Economia

Em negociação

Petrobras avalia venda de subsidiária de transporte e descarta capitalização

Processo faz parte de pacote de venda de ativos para reduzir seu endividamento

FOLHAPRESS

15/01/2016 - 15h55
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O diretor financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro, informou nesta sexta (15) que a companhia contratou um banco para avaliar a venda da Transpetro, sua subsidiária de transportes de petróleo.

O processo faz parte do pacote de venda de ativos da empresa, com o qual a companhia pretende reduzir seu endividamento.

Segundo Monteiro, se bem sucedido, o programa de desinvestimentos garante à companhia a travessia do ano sem necessidade de novas captações nem socorro do governo. "A capitalização seria a última alternativa a ser perseguida e não está no nosso radar neste momento", afirmou o executivo.

"Nós, desde o início, trabalhamos para afastar a hipótese de recorrer ou ser assistido pelo Tesouro. Se não tivéssemos tomado as decisões que já foram tomadas, nós já teríamos, há muito tempo, batido na porta do Tesouro", comentou.

Ele não quis dar detalhes sobre a venda da Transpetro -que opera uma frota de 54 navios (41 próprios e 13 alugados) e a malha brasileira de dutos e terminais- alegando que o processo ainda está em fase embrionária.
A subsidiária foi criada em 1998, com a edição da lei 9.478/97, que pôs fim ao monopólio estatal no setor de petróleo. O objetivo foi garantir, às empresas privadas, acesso ao mercado brasileiro.

A separação das atividades de transporte foi entendida por sindicatos como um passo para a privatização do segmento, que acabou não ocorrendo.

META

Monteiro diz que está confiante de que a Petrobras atingirá sua meta de vender US$ 14,4 bilhões em ativos este ano e explicou que a empresa inclui e retira projetos da vitrine de acordo com o interesse de compradores e com condições do mercado.

A fatia da estatal na petroquímica Braskem foi a última a ser incluída no pacote, que já tem campos de petróleo, gasodutos, usinas de biocombustíveis e uma fatia na BR Distribuidora. Até agora, a única grande operação fechada foi a venda de 49% da Gaspetro, subsidiária para o transporte de gás, que rendeu R$ 1,9 bilhão.

Monteiro adiantou que a empresa tem recebido manifestações de interesse também pelos ativos de fertilizantes.
"O programa [de venda de ativos] é chamado aqui dentro de 'Operação Desapega'", brincou o executivo, ao responder críticas do mercado com relação à percepção de que a Petrobras tem dificuldades para abrir mão de ativos. "Nosso trabalho é reunir as áreas e convencê-las [que o processo é importante]."

Segundo ele, se a meta de vendas for alcançada, a companhia passa por 2016 sem necessidade de captações e chega a julho de 2017 com US$ 15 bilhões em caixa.

PLANO DE NEGÓCIOS

A Petrobras lançou esta semana uma revisão de seu plano de negócios para o período entre 2015 e 2019, com corte de US$ 32 bilhões nos investimentos. Segundo o diretor financeiro da companhia, nova redução de investimentos "não está no radar", a menos que os preços do petróleo se mantenham em patamares muito baixos por um prazo mais longo.

O plano foi elaborado considerando o preço do petróleo a US$ 45 por barril em 2016, o que também gerou críticas no mercado. Segundo o executivo, essa é a média das previsões de bancos e instituições consultados pela empresa. "Elaboramos o plano há cerca de três semanas. E o que aconteceu depois foi inacreditável", disse, referindo-se à queda das cotações para a casa dos US$ 30 por barril.

A diretora de exploração e produção da companhia, Solange Guedes, explicou que 2/3 do corte de US$ 28 bilhões em sua área se dará em otimização de projetos, isto é, revisão do cronograma de construção de poços, etapa que consome cerca de 50% dos custos de um projeto de produção.

Segundo ela, com maior produtividade, os campos do pré-sal precisarão de menos poços no início para manter os níveis de produção.

O restante do corte virá do adiamento de investimentos em exploração de novas reservas. Neste sentido, a estatal negocia com a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) a revisão de prazos de avaliação de descobertas.

A empresa pretende iniciar uma "segunda onda" de renegociações de contratos com fornecedores. Na "primeira onda, no ano passado, obteve uma redução média de 13% nos custos de aluguel de sondas, embarcações e helicópteros. A meta agora é buscar contratos que ainda não foram renegociados."

RELAÇÃO COMERCIAL

China amplia negócios com Mato Grosso do Sul e consome quase 48% da produção local

Com a habilitação de cinco novos frigoríficos, Estado passou a ter 11 plantas exportadoras de carne para o mercado asiático

20/06/2024 08h30

China negócios com Mato Grosso do Sul

China negócios com Mato Grosso do Sul Reproduzido por IA

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A China já era o principal destino de exportação da produção sul-mato-grossense, mas ampliou a participação de 42,4% para 47,8% no intervalo de um ano, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Em relação ao montante negociado, a alta foi de 4,7%. De janeiro à maio de 2023 foram negociados R$ 10,213 bilhões (US$ 1,874 bilhão) com o país asiático, já nos cinco meses de 2024 o montante passou a R$ 10,687 bilhões (US$ 1,961 bilhão). 

Já o aumento em quantidade de produtos enviados ao mercado exterior foi expressivo de 23,83% no mesmo período. Nos primeiros cinco meses do ano passado, Mato Grosso do Sul enviou 3,694 milhões de toneladas à China, enquanto no mesmo período de 2024 foram 4,574 milhões de toneladas comercializadas com o país. 

A diversificação dos produtos exportados explica o sucesso das vendas externas neste ano, mesmo em um período de preços das principais commoditties, como a soja, o milho e a carne bovina, em baixa no mercado internacional.

De acordo com o economista do Sindicato Rural de Campo Grande (SRCG), Staney Barbosa Melo, reforça que o aumento nas exportações, ocorreu em razão do preço baixo e do estoque que o produtor montou para aguardar cotações melhores.

“Com isso, os chineses estão aproveitando o momento de preços baixos para aumentarem seus estoques, o que de certa forma contribui para amortecer essa queda nos preços do grão que tanto prejudica o setor”, detalha.

Outro fator que ajudou a ampliar a participação chinesa na balança comercial de Mato Grosso do Sul foi a ampliação da habilitação de plantas frigoríficas aptas a comercializarem carne bovina para o país. Conforme publicado pelo Correio do Estado em março deste ano, a China habilitou 38 novos frigoríficos e entre eles cinco de MS. Com isso, o Estado tem 11 indústrias habilitadas.

O Estado foi o que mais se beneficiou das novas habilitações entre todas as unidades da federação, afirmou o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Roberto Perosa, à época.

 “Mato Grosso do Sul antes tinha, do seu rebanho e dos seus frigorificos “sifados”, 11% de capacidade do abate para ser exportado para a China. Isso [porcentual] está passando para 57%. Isso é um incremento gigantesco nas possibilidades de exportação do MS, e por isso também ele foi o Estado que mais cresceu”.

Em 12 de abril, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), esteve em Campo Grande para fazer o envio simbólico da carne bovina ao país asiático e selar a ampliação dos negócios. 

BALANÇA COMERCIAL

Dados da Carta de Conjuntura da Coordenação de Economia e Estatísticas da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) apontam que a balança comercial de Mato Grosso do Sul registrou superávit de US$ 2,936 bilhões (R$ 16 bilhões) nos cinco primeiros meses deste ano.

Ainda segundo o levantamento, as exportações somaram US$ 4,104 bilhões de janeiro a maio, redução de 7%, em relação ao mesmo período do ano passado quando foram negociados US$ 4,412 bilhões. 
Apesar de as exportações terem recuado, as importações também diminuiram 13,8%, saindo de US$ 1,354 bilhão no ano passado e totalizando US$ 1,168 bilhão no acumulado de 2024.

Em relação aos principais produtos exportados, a soja apareceu em 1º lugar no ranking, com 27,56% do total comercializado e montante de US$ 1,131 bilhão no ano. O segundo produto da lista foi a celulose, sendo responsável por 15,16% da pauta de exportações e movimentação de US$ 622,242 milhões. 

Com a abertura de novas plantas frigoríficas, a carne bovina já aparece em destaque como terceiro maior no ranking de produtos exportados e com alta de 23,57% no volume negociado. Saindo de US$ 281,220 milhões comercializados em 2023 para US$ 347,501 milhões nos cinco meses deste ano. 

Nas importações, o gás natural destaca-se, compondo 44,47% das importações totais, seguido por adubos (9,28%) e cobre (6,77%).

O titular da Semadesc, Jaime Verruck, analisa que apesar do recuo nas vendas de produtos tradicionais como a soja, o Estado mantém uma estabilidade relativa na balança com outros produtos como a celulose e o minério. 

“Este ano a agricultura teve um forte recuo na produção que se refletiu na balança comercial de produtos. Por outro lado, temos percebido um avanço na agregação de valor a nossas matérias primas e consequentemente o crescimento na venda destes produtos”, destacou.

Saiba

Três Lagoas mantém a liderança como maior município exportador de MS, com 23,06% do total das exportações.  Na sequência aparecem Dourados (8,42%) e Antônio João (5,17%).

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LOTERIA

Mega-Sena sorteia nesta quinta-feira prêmio acumulado em R$ 60 milhões

Sorteio será realizado a partir das 20h, no horário de Brasília

20/06/2024 08h15

Foto: Arquivo

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As seis dezenas do concurso 2.739 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O sorteio terá a transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 60 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 5.

Quina de São João

As apostas para a Quina de São João, com prêmio estimado em R$ 220 milhões, estão sendo feitas, em qualquer volante da Quina, nas casas lotéricas de todo o país e pelo aplicativo Loterias Caixa e no portal Loterias Caixa. O sorteio do concurso 6.462, será realizado no próximo sábado, dia 22 de junho.

Cada aposta simples custa R$ 2,50. Para jogar, basta marcar de cinco a 15 números dentre os 80 disponíveis no cartão. Quem quiser, também pode deixar para o sistema escolher os números, opção conhecida como Surpresinha. Ganham prêmios os acertadores de dois, três, quatro ou cinco números.

Assim como em todos os concursos especiais das Loterias Caixa, a Quina de São João não acumula. Se não houver ganhadores na faixa principal, com acerto de cinco números, o prêmio será dividido entre os acertadores da 2ª faixa (quatro números) e assim por diante, conforme as regras da modalidade.

Caso apenas um apostador leve o prêmio da Quina de São João e aplique todo o valor na poupança, receberá mais de R$ 1,2 milhão de rendimento no primeiro mês.

A pessoa também tem a opção de realizar apostas em grupo com o Bolão Caixa. Os apostadores da Quina podem preencher o campo próprio no volante ou comprar uma cota dos bolões organizados pelas unidades lotéricas.

A novidade é que agora as cotas de bolão organizadas pelas lotéricas também podem ser adquiridas no portal Loterias Online com tarifa de 35% do valor da cota.

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