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BALANÇA COMERCIAL

Mato Grosso do Sul exportou R$ 2,4 bilhões a mais do que no ano passado

Vendas externas deste ano já representam 78,07% do total exportado em 2019
09/09/2020 10:00 - Súzan Benites


De janeiro a agosto deste ano, Mato Grosso do Sul exportou US$ 456 milhões a mais do que no mesmo período do ano passado, ou R$ 2,444 bilhões quando convertido para o real, considerando o dólar a R$ 5,36. 

Nos oito primeiros meses de 2019, foram US$ 3,617 bilhões em vendas ao exterior; neste ano, no mesmo período, foram US$ 4,073 bilhões negociados. 

O aumento de 14,68% na receita com as vendas externas foi puxado principalmente pelo envio de soja, carnes bovina e de aves, celulose e açúcar ao exterior. 

Os dados são da Carta da Conjuntura elaborada pela Secretaria do Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro).

De acordo com o titular da Semagro, Jaime Verruck, o principal ponto é a taxa de câmbio, que é em média 40% superior ao ano passado. 

“Significa receitas para os produtores e preços mais elevados para esses produtos em função da demanda internacional. A soja teve um crescimento de 61% [no volume] em relação ao ano passado, que é um fator extremamente positivo", explicou Verruck.

"E quando comparamos em relação ao valor, o crescimento foi de 55% no total. Não tem muito mais soja a ser enviada ao exterior, foram praticamente 3,915 milhões de toneladas exportadas em Mato Grosso do Sul, ou seja, 35% da produção”, completou.

A soja respondeu por 36,59% da pauta de exportações do Estado de janeiro a agosto, ou US$ 1,49 bilhão em negócios. 

A celulose vem na sequência, representando 28% da pauta, com US$ 1,14 bilhão em vendas, com aumento de 7,66% em termos de volume, e queda de 17,49% em termos de valor. 

Em terceiro temos as carnes bovinas, com US$ 500 milhões em negócios e participação de 12,28% da pauta.  

“As carnes bovinas estão praticamente estabilizadas, a gente teve a perda de alguns credenciamentos durante a pandemia, mas isso deve retornar, e também a própria falta de bovinos para abates", disse.

"A situação está estável, mas com perspectivas de crescimento. Assim como nas carnes de aves, estamos 18% acima do ano passado. E a carne de suínos atendendo mais o mercado interno, mas com alguns mercados como de Hong Kong já aparecendo”.