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ESCASSEZ DE CHUVA

Nível de rios do MS baixam e comprometem escoamento da produção

Níveis baixos afetam navegabilidade e são resultado de escassez de chuva
02/06/2020 15:33 - Glaucea Vaccari


 

Nível dos principais rios de Mato Grosso do Sul estão muito abaixo do registrado no mesmo período de anos anteriores, o que afeta a capacidade de navegação dos rios, especialmente na hidrovia do Paraguai, principal via fluvial de escoamento de produção de Mato Grosso do Sul.  Situação se deve a escassez de chuva neste ano.

Dados da Sala de Situação do Instituto de Meio Ambiente do Estado (Imasul) mostram que, em 25 de maio do ano passado, o nível do Rio Paraguai, em Ladário, era de 344 centímetros, enquanto neste ano era de 199 centímetros no mesmo ponto. Em Porto Murtinho o nível é pior, caindo de 576 centímetros em 2019 para 280 neste ano.

Secretário da Semagro, Jaime Verruck, disse que a situação é preocupante.  

“Estamos com uma série de restrições de navegabilidade no Rio Paraguai. Hoje, as barcaças que normalmente estariam operando com 100% da carga, reduziram em um terço e até metade da capacidade. Isso altera a competitividade do frete, precisa muito mais barcaças para levar a mesma carga que demandaria num período normal”, diz.

Porto Murtinho se prepara para ser o principal polo exportador da região Centro-Oeste com a implantação de uma infraestrutura intermodal hidro-rodoviária que inclui dois novos portos já em operação e a ponte internacional sobre o rio Paraguai concretizando a rota bioceânica até o Chile. Em 2018 foram embarcadas 600 mil toneladas de produtos em Porto Murtinho; em 2019 mais de 1 milhão de toneladas e a capacidade para esse ano aumentou consideravelmente com a ampliação de um porto e a entrada de outro em operação.

Redução do volume e de água nos rios também impacta na reprodução das espécies , segundo a coordenadora da Unidade de Recursos Pesqueiros do Imasul, bióloga Fânia Lopes de Ramires Campos

“Não só volume de água, mas também temperatura, pressão, a presença de sais minerais, de oxigênio dissolvido, a ocorrência dos dias mais longos, tudo isso tem forte relação com a reprodução dos peixes”, explica.

Outra preocupação decorrente da escassez de chuvas é o aumento no número de focos de calor, que também é maior neste ano do que no ano passado.  Em Corumbá foram registrados 33.269 focos de calor entre os dias 1º de março e 2 de junho, enquanto em 2019, no mesmo período foram 3.243 focos, o que demonstra aumento de mais de 1.000%.

 * Com assessoria 

 

Felpuda


Comentários maldosos nos meios políticos dão conta que duas figurinhas que se rebelaram contra os próprios colegas poderão ficar no sereno político e, de forma indireta, serem personagens das próprias manifestações.

Um deles defendeu a redução do número de vereadores, e o outro disse ter vergonha de exercer o cargo. Agora enfrentam altos e baixos na campanha eleitoral.