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Pesquisa aponta quais ameaças à atividade leiteira

Pesquisa aponta quais ameaças à atividade leiteira

DA REDAÇÃO

18/07/2011 - 00h08
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A disponibilidade de mão-de-obra qualificada, as importações de leite, flutuações de preços e custos de produção, foram os fatores considerados mais preocupantes para o sucesso da atividade leiteira, segundo pouco mais de 400 produtores. Esse foi o resultado da pesquisa realizada pelo MilkPoint e a consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC) apresentado durante o Interleite 2011, por José Rezende, sócio da PwC.

Os três fatores foram classificados como "muito preocupantes" pela maioria dos entrevistados. A disponibilidade de mão-de-obra foi o principal fator de preocupação, com 66,6% das respostas, seguida de importações, com 66,1% e flutuações de preços e custos de produção, com 58,9%. Um dos produtores confirma a disponibilidade de mão-de-obra como principal gargalo da atividade: "a mão-de-obra é o grande fator limitante. Mesmo com esta enorme melhora na remuneração, com ganhos significativos no poder aquisitivo do trabalhador rural, não observamos nenhuma melhora. Continuamos sem qualidade e sem oferta".

Para Rezende, a baixa qualificação da mão de obra (e muitas vezes dos próprios criadores) na pecuária de leite levará à redução no número de produtores no Brasil, estimados em 1,2 milhão. "O produtor mais qualificado trata a propriedade como empresa. No Brasil, a pecuária de leite é explorada de forma extrativa", diz Rezende, que também é produtor. Ele defende o investimento na qualificação da mão de obra para que o setor avance.

Em relação às importações, Rezende atribui ao câmbio favorável a internalização de produtos lácteos e o aumento da concorrência do leite produzido em países com menores custos de produção, a exemplo do Uruguai e Argentina, como principais razões. Já a flutuação de preços e os altos custos de produção dificultam o planejamento e investimento na atividade e criam estabilidade para toda cadeia do leite.

Fonte: Famasu

MERCADO-FINANCEIRO

Bolsa registra nova queda puxada por Petrobras e bancos; dólar fecha estável

As principais quedas do dia foram do setor financeiro: Itaú e Bradesco recuaram 2,47% e 1,50%, respectivamente, e ficaram entre as mais negociadas da sessão

29/02/2024 19h00

Com o resultado desta quinta, o Ibovespa encerrou o mês com valorização de 1% Crédito: Freepik

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A Bolsa brasileira registrou mais uma de queda nesta quinta-feira (29) e fechou aos 129.044 pontos, com desvalorização de 0,85%, segundo dados preliminares.

As principais quedas do dia foram do setor financeiro: Itaú e Bradesco recuaram 2,47% e 1,50%, respectivamente, e ficaram entre as mais negociadas da sessão. O maior tombo foi da Ambev, que caiu 6,46% após ter divulgado seu balanço do quarto trimestre.

A Petrobras, uma das empresas de maior peso do Ibovespa, continuou caindo e encerrou o dia com recuo de 0,71%, ainda impactada por declarações de seu presidente, Jean Paul Prates, sobre a distribuição de dividendos.

Com o resultado desta quinta, o Ibovespa encerrou o mês com valorização de 1%.
No câmbio, o dólar manteve-se estável, com oscilação positiva de 0,05%, cotado a R$ 4,973. No acumulado do mês, a moeda americana teve valorização de 0,67%.

Nesta quinta, o foco do mercado esteve na divulgação de novos números sobre a inflação americana.

Os preços nos Estados Unidos subiram em janeiro, mas o aumento anual da inflação foi o menor em quase três anos, mantendo em aberto um corte na taxa de juros pelo Fed (Federal Reserve, o banco central americano) em junho.

O índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), o mais acompanhado pelo Fed para as decisões sobre juros, subiu 0,3% no mês passado, informou o Departamento de Comércio norte-americano nesta quinta. Os dados de dezembro foram revisados para baixo, mostrando um aumento de 0,1% no índice de preços PCE, em vez de 0,2%, conforme informado anteriormente.

Nos 12 meses até janeiro, a inflação do PCE foi de 2,4%. Esse foi o menor aumento anual desde fevereiro de 2021 e seguiu-se a um avanço de 2,6% em dezembro.

"Os dados são positivos para o cenário do banco central norte-americano. Contudo, o segundo processo de desinflação é mais lento do que o primeiro, e por isso a autoridade monetária não terá pressa em modificar o atual plano de ação. Os próximos dados serão importantes, pois indicarão se a inflação convergirá de forma sustentável para a meta de longo prazo, que é de 2,0%", diz Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research.

A casa projeta um arrefecimento dos preços ao longo dos próximos meses, com a inflação se aproximando da meta no terceiro trimestre deste ano.

Economistas consultados pela Reuters previam que o índice PCE subiria 0,3% no mês e aumentaria 2,4% em base anual. O aumento mensal refletiu os aumentos nos preços ao consumidor e ao produtor no mês passado, que a maioria dos economistas atribuiu a aumentos de preços das empresas no início do ano.

Para Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad, os números do PCE de janeiro não alteram o cenário de corte de juros projetado pelo banco central americano.

"O resumo é que as duas mensagens do Fomc [Comitê de Política Monetária americano] estão mantidas: o ciclo de alta está encerrado, mas o início do próximo ciclo de redução dos juros ainda não está definido. Certamente não será em março e muito provavelmente não será em maio", afirma Igliori.

Após a divulgação, os principais índices americanos fecharam em alta: O S&P 500, o Dow Jones e o Nasdaq subiram 0,52%, 0,12% e 0,90%, respectivamente.

"O Ibovespa manteve-se descolado dos pares de NY, como tem sido a tônica recente ao não conseguir acompanhar o rally das techs. Hoje, enquanto as bolsas norte-americanas se apoiaram no alívio com a inflação, o índice sentiu o peso da queda de blue chips como bancos, AmBev e Petrobras, mas foi um movimento bem generalizado", afirma Alexsandro Nishimura, economista e sócio da Nomos.

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vence hoje

Menos da metade dos proprietários de veículos está com o IPVA em dia em MS

Dos 898.515 boletos enviados, 433.043 foram pagos à vista ou tiveram a primeira das cinco parcelas quitadas até o fim de janeiro, o que significa 48,19% do total

29/02/2024 11h15

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Com a segunda parcela do IPVA vencendo nesta quinta-feira (29), dados da Secretaria de Estado de Fazenda revelam que menos da metade dos proprietários de veículos pagou o imposto em dia no começo do ano em Mato Grosso do Sul. 

Dos 898.515 boletos enviados, 433.043 foram pagos à vista ou tiveram a primeira das cinco parcelas quitadas até o fim de janeiro, o que significa 48,19% do total de cobranças enviadas aos proprietários de veículos. 

Com o imposto, o poder público faturou R$ 574,9 milhões em janeiro. Deste total, R$ R$ 529,32 milhões são relativos ao pagamento à vista, pago pelos proprietários de 297.184 de veículos. Ou seja, 33% aproveitaram o desconto de 15% e quitaram o imposto. 

Além disso, o IPVA rendeu outros R$ 45,51 milhões que foram pagos pelos donos de 135.859 (15,1% dos boletos)  que tiveram de parcelar o tributo. E são justamente estes que precisam pagar a segunda parcela nesta quinta-feira caso não queiram aumentar ainda mais a lista dos inadimplentes.

Ao todo, o valor lançado para ser recolhido neste ano foi de R$ 1.201.733.955,12. Porém, como a administração oferece desconto de 15% para aqueles que pagam à vista, o faturamento ficará abaixo disso. Na prática, o Estado espera arrecadar R$ 1,16 bilhão até o fim do ano. 

Em 2023, o IPVA garantiu R$ 1,070 bilhão aos cofres públicos estaduais, o que equivale a 5,52% do total recolhido em impostos. O valor foi 14,8% maior que os R$ 932,529 milhões faturados no ano anterior. Metade do valor arrecadado com IPVA vai para o município onde o veículo está registrado. 

As próximas parcelas do imposto vencem em 27 de março, 30 de abril e 29 de maio. As alíquotas foram mantidas nos mesmos porcentuais do ano passado, sendo 3% para automóveis ou veículos de passeio, 1,5% para caminhões, ônibus e micro-ônibus e 1,5% para motorhomes.

Para as motocicletas, a alíquota continua em 2%. Já para os automóveis com capacidade de até oito pessoas (excluído o condutor) que utilizem motores acionados a óleo diesel, a alíquota é de 4,5% do valor venal, que é baseado em tabela organizada pela Fipe. 

 

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