Economia

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Mudança genética vai aumentar produção

Mudança genética vai aumentar produção

Redação

03/05/2010 - 08h14
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Brasília, Agência Brasil

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) estuda 25 projetos com o objetivo de aumentar o plantio de cana-de-açúcar e a eficiência da produção de etanol no País. Com isso, será possível elevar em até 50% a produção de álcool por hectare de cana plantada, que hoje é de 7 mil litros.
A coordenadora do Programa de Pesquisa em Bioenergia (Bioen) da Fapesp, Gláucia Souza, explica que a cana foi sendo modificada ao longo do tempo para aumentar a produção de açúcar voltada à alimentação. Agora os cientistas estão fazendo o caminho inverso, modificando a planta geneticamente para produzir mais etanol de uma maneira economicamente viável.

“No Brasil já temos um programa de produção de etanol muito bem-sucedido há muitos anos, e mais recentemente começamos a pensar em usar a parede celular da planta para a produção de etanol, não só o caldo da cana, que já é rico em sacarose, mas também o bagaço e a palha que são deixados no campo quando a cana é colhida”, diz a professora.

Ainda não há uma previsão de quando os resultados dessas pesquisas vão começar a ter efeito, mas a coordenadora adianta que cada novo cultivar da cana tem levado entre dez e 12 anos para ser lançado. “Como tudo isso demora muito tempo, temos que prever qual a cana que vai ser necessária daqui a dez anos”, diz. Mesmo assim, ela aposta que, com a eficiência na produção do etanol, o produto poderá se tornar mais barato, lembrando que atualmente 70% dos custos de produção do etanol estão na agricultura.

Só para se ter uma ideia, atualmente a média comercial de produção de cana-de-açúcar mundialmente é de 80 toneladas por hectare, mas o potencial é de 380 toneladas, se forem levados em conta os programas de melhoramento que estão sendo estudados em vários países. “Tem muito ainda a ser melhorado na cana-de-açúcar e a ideia é usar a biotecnologia para aumentar a produtividade e resistência à seca e aos insetos”, diz Gláucia Souza.  
Ela conta que os estudos para desenvolver o etanol celulósico são mais recentes no Brasil do que em outros países, porque aqui já se utiliza o bagaço para a cogeração de energia elétrica nas usinas. A coordenadora do Bioen prevê que o Brasil ganhará ainda mais prestígio no cenário internacional se conseguir promover a expansão da cana e das tecnologias de produção de etanol de maneira sustentável. “O Brasil já é um exemplo de liderança nessa área, os países têm ficado maravilhados com o modelo brasileiro da cana-de-açúcar”, diz.

Economia

Pix fica fora do ar e usuários reclamam nas redes sociais

O serviço de pagamento instantâneo apresentou instabilidade na tarde desta segunda-feira (19), afetando usuários em todo o país

19/01/2026 14h33

Crédito: Bruno Peres / Agência Brasil

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O sistema de pagamentos Pix ficou instável durante a tarde desta segunda-feira (19), o que levou usuários que possuem contas em diferentes instituições financeiras a reclamar nas redes sociais.

No X (antigo Twitter) diversos usuários reclamaram da instabilidade do sistema, relatando que não conseguiram realizar o pagamento instantâneo. 

A plataforma DownDetector, que monitora quedas de serviço em tempo real, das 13h30 (horário de Mato Grosso do Sul), registrou mais de 6 mil reclamações, o que indica que não é um problema em um banco, mas sim, que teve alcance nacional. 

Reprodução DownDetector

Reclamações

Após a queda do sistema usuários de diversas partes do país começaram a publicar no microblog, o problema com o Pix, que afetou pelo menos cinco instituições bancárias.

 

 

 

Queridinho dos brasileiros

No site do Banco Central, existe o serviço “Pix em Números”, que registra a quantidade de transações efetuadas com o sistema de pagamento instantâneo.

O recorde registrado desde o lançamento do serviço ocorreu no dia 5 de dezembro de 2025, quando foram realizadas 313.339.828 transações.

Bancos que estão com problemas no serviço

 

  • Banco do Brasil
  • Bradesco
  • C6 Bank
  • Caixa Econômica Federal
  • Inter
  • Itaú
  • Nubank
  • Santander
     

Até o momento, o Banco Central não divulgou nota sobre o que está ocasionando a instabilidade.

Não conseguiu fazer o pix?

Enquanto o sistema não é restabelecido, especialistas recomendam cautela. Se você precisa realizar um pagamento urgente, aqui estão algumas alternativas, o Correio do Estado organizou uma lista de alternativas

 

 

Assine o Correio do Estado

 

Governo do Brasil

Mais de 181 mil famílias de MS recebem o Bolsa Família em janeiro

O cronograma de pagamento começa no dia 19 de janeiro e vai até o dia 30

19/01/2026 14h15

Bolsa Família inicia os pagamentos de 2026

Bolsa Família inicia os pagamentos de 2026 Divulgação

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O Governo Federal paga, a partir desta segunda-feira (19) o benefício do Bolsa Família para 181.197 famílias de Mato Grosso do Sul. 

O cronograma de pagamentos segue o calendário nacional e começa no dia 19 de janeiro e segue até o dia 30, de acordo com final do Número de Identificação Social (NIS), conforme o calendário abaixo:

Bolsa Família inicia os pagamentos de 2026Fonte: Governo Federal

O investimento do governo no Estado para o benefício é de quase R$ 130 milhões, com um valor médio de R$ 717,17 pago nos 79 municípios de MS. 

Além disso, o programa também garante benefícios adicionais desde sua retomada em 2023, como o Benefício Primeira Infância em Mato Grosso do Sul, que atende 109,6 mil crianças de zero a seis anos. 

Com isso, cada integrante de famílias nessa faixa etária recebem um adicional de R$ 150, o que significa um investimento de R$ 15,5 milhões a mais no Estado. 

Para crianças e adolescentes de sete a 18 anos, o Bolsa Família assegura um valor adicional de R$ 50, repassados a 161,3 mil indivíduos dessa idade, além de 7 mil gestantes e 4,4 mil mulheres que amamentam no Estado. Para estes pagamentos, o repasse ao Estado supera os R$ 8 milhões. 

Entre os municípios, a capital Campo Grande é onde estão a maior parte dos beneficiários do Estado no mês de janeiro, com 46 mil famílias atendidas. Na sequência, estão as cidades de Dourados (12.531), Corumbá (9.024), Ponta Porã (8.548) e Três Lagoas (7.031). 

O valor médio do benefício pago no Estado supera o valor médio nacional e da região Centro-Oeste. Paranhos é o município sul-mato-grossense com maior valor médio do repasse, de R$ 809,91 neste mês. Em seguida, aparecem Ladário (R$ 769,37), Dourados (R$ 762,85), Japorã (R$ 752,40) e Jardim (R$ 750,02). 

Ao todo, durante todo o ano, 216.417 famílias de Mato Grosso do Sul devem ser contempladas pelo Bolsa Família. 

Nacional

Na região Centro-Oeste, 990,7 mil famílias são atendidas pelo Bolsa Família, tendo um repasse do Governo Federal de R$ 703 milhões. É a região brasileira com menor número de atendidos. O valor médio pago é de R$ 709,65. 

A região Nordeste tem o maior número de contemplados em janeiro, com 8,75 milhões de beneficiários e um investimento de R$ 6 bilhões. Em seguida, aparece a região Sudeste, com 5,29 milhões de famílias e R$ 3,72 bilhões em repasses. Na sequência, a região Norte (2,44 milhões de famílias e R$ 1,77 bilhão) e Sul (1,29 milhão de beneficiários e repasse de R$ 898 milhões). 

Sobre os valores, Roraima é o estado com o maior valor médio de repasse aos contemplados em janeiro, de R$ 756,40, seguido pelo Amazonas (R$ 741,03), Amapá (R$ 737,14), Acre (R$ 732,98), Distrito Federal (R$ 727,81) e Pará (R$ 719,05). 

No total, em todo o Brasil, são mais de 18,7 milhões de famílias atendidas, com um repasse total de R$ 13,1 bilhões pelo Governo do Brasil. 

Em janeiro, o Programa alcança 247,7 mil famílias com pessoas indígenas, 289,3 mil com quilombolas, 397,2 mil com catadores de material reciclável, 253,8 mil com pessoas em situação de rua, 56,5 mil com pessoas resgatadas de trabalho análogo ao escravo e 56 mil com crianças em situação de trabalho infantil, que fazem parte de um grupo prioritário e específico do programa. 


 

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