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CONSUMIDORES

Número de pessoas com nome “sujo” cai no primeiro trimestre

Com efeitos da pandemia da Covid-19, próximos meses podem apresentar aumento da inadimplência
06/05/2020 09:00 - Súzan Benites


O porcentual de pessoas com o nome sujo em Mato Grosso do Sul caiu no primeiro trimestre de 2020. Dados da Boa Vista apontam que o Estado apresentou redução de 0,3% no número de consumidores inadimplentes de janeiro a março. Quando comparado ao intervalo interanual a queda é de 5%.  

Em Campo Grande, a inadimplência do consumidor caiu 0,6% no primeiro trimestre. Já no comparativo de março de 2019 com março de 2020, a inadimplência teve queda de 5,0%. Nos dados mensais, março comparado ao mês de fevereiro, o índice cedeu 0,7%. Flávio Calife, economista da Boa Vista, acredita que o cenário pós-pandemia pode ser bem diferente.  

De acordo com Calife, o cenário dos negativados recuou em todo o País.

“Nesta análise do primeiro trimestre ainda não temos o efeito total das restrições por conta da pandemia. A gente já percebia essa queda no número de inadimplentes há alguns meses. Apesar de termos uma queda no consumo, também temos uma redução na recuperação do crédito. O que significa que não é uma melhora financeira, mas, sim, que as pessoas pararam de fazer novas dívidas porque perderam o poder de compra”, explicou Calife.

COMPARAÇÃO

A recuperação de crédito recuou 0,3% no trimestre em Mato Grosso do Sul, ou seja, apesar de menos consumidores ficarem negativados, os já inadimplentes continuaram na mesma situação.  

Na comparação entre março de 2020 com o mesmo mês do ano passado o recuo na recuperação de crédito foi de 1,2%. Quando comparado ao mês de fevereiro, o índice foi de -0,4%. Na Capital, o indicador de caiu 0,5% no trimestre encerrado em março. Já no valor interanual, a recuperação diminuiu 5,9%, enquanto nos dados mensais de março contra o mês anterior o índice ficou estável (0,0%). Segundo a economista do Instituto de Pesquisa da Fecomércio (IPF-MS), Daniela Dias, diante de uma crise econômica, com a insegurança no que diz respeito ao desemprego, o receio e o medo do coronavírus, já era de se esperar que pudesse haver uma alteração no comportamento do consumidor.  

“As pessoas tendem a ficarem um pouco mais cautelosas, principalmente no que se refere ao endividamento. Elas tendem a se endividar somente quando realmente necessário. Até com o simples fato de passar o cartão de crédito para pagar no mês seguinte as pessoas ficam mais cautelosas. E também tendem a dar prioridade para o pagamento de suas dívidas, afinal, diante de uma incerteza, elas não sabem se estarão empregadas e quando se dará o processo de recessão na economia”, explica Daniela.

PRÓXIMOS MESES

Com certa estabilização no estoque de dívidas em um primeiro momento, o número de pessoas endividadas nos próximos meses pode ser maior.  

No período de 90 dias, muitas contas, como água, energia, parcelas de casas, poderiam ficar sem pagamento para posterior renegociação. Para a economista do IPF, em um segundo cenário as pessoas se voltarão para as renegociações de dívidas, considerando que bancos, concessionárias de água e energia elétrica prorrogaram o pagamento de contas por um período de três meses.  

“Tivemos uma dilatação de prazo nos pagamentos de água e luz, por exemplo, com o intuito de que as pessoas não ficassem inadimplentes e priorizassem a compra de bens considerados essenciais. É um outro cenário que contribui para que haja uma redução desse endividamento e, consequentemente, da inadimplência durante esse período”, considerou Daniela.  

Levando em conta todo o impacto das dívidas prorrogadas somado ao desemprego e às reduções salariais, o economista da Boa Vista conjectura que os próximos índices de devedores podem ser bem maiores. “As pessoas compram menos por causa da recessão, mas também teremos perda de empregos neste período. Os efeitos reais da pandemia só serão vistos nos próximos meses. Acredito que teremos um aumento da inadimplência em abril e maio. O impacto vai depender das medidas econômicas tomadas neste período”, considerou Calife.

 
 

Felpuda


Falatório e atitude de membro da família acenderam a luz vermelha no “QG” de candidato, pois poderão causar muitos estragos. 

A tropa de choque de defensores do candidato a prefeito já foi colocada em campo e só falta falar que os genes de ambos são diferentes. 

E com relação ao dito-cujo, sabe-se que deverá ser orientado a “baixar a bola” nos próximos dias, mais precisamente até o término da campanha eleitoral.

Afinal...