14-18-22-11-03-08

Verifique sua aposta e veja se você foi um dos sortudos deste concurso.

O rateio, que é o número de acertadores e o valor que cada acertador irá receber, será divulgado em breve pela Caixa Econômica Federal.

Os sorteios são transmitidos ao vivo pelo canal do Youtube da Caixa.

Como jogar na Lotofácil

Os sorteios da Lotofácil são realizados diariamente, às segundas, terças, quartas, quintas, sextas-feiras e sábados, sempre às 19h (horário de MS).

O apostador  marca entre 15 e 20 números, dentre os 25 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 15 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Premiação

Caso não haja acertador em qualquer faixa, o valor acumula para o concurso seguinte, na respectiva faixa de premiação.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao tesouro nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

Não deixe de conferir o seu bilhete de aposta.

A quantidade de ganhadores da Lotofácil e o rateio podem ser conferidos aqui.

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