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IMPACTO

Movimentação do décimo terceiro na economia do Estado será menor em 2020

Para 62% dos empresários do comércio do Estado, a expectativa é de retração no faturamento com o Natal
21/10/2020 09:00 - Súzan Benites


Neste ano, a movimentação financeira com o décimo terceiro salário deve ser 13% menor em Mato Grosso do Sul. 

Com a antecipação da gratificação de aposentados e pensionistas e a redução no salário de trabalhadores assistidos pela Medida Provisória (MP) nº 936, o montante injetado na economia pode encolher R$ 345,4 milhões, saindo de R$ 2,6 bilhões em 2019 para R$ 2,3 bilhões em 2020.

A projeção foi realizada por economistas ouvidos pela reportagem do Correio do Estado, com base nos dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgados no ano passado. Conforme o Dieese, em 2019 a gratificação de Natal injetou R$ 2,6 bilhões na economia estadual, considerando 1.003.186 pessoas com direito ao salário extra.

Os dados do ano passado consideravam, além dos salários das iniciativas pública e privada, a segunda parcela da gratificação de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

Em 2020, além da parcela da população que terá o 13º reduzido em razão da suspensão ou da redução salarial no contrato de trabalho, os segurados já receberam as duas parcelas da gratificação.

Conforme dados do INSS, 309.447 beneficiários receberam R$ 217,4 milhões referentes à segunda parcela da gratificação natalina entre maio e junho. 

Em abril, a primeira parte inseriu R$ 216,2 milhões na economia estadual. Com a parcela já paga, o Estado terá cerca de 8% a menos no total injetado com o décimo.

O programa que autoriza empresas a suspenderem o contrato de trabalho ou reduzirem a jornada e os salários dos funcionários em troca da manutenção do emprego foi prorrogado até dezembro.

 Em MS, mais de 105 mil contratos foram firmados e todos devem ser impactados com uma redução no salário extra. O reflexo, segundo a análise de economistas, pode chegar a -5% do total movimentado no fim do ano com a gratificação.  

Assim, somente com a redução salarial e a antecipação do 13º dos aposentados, são 13% a menos no montante que tradicionalmente circula na economia do Estado.

Comércio

A injeção de menos dinheiro na economia local no fim do ano reflete em vendas mais fracas para o comércio, de acordo com a economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio (IPF-MS), Daniela Dias.

“O décimo terceiro menor, a redução salarial, a antecipação do salário dos aposentados, tudo isso deve interferir, porque é um impacto sobre a renda. Pode ser que as pessoas não deixem de comprar, porque temos o apelo emocional da data, mas com gastos menores”, disse a economista.

Dados da pesquisa sobre os impactos da Covid-19 no comércio, elaborada pelo IPF em parceria com o Sebrae-MS, já apontam expectativa de vendas menores para as datas comemorativas de fim de ano. 

Conforme o levantamento, 62% dos consumidores afirmaram que gastarão menos com presentes e comemorações.  

Entre os empresários, a maioria (62%) também acredita que as pessoas comprarão menos.

 “Os próprios empresários acreditam que haverá essa queda no faturamento. Apesar de já ter melhorado a questão da empregabilidade, mas temos a suspensão de contrato, o auxílio emergencial reduzido [passou de R$ 600 para R$ 300 mensais]. E temos a cautela em termos de gastos, então as perspectivas empresariais para mais de 60% dos empresários do Estado são de que haja redução dos gastos com compras e comemorações do fim do ano”, ressalta Daniela.  

A economista ainda frisa que o comportamento percebido no Dia das Crianças deve se perpetuar no Natal.

 “A questão das lembrancinhas deve prevalecer neste ano. Toda crise traz consigo uma cautela em termos de gastos, no Dia das Crianças, por exemplo, tivemos um porcentual maior de pessoas que iriam comprar, mas com redução nos gastos. É o que deve acontecer também no Natal”, pontuou.

Economia

Apesar das expectativas mais tímidas, a pesquisa sobre o impacto da pandemia aponta que o cenário econômico registrou uma melhora. 

A pesquisa aponta que, de forma geral, os impactos da pandemia no faturamento dos empresários foram menos ruins em setembro do que nos meses anteriores. 

As demissões continuaram perdendo força e para os próximos três meses a tendência continuará sendo de queda.

“Percebemos uma menor quantidade de empresários relatando queda nas vendas, vários relataram estabilidade ou aumento das vendas. Com relação às demissões, a gente começa a perceber uma melhora, com redução na intenção de demitir. A cada edição da pesquisa a gente percebe que essa tendência diminui”, explica a analista do Sebrae-MS, Vanessa Schmidt.  

Para explicar a melhoria no resultado, além da retomada, os empresários adotaram diferentes estratégias. 

A maioria (79%) realizou alterações nos canais de comercialização e passou a fazer vendas por redes sociais (38%), passou a utilizar ou intensificaram o uso de plataformas on-line de comercialização (29%) ou fazem atendimento em domicílio ou a distância (11%).

R$ 500 milhões

Em um ano marcado por pandemia e crise financeira, governo do Estado e Prefeitura de Campo Grande garantem que o 13° salário dos funcionários públicos será pago em dia. 

O pagamento das duas folhas movimenta mais de R$ 500 milhões. O governo do Estado tem mais de 79 mil funcionários, entre ativos e inativos, com folha de pagamento de R$ 400 milhões.

 A Prefeitura de Campo Grande já definiu para 20 de dezembro a data em que os funcionários terão acesso à gratificação de Natal. 

São cerca de 25 mil servidores, com folha de pagamento estimada em mais de R$ 100 milhões.  

 

 
 

Felpuda


Ex-petista de quatro costados, que acabou se aboletando em outro partido já há algum tempo, decidiu se submeter mais uma vez às urnas na tentativa de voltar a comandar cidade do interior de Mato Grosso do Sul. O eleitorado não botou fé e decidiu reeleger o atual prefeito.

Agora, há quem diga que o dito-cujo, que é fã de Carnaval, já pode ir preparando sua fantasia: “palhaço das perdidas ilusões”. Ô maldade!