Economia

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Oferta de emprego deve crescer 29% em MS neste ano

Oferta de emprego deve crescer 29% em MS neste ano

Redação

11/03/2010 - 08h22
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Mais de 16,7 mil vagas podem ser criadas no mercado de trabalho de Mato Grosso do Sul em 2010, a maioria (7,5 mil) no setor de comércio de reparação, seguido de indústrias, com 3,9 mil vagas, e alojamento e alimentação (2,5 mil). Se confirmada, a estimativa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) representará crescimento de 29% na geração de empregos no Estado. No ano passado, 12,9 mil postos de trabalho foram abertos em MS, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). As informações constam no levantamento “Emprego e oferta qualificada de mão de obra no Brasil: impactos do crescimento econômico pós-crise”, divulgado ontem pelo instituto. A pesquisa mostra que mesmo tendo se recuperado rápido da crise, o Brasil “segue ainda detentor de elevado excedente de força de trabalho”, ou seja, a expectativa de criação de quase 2 milhões de vagas em todo o País, o dobro do ano passado, será insuficiente para garantir colocação para todos. Em MS, a quantidade de trabalhadores disponíveis (302 mil) é maior do que o número de vagas que podem ser abertas no ano (273 mil, se incluídas oportunidades criadas por demissão). O resultado da conta que incomoda o trabalhador: 29 mil deverão ficar fora do mercado, mesmo com o possível acréscimo na geração de empregos. Os principais setores da economia terão excesso de oferta de mão de obra no Estado, diz o estudo. Apenas o segmento “alojamento e alimentação” – bares e restaurantes, por exemplo – terá mais vagas disponíveis do que trabalhadores. No ano, estima-se que 436 postos de trabalho nesses estabelecimentos não serão ocupados por falta de pessoas qualificadas. Na administração pública, segundo fonte de oferta de trabalho em MS, as vagas estarão menos fartas: 245 postos podem ser extintos durante o ano. Baixa qualificação No estudo, o Ipea lamenta que ”a totalidade dos trabalhadores disponíveis não possui as mesmas condições de competir no mercado de trabalho escasso em ocupações para todos”. A instituição recomenda aos governos que desenvolvam políticas públicas para suprir as necessidades de qualificação da mão de obra nacional, pois nem o crescimento econômico é capaz de zerar o estoque de trabalhadores desempregados. Os baixos salários, queixa da maioria dos funcionários, têm como um dos motivos a qualificação insuficiente. O instituto acredita que “cabe ao Estado elaborar e executar uma estratégia de inserção desses trabalhadores, em curto, médio e longo prazos, vinculada a políticas educacionais de formação técnica”. Para os pesquisadores, os números mostram que o impulso recente que a criação de escolas técnicas tomou é insatisfatório. O estudo foi elaborado com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), os dois últimos do Min istério do Trabalho e Emprego.

PANORAMA AGRÍCOLA

Chuvas irregulares geram incertezas em produtores de soja em Mato Grosso do Sul

Enquanto o sul enfrenta excesso de chuva e risco sanitário, regiões afetadas pela seca veem recuperação do potencial produtivo

17/01/2026 08h40

Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica volumes consideráveis de chuva no início deste ano, criando um cenário de contrastes para o produtor rural em Mato Grosso do Sul. De acordo com Éder Comunello, pesquisador em agrometeorologia da Embrapa Agropecuária Oeste, as irregularidades podem prejudicar algumas regiões do Estado.

“A distribuição das chuvas e, por consequência, do deficit hídrico tem sido extremamente desigual, deixando o estado ‘dividido pelo clima’”, avalia.

Ainda de acordo com o pesquisador, dependendo da região e da propriedade, isso pode ser má ou boa notícia para o produtor, o que inclusive pode afetar a produtividade da colheita. “No extremo-sul, a abundância de água acende o sinal de alerta”, avisa o pesquisador.

“Municípios como Mundo Novo e Sete Quedas registraram acumulados [de chuva] expressivos, superando 70 milímetros em uma semana. Para os produtores desta região, a chuva pode trazer uma ‘dor de cabeça’ logística e sanitária: o excesso de umidade em lavouras prontas para a colheita favorece a abertura de vagens e pode impulsionar casos de ferrugem asiática. O solo encharcado dificulta o trânsito de máquinas, prejudicando pulverizações de controle e a própria colheita”, alerta.

O engenheiro-agrônomo Ângelo Ximenes reforça o lado bom das chuvas constantes, principalmente, neste início de ano.

“Neste ano completam 42 safras que eu acompanho. Eu vejo, igual a este ano, falando do sul de Mato Grosso do Sul, ali, na região de fronteira, Dourados, Caarapó, Laguna, Maracaju, indo mais para a divisa com São Paulo também, as precipitações que ocorreram foram muito satisfatórias.

Está não só chovendo um volume bom, como está chovendo no momento adequado. Então, nós temos uma previsão de uma safra muito boa, acreditamos que vai ser uma das melhores médias que já tivemos nas últimas décadas, podemos dizer”, explica.

Na mesma linha, Comunello também acrescenta que, apesar dos riscos sanitários, a avaliação técnica do centro do Estado é também positiva.

“Como a maioria das lavouras se encontra na fase de enchimento de grãos [estádio fenológico de alta demanda hídrica], a chuva é, na média, mais benéfica do que prejudicial neste momento. A água chega para mitigar o deficit de dezembro, garantindo o peso do grão da soja. Além disso, a manutenção da umidade agora assegura a recarga da reserva hídrica no solo, condição fundamental para o estabelecimento do milho safrinha”, declara.

SECA

Na outra ponta do mapa, a realidade é oposta. “A região norte, que enfrentou seca severa no desenvolvimento inicial da soja, recebe as chuvas de janeiro como uma boa notícia. Para as lavouras tardias e atrasadas pelo clima seco de dezembro, a água agora é essencial para encher os grãos e recuperar o potencial produtivo”, explica o agrometeorologista.

“A Grande Dourados e a região central do Estado vivem o desafio de administrar essas duas realidades simultaneamente. Marcada pela irregularidade das chamadas ‘chuvas de manga’, em que as precipitações podem ser muito diferentes mesmo entre propriedades vizinhas, a região sente os efeitos mistos do clima”, detalha. 

Além da preocupação com a chuva e a ferrugem, ainda elenca que é necessária atenção à baixa luminosidade, com os vários dias de céu encoberto.

“A planta precisa de muita energia solar para realizar fotossíntese e transferir peso para os grãos. Dias nublados consecutivos reduzem a taxa fotossintética, o que pode levar a diversos distúrbios fisiológicos. Nesse contexto, o impacto mais importante é o menor enchimento dos grãos, o que pode resultar em redução da produtividade final mesmo em lavouras visualmente sadias”, acrescenta Comunello.

“Diante desse quadro, a recomendação é de monitoramento contínuo e agilidade operacional. O produtor deve manter atenção redobrada à necessidade de tratos culturais, priorizando o controle fitossanitário nos intervalos de tempo firme para conter o avanço de doenças. Já para as áreas prontas, a estratégia é não hesitar: é fundamental aproveitar cada janela de estiagem para avançar com a colheita, mitigando perdas de qualidade por excesso de umidade e garantindo o calendário da safra seguinte”, sugere.

PREVISÃO

De acordo com o prognóstico agroclimático para o período de janeiro, fevereiro e março deste ano, divulgado no Boletim Agrometeorológico do Inmet, na Região Centro-Oeste, haverá volumes de chuva próximos ou acima da média em todo o estado de Mato Grosso do Sul.

As temperaturas tendem a permanecer acima da média em toda a região, podendo ficar até 1,0°C acima da média histórica, especialmente no Estado, onde devem ocorrer os maiores registros.

A projeção para 2025/2026 é de uma nova supersafra de soja - Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

A previsão de armazenamento hídrico do solo indica níveis de umidade superiores a 60% em grande parte da Região Centro-Oeste ao longo do trimestre. Conforme o prognóstico, essa elevação poderá resultar em condições de excesso hídrico.

Nessas áreas, o excesso de água pode ocasionar encharcamento do solo, dificultar operações de manejo e favorecer a ocorrência de doenças, além de afetar o desenvolvimento radicular das culturas.

Por outro lado, o documento também indica que a regularização das chuvas deverá assegurar disponibilidade hídrica adequada, favorecendo o enchimento de grãos das culturas de verão e a consolidação das pastagens, com impactos positivos sobre os sistemas produtivos agrícolas e pecuários da região.

Conforme o Boletim Casa Rural, divulgado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), em todas as regiões, a maioria das lavouras apresenta boas condições. A projeção para a safra 2025/2026 é de produção de 15,2 milhões de toneladas, com produtividade média de 52,8 sacas por hectare.

O volume estimado representaria um incremento de 2% em relação ao ciclo anterior. Também conforme a nota técnica, a área destinada ao cultivo de soja segue em expansão, com crescimento de 6% em relação à safra passada, totalizando 4,8 milhões de hectares.

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LOTERIA

Resultado da Super Sete de ontem, concurso 799, sexta-feira (16/01): veja o rateio

A Super Sete tem três sorteios semanais, às segundas, quartas e sextas, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso

17/01/2026 08h19

Foto: Super Sete

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 799 da Super Sete na noite desta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 950 mil.

Premiação

  • 7 acertos - Não houve ganhadores
  • 6 acertos - 1 aposta ganhadora, R$ 21.716,51
  • 5 acertos - 33 apostas ganhadoras, R$ 940,10
  • 4 acertos - 387 apostas ganhadoras, R$ 80,16
  • 3 acertos - 3.982 apostas ganhadoras, R$ 6,00

Confira o resultado da Super Sete de ontem!

Os números da Super Sete 799 são:

Verifique sua aposta e veja se você foi um dos sortudos deste concurso.

  • Coluna 1: 9
  • Coluna 2: 6
  • Coluna 3: 0
  • Coluna 4: 4
  • Coluna 5: 7
  • Coluna 6: 1
  • Coluna 7: 8

O sorteio da Dupla Sena é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal ofical da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Super Sete 800

Como a Super Sete tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na segunda-feira, 19 de janeiro, a partir das 20 horas, pelo concurso 800. O valor da premiação está estimado em R$ 1 milhão.

Para participar dos sorteios da Super Sete é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

Como jogar na Super Sete

Os sorteios da Super Sete são realizados às segundas, quartas e sextas-feiras, sempre às 20h (horário de MS).

O Super Sete é a loteria de prognósticos numéricos cujo volante contém 7 colunas com 10 números (de 0 a 9) em cada uma, de forma que o apostador deverá escolher um número por coluna.

Caso opte por fazer apostas múltiplas, poderá escolher até mais 14 números (totalizando 21 números no máximo), sendo no mínimo 1 e no máximo 2 números por coluna com 8 a 14 números marcados e no mínimo 2 e no máximo 3 números por coluna com 15 a 21 números marcados.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6,  9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

O valor da aposta é R$ 2,50.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com apenas sete dezenas, que custa R$ 2,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 158.730, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 21 dezenas (limite máximo), a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 280, ainda segundo a Caixa.

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