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PANDEMIA

Novo coronavírus pode impactar na arrecadação

Secretário de governo, Eduardo Riedel, disse que governo já estuda como apoiar setor produtivo
17/03/2020 09:00 - Súzan Benites


 

O comércio varejista e o turismo já conseguem estimar perdas com os efeitos do novo coronavírus na economia brasileira. Na tarde desta segunda-feira (16) a movimentação na região central de Campo Grande era fraca. O Governo do Estado acredita que a arrecadação estadual também deve cair com a baixa nas vendas e na circulação de pessoas.

De acordo com o secretário de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, com a redução do consumo consequentemente o setor econômico do estado sofre e deve perder na arrecadação. “É diretamente proporcional a essa redução de movimentação no comércio. A gente ainda não sabe avaliar quanto, temos essa avaliação diária, mas sem dúvida começa a dectar uma queda na movimentação econômica fruto do comportamento das pessoas. Agora nós temos que adotar medidas no sentido de entender melhor isso e como o governo pode apoiar alguns setores da economia que estão sendo muito prejudicados”, afirmou.

Os representantes do comércio, indústria, bares e restaurantes, supermercados, agropecuária, entre outros setores da sociedade civil organizada, se reuniram no fim da tarde de ontem para debater sobre as medidas que serão tomadas para minimizar os impactos do coronavírus no Estado. As entidades formam o Comitê de Monitoramento de Crise (CMC).

“A intenção do comitê é avaliar as ações que possam ser tomadas em conjunto. Estamos tentando organizar as ações nos setores e levar ao conhecimento público. Os segmentos vão receber orientação técnica para suportar essa crise. Os supermercados, por exemplo, de que forma vão organizar a higienização de carrinhos e portas”, explicou o presidente do CMC, Sérgio Longen.

Riedel disse ainda que a gestão estadual tem feito ações para evitar a propagação do coronavírus em MS. “A gente tem de fazer uma grande mobilização em Mato Grosso do Sul, esse é o nosso apelo, para que a gente tenha efetividade para bloquear a escalada de uma contaminação. Nós já sabemos como se contrai e como se portar diante dessa ameaça. Temos que ter o envolvimento de todos, é o que eles [CMC] estão fazendo, buscando soluções em conjunto para que tenhamos resultados efetivos. Foram apresentadas ações em cima da questão tributária, a Secretaria de Fazenda já tem uma equipe trabalhando em cima de possibilidades. O Procon, por exemplo, está atuando para evitar que cobranças abusivas como no caso do álcool em gel sejam evitadas. Todas as ações para que tenhamos a amenização de uma crise que é de saúde, social, econômica e teremos de atuar em todas as frentes”, disse.  

Comércio tem redução nas vendas 

A movimentação no comércio do Estado já apresenta uma redução, assim como nas vendas. Conforme pesquisa da Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul (Fecomércio-MS) houve queda de 6% na intenção de consumo em geral e de 30% na área de eventos e comemorações.

De acordo com o empresário do setor de joias e acessórios, Djalma Santos, desde a semana passada, antes da confirmação de casos com coronavírus em MS, já era perceptível um movimento menor. “Nas vendas o impacto foi de 15% em relação à semana anterior”, disse.

Para o proprietário de uma ótica no centro de Campo Grande, Nilson Vieira, tanto o fluxo de pessoas quanto as vendas reduziram no período. “Já percebemos uma redução de 20% em relação ao mesmo período do mês passado”.

 

Felpuda


É quase certo que a aposentadoria deverá ocorrer de maneira mais rápida do que se pensava em determinado órgão. O que deveria ser a tal ordem natural dos fatos acabou sendo atropelada por acontecimentos considerados danosos para a imagem da instituição. Os dias estão passando, o cerco apertando e já é praticamente unanimidade de que a cadeira terá de ter substituto. Mas, pelo que se ouve, a escolha não deverá ser com flores e bombons de grife.