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EXCEÇÃO AO LOCKDOWN

Pessoas se aglomeram na Caixa em busca de auxílio

Movimentação era intensa neste de sábado para regularizar benefício
25/07/2020 11:30 - Rodrigo Almeida


Carlos Eduardo tem 21 anos e veio de Rio Negro tentar melhores oportunidades de emprego em Campo Grande. Hoje ele é Jardineiro. Alexandre Bezerra é motorista. Os dois não precisaram pedir o auxílio emergencial disponibilizado pelo Governo Federal para as pessoas atingidas economicamente pela pandemia do novo Coronavírus. 

Por outro lado, o que eles têm em comum é que estavam acompanhando parentes que tiveram dificuldades neste período complicado. 

Carlos estava com um amigo e os dois foram com a prima. “Ela está desempregada, eu não pedi, mas as coisas aqui não estão muito melhores que na minha cidade”, lamenta. O jardineiro já acumulava 45 minutos de espera, no momento da entrevista. 

Já Alexandre relata que a mulher, que é auxiliar de faxina, perdeu o emprego há três meses por causa da crise.“Eu não pude pegar porque ainda trabalho, mas ela não tem emprego mais, e estou acompanhando”, conta ele. 

O motorista foi impedido de entrar na agência para evitar aglomeração no interior. Segundo ele, quando conversamos, a espera já chegava a meia hora. A reportagem do Correio do Estado observou a alta movimentação na parte da frente de uma agência. 

A fila se dividia em dois braços. Uma dos que precisam entrar, seja para sacar o benefício, ou para regularizar a situação, e a outra das pessoas que eram impedidas de entrar com familiares. 

Com isso, a aglomeração na parte de fora era intensa na manhã de sábado, 25. Mesmo com o toque de recolher imposto para o final de semana, e com o comércio respeitando o decreto, pessoas que poderiam ficar em casa tiveram que se arriscar. 

Outro fator que contribuiu para a aglomeração é a falta de tato de pessoas que têm dificuldade a se acostumarem com o sistema bancário. 

Junte-se a isso, pessoas que só tinham o fim de semana para ir até a Caixa Econômica Federal e a situação dos acompanhantes, o resultado é que muitas pessoas enfrentaram problemas. 

Entre eles, o sistema era estranho, assim muitos precisavam constantemente da ajuda dos funcionários. Alguns aproveitaram abertura da agência e tentaram fazer ouros tipos de serviços, mas acabaram se frustrando, pois, a Caixa estava aberta apenas para os beneficiários do auxílio. 

Outro problema notado, foi a dificuldade que algumas pessoas têm com a burocracia bancária. Há pessoas que não sabem o próprio CPF, esqueciam a carteira de identidade, algo que torna o serviço ainda mais lento. 

Outro reclamação pertinente, foi a presença de funcionários da faixa azul em pleno fim de semana de fechamento do comércio. Vários reclamaram da necessidade de abastecer o parquímetro em um fim de semana sem movimento intenso no centro de Campo Grande.

 
 

Felpuda


Questão de família acabou descambando para o lado da política, e a confusão já é do conhecimento público. 

A queda de braço tem como foco a troca de apoio político que, de um, foi para outro. Sem contar as ameaças de denúncia da figura central do imbróglio. 

A continuar assim, há quem diga que nenhum dos dois candidatos a vereador envolvidos na história conseguirá ser eleito. Barraco é pouco!