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VEÍCULOS

Quem conseguiu comprar carro na Pandemia encontrou placa Mercosul mais barata

Em números absolutos, foram emitidas 15.380 identificações veiculares desde fevereiro
10/06/2020 06:00 - Ricardo Campos Jr


Quem teve condições de comprar um carro durante a pandemia conseguiu preço levemente melhor para fazer o emplacamento. O serviço que até abril custava no mínimo R$ 133 a unidade hoje pode ser encontrado por R$ 125. Empresários do ramo experimentam uma queda na procura pela emissão das chapas e o desconto é uma forma de atrair clientes.

Em números absolutos, foram emitidas 15.380 identificações veiculares no padrão Mercosul entre fevereiro (quando o novo modelo começou a vigorar) e o começo desta semana. Somente em junho já foram 785 chapas confeccionadas, segundo informações fornecidas pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

As estampadoras sediadas em Campo Grande foram responsáveis por 6.871 placas novas nesse mesmo intervalo de tempo. Neste mês já foram confeccionadas 368 chapas.

Em números médios, até março eram fabricadas 53 placas por dia. Desde abril, o número gira em torno de 40.

 
 

Renato Righetti, dono da credenciada Placar, disse ao Correio do Estado que está tentando manter a rotina em todas as três unidades de Mato Grosso do Sul: Campo Grande, Dourados e Três Lagoas, contudo, “não está fácil”, desabafou à equipe de reportagem.

“O ano têm sido complicado por conta do fechamento do comércio em quase todos os meses. Realmente está difícil por conta da pandemia”, afirmou. Ele reduziu o preço e hoje vende o produto mais em conta no Estado.

A Íons Placas disse que manteve os mesmos valores de antes da pandemia: R$ 258 o par e R$ 134 a moto. As demais não responderam até o fechamento desta reportagem. 

VENDAS

O volume de emplacamentos têm relação direta com a venda de veículos. Conforme a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o mercado recuou 49,40% no mês de maio em comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação a abril, o setor demonstrou leve alta de 8,22%.

Contudo, no acumulado dos cinco primeiros meses de 2020, a redução registrada pela entidade foi de 31,01%, reflexo da Covid-19 na venda de automóveis. Os dados consideram a comercialização de automóveis e veículos comerciais leves. 

 
 

SOBE E DESCE

Inicialmente o valor cobrado pela unidade da placa Mercosul oscilava entre R$ 143 e R$ 150. Como veículos com mais de duas rodas usam duas, os consumidores estavam pagando até R$ 300 pelo serviço quando ele entrou em vigor no dia 3 de fevereiro, um dos mais caros do país.

Depois da pressão feita pelo Procon, os empresários deram descontos de até 11% ao longo de fevereiro, de modo que hoje o serviço pode ser encontrado por R$ 133 (motos) e R$ 258 (automóveis).

Embora a população ainda considere caro o preço da identificação visual, ela já está mais em conta do que o modelo anterior, que tinha tabela fixa de R$ 150 (motos) e R$ 290 (carros).

O padrão Mercosul é obrigatório. Junto com ele vieram mudanças no sistema de emplacamentos. Antes, os Detrans concentravam a realização do serviço. Agora, o consumidor escolhe qual empresa, entre as credenciadas pelo órgão, irá acessar para realizar o serviço. A expectativa era de que a lógica de mercado puxasse os valores para baixo, já que uma estampadora estaria competindo com as concorrentes, porém, ninguém previu que a Covid-19 entraria em cena. 

Felpuda


Comentários maldosos nos meios políticos dão conta que duas figurinhas que se rebelaram contra os próprios colegas poderão ficar no sereno político e, de forma indireta, serem personagens das próprias manifestações.

Um deles defendeu a redução do número de vereadores, e o outro disse ter vergonha de exercer o cargo. Agora enfrentam altos e baixos na campanha eleitoral.