Economia

INDÚSTRIA NACIONAL

Parque automobilístico se espalha entre oito estados

Parque automobilístico se espalha entre oito estados

Cleide Silva (AE)

09/01/2011 - 00h00
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O recente anúncio da instalação de uma fábrica da Fiat em Pernambuco atesta que o processo de pulverização do parque automobilístico brasileiro, iniciado em meados dos anos 90, não acabou. No começo daquela década, apenas quatro Estados abrigavam montadoras. São Paulo, sozinho, era responsável por 75% de toda a produção nacional de veículos.

Hoje, as montadoras se espalham por sete Estados (Pernambuco será o oitavo) e São Paulo, embora ainda lidere a produção, viu sua fatia cair para 45%. No mesmo período, o número de veículos fabricados no Brasil passou de 1,6 milhão, em 1995, para 3,6 milhões, em 2010.

Com a chegada de uma nova leva de empresas asiáticas, São Paulo espera voltar a responder por mais da metade da produção brasileira, embora com índices mais modestos do que tinha no passado. O Estado foi escolhido pela coreana Hyundai e pela chinesa Chery para abrigar suas primeiras fábricas no País e pela japonesa Toyota para receber uma segunda unidade.

As três fábricas estão sendo construídas no interior, em cidades não tão distantes da capital, e terão capacidade produtiva inicial de 270 mil veículos, volume que pode ser ampliado para 450 mil com algumas adaptações, segundo informam os responsáveis pelos projetos previstos para 2012 e 2013.

O secretário de Desenvolvimento, Luciano Almeida, calcula que São Paulo terá sua fatia na produção ampliada para 52% com as três fabricantes. “Quando incluirmos as ampliações que Volkswagen, Ford e General Motors anunciaram para as fábricas de São Bernardo do Campo e de São José dos Campos, o índice irá a 55%.”

Guerra fiscal
Almeida credita à guerra fiscal a fuga das montadoras para outras regiões. Para ele, a descentralização “tornou-se um certo engodo, pois os benefícios fiscais têm efeito imediato no investimento, mas não se revertem no custo de produção”. O secretário ressalta que a maior parte da cadeia de fornecedores está em São Paulo, o que reduz custos de logística para as empresas locais. Além disso, é o maior consumidor de carros novos.

Segundo Almeida, a Toyota terá praticamente 100% dos fornecedores de peças nacionais próximos à fábrica, em Sorocaba, que inicialmente produzirá 70 mil automóveis anualmente. A montadora, que já tem fábrica em Indaiatuba, investirá US$ 600 milhões na filial.

A Chery escolheu Jacareí para produzir inicialmente 50 mil carros ao ano e atraiu até agora dois fabricantes de autopeças da China. “Teremos também um centro de desenvolvimento e pesquisas e os carros terão molécula brasileira no DNA”, diz Luis Curi, presidente da empresa no Brasil. A previsão é de atingir produção de 150 mil veículos em três anos, quando o projeto terá consumido US$ 400 milhões.


O diretor da Roland Berger Strategy Consultants para o mercado automotivo, Stephan Keese, avalia que os incentivos de fato pesam na decisão das montadoras. “A Ford recebeu cerca de US$ 600 milhões para se instalar na Bahia e a Fiat provavelmente terá ajuda similar para construir a fábrica de Pernambuco”.

Keese ressalta que São Paulo também oferece ajuda, ainda que menos agressiva, e os municípios doam terrenos, infraestrutura e incentivos locais. Para ele, a ida da Fiat para o Nordeste é estratégica para estar próxima de um dos mercados regionais que mais cresce atualmente.

Loteria

Acumulou: Ninguém acerta as seis dezenas da Mega Sena 2737 deste sábado (15)

O prêmio para o próximo concurso está em R$ 53 milhões

16/06/2024 13h01

Confira o resultado da Mega-Sena

Confira o resultado da Mega-Sena

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A Caixa Econômica Federal sorteou as seis dezenas do concurso 2737 da Mega-Sena na noite deste sábado (14), no Espaço da Sorte, em são Paulo.

O prêmio estava estimado em R$ 53 milhões.

Números sorteados no concurso 2737: Confira o resultado

  • 16 - 20 - 30 - 34 - 37 - 45

Verifique sua aposta e veja se você foi um dos sortudos deste concurso.

O rateio, que é o número de acertadores e o valor que cada acertador irá receber, será divulgado em breve pela Caixa Econômica Federal.

Os sorteios são transmitidos ao vivo pelo canal do Youtube da Caixa.

Como jogar na Mega-Sena

Os sorteios da Mega-Sena são realizados três vezes por semana, às terças, quintas e aos sábados.

As apostas na Mega-Sena podem ser feitas até as 18h (horário de MS) do dia do sorteio em lotéricas ou pela internet.

A Mega-Sena paga milhões para o acertador dos 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas.

Para realizar o sonho de ser milionário, você deve marcar de 6 a 20 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você, pela modalidade surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 e 12 concursos consecutivos, chamada Teimosinha.

A aposta mínima, de 6 números, custa R$ 5,00.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Premiação

Caso não haja acertador em qualquer faixa, o valor acumula para o concurso seguinte, na respectiva faixa de premiação.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao tesouro nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

Não deixe de conferir o seu bilhete de aposta.

A quantidade de ganhadores da Mega-Sena e o rateio podem ser conferidos aqui.

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ECONOMIA

Enel confirma a Lula investimento de R$ 20 bi para acabar com apagões

Presidente reuniu-se com diretor-geral da empresa na viagem à Itália

16/06/2024 10h00

Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Companhia com a imagem afetada por sucessivos apagões nos últimos meses, a Enel assumiu o compromisso de investir R$ 20 bilhões de 2024 a 2026 nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e Ceará para reduzir as interrupções de energia. A empresa prometeu o investimento após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrar-se com o diretor-geral da Enel, Flavio Cattaneo, na viagem à Itália.

“A gente está disposto a renovar o acordo se eles assumirem o compromisso de fazer investimento, e eles assumiram o compromisso de ao invés de investirem R$ 11 bilhões, eles vão investir R$ 20 bilhões nos próximos três anos, prometendo que não haverá mais apagão em nenhum lugar em que eles forem responsáveis”, disse Lula em entrevista coletiva após o encontro.

De acordo com o presidente, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, deve apresentar uma proposta na próxima semana que tratará os termos da renovação. “São Paulo, a maior capital, cidade mais importante do país, não pode ficar sem energia”, acrescentou Lula.

No fim de abril, a Enel tinha anunciado o investimento de US$ 3,7 bilhões, em torno de R$ 20 bilhões, para diminuir as interrupções de energia nas áreas onde opera. Recentemente, o governo condicionou a renovação das concessões à companhia à ampliação dos investimentos.

No momento, o Ministério de Minas e Energia e a Casa Civil da Presidência da República discutem os critérios para a renovação de 20 concessões na área de energia que vencem a partir de 2025. Além da Enel, terão os contratos renovados a CPFL Energia, a Neoenergia, a Equatorial e a Energisa, que concentram quase dois terços do mercado de distribuição de energia no país.

Multas e CPI

Após os apagões que atingiram a região metropolitana de São Paulo em novembro, a Enel foi multada duas vezes. Em fevereiro, a Aneel multou a companhia em R$ 168,5 milhões. Em abril, o Procon SP aplicou uma multa de R$ 12,9 milhões, por falhas no serviço de energia no centro da capital paulista.

Nesta semana, a Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e Segurança Pública multou a filial da Enel no Rio de Janeiro em R$ 13,067 milhões. Os motivos foram a frequência de interrupção dos serviços e a demora por parte da concessionária em restabelecer o fornecimento.

Em São Paulo, a Enel foi alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal que pediu o fim do contrato com a companhia e cobrou investimentos de R$ 6,2 bilhões na rede de energia da capital paulista. Em abril, a 22ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve liminar que obriga a companhia a reduzir a falta de luz no estado.

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