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MS já exportou US$ 740 milhões este ano

MS já exportou US$ 740 milhões este ano

DA REDAÇÃO

25/05/2011 - 09h26
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As indústrias de Mato Grosso do Sul já registraram neste ano, US$ 740 milhões em exportações. O volume é 55,7% superior ao mesmo período do ano passado, quando a receita atingiu a marca de US$ 475,1 milhões, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems com base nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). As vendas ao exterior neste ano estão superando o crescimento registrado no mesmo período do ano passado, possibilitando estimar que a receita ultrapasse a casa dos US$ 2,1 bilhões registrados em 2010.

Segundo o presidente da Fiems, Sérgio Longen o único porém no avanço das exportações de industrializados é a crise nos países do Oriente Médio, que são grandes compradores do complexo carne. No mês de abril, conforme o Radar da Fiems, ocorreram reduções nas vendas externas para em importantes compradores do mundo árabe, que, atualmente, passam por conflitos internos de ordem política, notadamente no mundo árabe. “Se tais condições permanecerem, o complexo carne poderá apresentar uma redução líquida, tanto em receita, quanto em volume nos próximos comparativos”, avaliou.

Ainda conforme o levantamento do Radar da Fiems, a receita do setor industrial já responde por 70% de tudo que foi exportado por Mato Grosso do Sul nos quatro primeiros meses deste ano. Na avaliação apenas da receita obtida no mês de abril, quando as vendas externas de industrializados alcançaram US$ 192,9 milhões, o crescimento com relação ao mesmo período do ano passado foi de 43%, quando o valor foi de US$ 134,9 milhões. Quanto à participação relativa, no mês, as vendas externas de industrializados atingiram a marca de 51% de tudo o que foi exportado por Mato Grosso do Sul.

Principais grupos

No ano, os grupos que registraram importantes evoluções em suas vendas externas são os do “Complexo Carne”, “Papel e Celulose”, “Extrativo Mineral” e “Açúcar e Álcool”. No caso do “Complexo Carne”, o desempenho crescente foi sustentado, sobretudo, pela elevação ocorrida nas vendas de carnes secas e salgadas de outros animais, outras miudezas comestíveis de bovinos congeladas, outras carnes de suínos congeladas, pedaços e miudezas congelados de galos e galinhas e carnes congeladas de galos e galinhas cortados em pedaços, que proporcionaram uma expansão, em receita, no comparativo com 2010, equivalente a 990%, 94%, 58%, 28% e 19%, respectivamente. Em valores, o ganho adicional somado, decorrente das expansões observadas, foi da ordem de US$ 37,6 milhões.

Quanto às exportações de “Papel e celulose”, o destaque, naturalmente, continua por conta da pasta química de madeira semibranqueada (celulose), que, até agora, registrou uma receita de exportação equivalente a US$ 136,9 milhões ou 92,3% da receita total do grupo. Quando comparado com igual período de 2010, houve um crescimento nominal de 94,6% na receita obtida com o produto. Ainda em relação ao grupo, outro destaque foi observado nas vendas de papel fibra 150g/m² que somaram, até agora, o equivalente a US$ 9,95 milhões ou 6,7% do total, proporcionando, na mesma comparação, uma receita 187% maior. Por fim, os principais comparadores, até o momento, são Itália, com 24,8% ou US$ 36,8 milhões, Holanda, com 24% ou US$ 35,5 milhões, e China com 16,7% ou US$ 24,7 milhões.

MERCADO-FINANCEIRO

Bolsa registra nova queda puxada por Petrobras e bancos; dólar fecha estável

As principais quedas do dia foram do setor financeiro: Itaú e Bradesco recuaram 2,47% e 1,50%, respectivamente, e ficaram entre as mais negociadas da sessão

29/02/2024 19h00

Com o resultado desta quinta, o Ibovespa encerrou o mês com valorização de 1% Crédito: Freepik

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A Bolsa brasileira registrou mais uma de queda nesta quinta-feira (29) e fechou aos 129.044 pontos, com desvalorização de 0,85%, segundo dados preliminares.

As principais quedas do dia foram do setor financeiro: Itaú e Bradesco recuaram 2,47% e 1,50%, respectivamente, e ficaram entre as mais negociadas da sessão. O maior tombo foi da Ambev, que caiu 6,46% após ter divulgado seu balanço do quarto trimestre.

A Petrobras, uma das empresas de maior peso do Ibovespa, continuou caindo e encerrou o dia com recuo de 0,71%, ainda impactada por declarações de seu presidente, Jean Paul Prates, sobre a distribuição de dividendos.

Com o resultado desta quinta, o Ibovespa encerrou o mês com valorização de 1%.
No câmbio, o dólar manteve-se estável, com oscilação positiva de 0,05%, cotado a R$ 4,973. No acumulado do mês, a moeda americana teve valorização de 0,67%.

Nesta quinta, o foco do mercado esteve na divulgação de novos números sobre a inflação americana.

Os preços nos Estados Unidos subiram em janeiro, mas o aumento anual da inflação foi o menor em quase três anos, mantendo em aberto um corte na taxa de juros pelo Fed (Federal Reserve, o banco central americano) em junho.

O índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), o mais acompanhado pelo Fed para as decisões sobre juros, subiu 0,3% no mês passado, informou o Departamento de Comércio norte-americano nesta quinta. Os dados de dezembro foram revisados para baixo, mostrando um aumento de 0,1% no índice de preços PCE, em vez de 0,2%, conforme informado anteriormente.

Nos 12 meses até janeiro, a inflação do PCE foi de 2,4%. Esse foi o menor aumento anual desde fevereiro de 2021 e seguiu-se a um avanço de 2,6% em dezembro.

"Os dados são positivos para o cenário do banco central norte-americano. Contudo, o segundo processo de desinflação é mais lento do que o primeiro, e por isso a autoridade monetária não terá pressa em modificar o atual plano de ação. Os próximos dados serão importantes, pois indicarão se a inflação convergirá de forma sustentável para a meta de longo prazo, que é de 2,0%", diz Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research.

A casa projeta um arrefecimento dos preços ao longo dos próximos meses, com a inflação se aproximando da meta no terceiro trimestre deste ano.

Economistas consultados pela Reuters previam que o índice PCE subiria 0,3% no mês e aumentaria 2,4% em base anual. O aumento mensal refletiu os aumentos nos preços ao consumidor e ao produtor no mês passado, que a maioria dos economistas atribuiu a aumentos de preços das empresas no início do ano.

Para Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad, os números do PCE de janeiro não alteram o cenário de corte de juros projetado pelo banco central americano.

"O resumo é que as duas mensagens do Fomc [Comitê de Política Monetária americano] estão mantidas: o ciclo de alta está encerrado, mas o início do próximo ciclo de redução dos juros ainda não está definido. Certamente não será em março e muito provavelmente não será em maio", afirma Igliori.

Após a divulgação, os principais índices americanos fecharam em alta: O S&P 500, o Dow Jones e o Nasdaq subiram 0,52%, 0,12% e 0,90%, respectivamente.

"O Ibovespa manteve-se descolado dos pares de NY, como tem sido a tônica recente ao não conseguir acompanhar o rally das techs. Hoje, enquanto as bolsas norte-americanas se apoiaram no alívio com a inflação, o índice sentiu o peso da queda de blue chips como bancos, AmBev e Petrobras, mas foi um movimento bem generalizado", afirma Alexsandro Nishimura, economista e sócio da Nomos.

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vence hoje

Menos da metade dos proprietários de veículos está com o IPVA em dia em MS

Dos 898.515 boletos enviados, 433.043 foram pagos à vista ou tiveram a primeira das cinco parcelas quitadas até o fim de janeiro, o que significa 48,19% do total

29/02/2024 11h15

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Com a segunda parcela do IPVA vencendo nesta quinta-feira (29), dados da Secretaria de Estado de Fazenda revelam que menos da metade dos proprietários de veículos pagou o imposto em dia no começo do ano em Mato Grosso do Sul. 

Dos 898.515 boletos enviados, 433.043 foram pagos à vista ou tiveram a primeira das cinco parcelas quitadas até o fim de janeiro, o que significa 48,19% do total de cobranças enviadas aos proprietários de veículos. 

Com o imposto, o poder público faturou R$ 574,9 milhões em janeiro. Deste total, R$ R$ 529,32 milhões são relativos ao pagamento à vista, pago pelos proprietários de 297.184 de veículos. Ou seja, 33% aproveitaram o desconto de 15% e quitaram o imposto. 

Além disso, o IPVA rendeu outros R$ 45,51 milhões que foram pagos pelos donos de 135.859 (15,1% dos boletos)  que tiveram de parcelar o tributo. E são justamente estes que precisam pagar a segunda parcela nesta quinta-feira caso não queiram aumentar ainda mais a lista dos inadimplentes.

Ao todo, o valor lançado para ser recolhido neste ano foi de R$ 1.201.733.955,12. Porém, como a administração oferece desconto de 15% para aqueles que pagam à vista, o faturamento ficará abaixo disso. Na prática, o Estado espera arrecadar R$ 1,16 bilhão até o fim do ano. 

Em 2023, o IPVA garantiu R$ 1,070 bilhão aos cofres públicos estaduais, o que equivale a 5,52% do total recolhido em impostos. O valor foi 14,8% maior que os R$ 932,529 milhões faturados no ano anterior. Metade do valor arrecadado com IPVA vai para o município onde o veículo está registrado. 

As próximas parcelas do imposto vencem em 27 de março, 30 de abril e 29 de maio. As alíquotas foram mantidas nos mesmos porcentuais do ano passado, sendo 3% para automóveis ou veículos de passeio, 1,5% para caminhões, ônibus e micro-ônibus e 1,5% para motorhomes.

Para as motocicletas, a alíquota continua em 2%. Já para os automóveis com capacidade de até oito pessoas (excluído o condutor) que utilizem motores acionados a óleo diesel, a alíquota é de 4,5% do valor venal, que é baseado em tabela organizada pela Fipe. 

 

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