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ECONOMIA

País precisa de marcos regulatórios para novas fronteiras de investimento

A retomada da recuperação econômica no Brasil vai acontecer em algumas etapas
10/05/2020 02:00 - Estadão Conteúdo


A retomada da recuperação econômica no Brasil vai acontecer em algumas etapas. A primeira delas é baseada em juros baixos e no aumento da demanda. A segunda é um "crowding in" com investimentos em grandes áreas de interesse internacional como infraestrutura. O prognóstico é do ministro da Economia, Paulo Guedes, que participou neste sábado, 9, de videoconferência organizada pelo Itaú BBA.

"Em primeiro lugar, vemos recuperação cíclica com juros mais baixos, crédito crescendo a dois dígitos para consumo, famílias. A demanda agregada vai crescer com força. Em segundo lugar, será esse 'crowding in', com ingresso de investimentos nacionais e de fora internacionais em setores como óleo e gás, infraestrutura", disse Guedes.

Para essa onda de investimentos, Guedes afirmou que a primeira medida que precisa ser feita é a aprovação do marco do saneamento público.

Ele defendeu que aprovação seja feita em meio à pandemia. "Precisamos de marcos regulatórios para novas fronteiras de investimento", disse Guedes, citando que é preciso também, com urgência, um novo marco regulatório para a área de petróleo (óleo e gás). "O marco atual nesse setor é disfuncional", comentou, lembrando do leilão de cessão onerosa do ano passado, considerado "fracassado" por muitos agentes econômicos.

"Esse Congresso quer fazer reformas", disse Guedes. "Se marco do saneamento for aprovado, disparamos R$ 100 bilhões em investimento em dois ou três anos."

Ele acrescentou que a proposta para o novo marco para óleo e gás está pronta e lembrou que também há a emenda do senador José Serra para mudar o regime no setor.

POSTURA DE BOLSONARO

Guedes afirmou que o presidente Jair Bolsonaro é sempre atacado quando chama atenção para a crise econômica. "O Brasil precisa da saúde e da economia. Se não cuidar da economia, a crise na saúde é agravada", disse o ministro argumentando que o presidente Jair Bolsonaro está preocupado com a situação da saúde. "Como líder do País, o presidente não quer deixar a população em pânico e enfatiza que é preciso ter equilíbrio entre as duas dimensões", afirmou.

E completou: "Precisamos cuidar da saúde, mas se não olhar economia, vamos ter 'L'. A economia cai e não sobe de uma depressão", afirmou.

O ministro relatou que o ministro da Saúde, Nelson Teich, tem provido orientações sobre a evolução da epidemia no Brasil. Ele disse que, por ora, trabalha com a queda de casos em junho.

Felpuda


Mesmo sem ter, até onde se sabe, combinado com o eleitor, candidato a prefeito começou a apresentar nomes do seu ainda hipotético secretariado, pois parece estar convicto de que conseguirá vencer a disputa.

Os adversários dizem por aí que ele está muito distante de “ser um Jair Bolsonaro”, que, ainda na campanha eleitoral para presidente da República, já falava em Paulo Guedes para ser seu ministro de Economia. Como sonhar é permitido