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PRECAUÇÃO

Planejamento é palavra de ordem para evitar rombo com o fim do auxílio emergencial

Economista dá dicas para famílias que receberam os repasses do Governo Federal
13/12/2020 06:00 - Ricardo Campos Jr


O auxílio emergencial trouxe a falsa sensação de tranquilidade econômica para milhares de brasileiros, e a partir de janeiro, quando o dinheiro parar de cair nas contas da Caixa TEM, os níveis de endividamento devem aumentar. 

A boa notícia é que com planejamento e moderação nos gastos é possível evitar o retrocesso e começar 2021 com pelo menos parte das contas em dia.

Para se ter ideia da dimensão do problema, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) estima que houve queda de 31,56% nos índices de pobreza em Mato Grosso do Sul entre 2019 e julho deste ano, terceira maior redução registrada no país. 

O Estado ficou atrás apenas do Tocantins (-36,08%) e Pernambuco (-32,45%).

Entraram nessa conta todas as pessoas que tinham rendimentos menores que um salário mínimo, mas que graças aos repasses federais cruzaram a linha que as separava da classe média.

“Alterações na renda foram bastante significativas. É claro que com a velocidade do desemprego reduzindo, assim como a velocidade das reduções salariais, essas outras fontes de renda ajudaram muito a população a garantir pelo menos a subsistência e pagamento de dívidas prioritárias”, afirma. 

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Contudo, essa melhora é temporária e quem não conseguir atingir certo nível de equilíbrio nas contas domésticas sofrerá as consequências. 

A pedido do Correio do Estado, Daniela dá algumas dicas que podem ajudar as famílias a evitar o sufoco quando pararem de receber a verba. 

A primeira delas, é fazer um planejamento a longo prazo e quanto antes, melhor. 

“É importante que as pessoas considerem sempre os meses subsequentes, coloquem tudo no papel para não acontecer de ter dívidas futuras para pagar, mas sem recursos suficientes para conseguir honrar os compromissos”, pontua.

Além disso, é importante buscar fontes de renda extra antes do fim do auxílio emergencial. 

Isso vale especialmente para quem está desempregado. 

A dependência dos repasses federais é extremamente nociva para o futuro.