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Plantio da soja é concluído com mais da metade da safra comercializada

As perspectivas para a próxima safrinha de milho são positivas, segundo a Aprosoja-MS

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O plantio da soja foi concluído com mais de 55% da produção já comercializada. Os produtores rurais do Estado já começam a pensar na safra de milho 2020/2021. 

Apesar de a abertura da semeadura ter começado atrasada, segundo as estimativas da Associação dos Produtores de Soja e Milho de MS (Aprosoja-MS), o milho safrinha deve ser plantado na janela ideal.  

Conforme o boletim técnico publicado pela Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), 100% da área foi semeada até o dia 27 de novembro.  

“A semeadura da soja 2020/2021 começou atrasada. A abertura do plantio foi marcada pela falta de chuva no Estado e produtores começaram a realizar a operação no dia 9 de outubro. Durante o período de plantio, tivemos pequenas estiagens e pouca concentração de chuva na região norte de MS. A semeadura foi encerrada superior em aproximadamente 5,10%, em relação à safra 2019/2020, totalizando oito semanas de plantio”, informou o presidente da Aprosoja-MS, André Dobashi.

A área plantada de soja continua estimada em 3,645 milhões de hectares, aumento de 7,55% na comparação com a safra 2019/2020, que foi de 3,389 milhões de hectares. 

A produtividade é estimada em 53 sacas por hectare, gerando a projeção de produção recorde com 11,591 milhões de toneladas – aumento de 2,35% ante os 11,325 milhões de toneladas na safra 2019/2020.

“Precisamos avaliar que o aumento de área não necessariamente representa aumento de produtividade, e isso faz com que a produção seja apenas uma estimativa neste momento. A soja está em seu período juvenil, iniciando seu período reprodutivo e, por isso, não se dá para afirmar que haverá uma supersafra. Os números ligados ao tamanho da área já indicam maior produção, mas ainda há muito a se desenvolver, para que se tenha uma supersafra concretizada”, explica Dobashi.

Conforme o boletim técnico, os produtores das regiões norte e nordeste do Estado relatam que nesta safra o clima está diferente na região. 

“A precipitação acumulada nos últimos três meses está abaixo da média e isso traz preocupação quando se tem o plantio para finalizar e a cultura para desenvolver”, detalha o documento.

Mais da metade da safra de soja, ainda em desenvolvimento, já foi comercializada. 

Levantamento realizado pela Granos Corretora aponta que até 7 de dezembro o Estado já havia comercializado 55,91% da safra 2020/2021, avanço de 8 pontos porcentuais quando comparado com o mesmo período de 2019.

SAFRINHA

No ciclo passado, o atraso no plantio da soja fez com que muitos produtores perdessem a janela ideal para semear o milho safrinha, a perspectiva para a 2ª safra 2020/2021 desenha outro cenário.  

Segundo as informações do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga-MS), a área plantada com milho em Mato Grosso do Sul foi de 1,895 milhão de hectares, redução de 12,79% quando comparada com a área da safra 2018/2019, que foi 2,173 milhões de hectares.  

Para a safra 2020/2021, Dobashi diz que é esperado que não haja problemas com a implantação da cultura de inverno.

 “Para não ter impacto, a soja tem de estar com ao menos de 60% da área implantada até o dia 6 de novembro. Como chegamos em 6 de novembro com 78,9% de área plantada de soja, superamos a porcentagem mínima de plantio para esta data. No período do dia 9 de outubro até 6 de novembro, foram plantados 2,876 milhões de hectares de soja, sendo esse total de área disponível para semeadura do milho 2ª safra, que supera todas as últimas áreas plantadas da 2ª safra no Estado”, considera e ainda complementa.  

“Com essa análise, o produtor terá uma janela disponível melhor para realizar o plantio, entretanto, o produtor deverá ter mais atenção no planejamento do plantio do milho 2ª safra, pois qualquer descuido pode fazer com que perca esta melhor janela”, ressalta Dobashi.

VALORIZAÇÃO

O preço médio da saca de soja com 60 kg no mês de dezembro ficou em R$ 147,71. Valorização de 83,63% no comparativo com dezembro do ano passado, quando a oleaginosa havia sido cotada, em média, a R$ 80,44.

De acordo com o boletim, o valor não significa que o produtor realizou ou esteja realizando negociações neste preço, “isso ocorre em decorrência da intensa exportação de soja brasileira e sul-mato-grossense no período, de forma que praticamente não existe soja a ser comercializada até a colheita da safra de soja 2020/2021 que ocorrerá apenas no fim de janeiro de 2021”, detalha a nota técnica.

EXPORTAÇÕES

Mato Grosso do Sul exportou 8 mil toneladas e US$ 2,9 milhões em novembro. Os números do mês elevaram o volume para 4,7 milhões de toneladas e receita a US$ 1,6 bilhão no acumulado de janeiro a novembro de 2020. 

O resultado representou alta de 47,88% na quantidade em relação ao mesmo período de 2019 e alta de 42,42% no faturamento.

As exportações brasileiras totalizaram 82,7 milhões de toneladas entre janeiro e novembro, número 17,22% superior ao igual período de 2019 e faturamento de US$ 28,4 bilhões.

A China foi o principal destino das exportações de soja em grãos de MS até novembro de 2020, respondendo por mais de US$ 1,3 bilhão, ou 96% do total. 

O volume total de exportações para o país asiático somou 3,9 milhões de toneladas.

HABITAÇÃO

Contratação de crédito imobiliário registra queda 33,9% no primeiro bimestre em MS

Em janeiro e fevereiro foram negociadas 591 unidades habitacionais no Estado, ante os 894 imóveis financiados no ano passado

19/04/2024 08h30

Foto: Arquivo / Correio do Estado

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O volume de imóveis financiados em Mato Grosso do Sul apresentou queda de 33,89% nos primeiros dois meses deste ano, na comparação com o mesmo período de 2023.

Segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), no 1º bimestre foram negociadas 591 unidades por meio de financiamentos, o que resultou em R$ 222,642 milhões disponibilizados para negociações com recursos da poupança. 

Já em janeiro e fevereiro do ano passado foram negociadas 894 unidades por meio de crédito imobiliário utilizando o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), e o valor das operações quase chegou a R$ 290 milhões (R$ 289.449.681,00). Quando analisados os valores, a diferença resulta em redução porcentual de 23,08%.

Em janeiro do ano passado foram disponibilizados R$ 161,620 milhões - para 487 unidades negociadas, contra R$ 113,143 milhões e 283 imóveis do primeiro mês de 2024, ou seja, R$ 48,477 milhões a menos liberados para a compra de imóveis.

Segundo análise de especialistas, a redução do volume aplicado na poupança teve influência direta no cenário de Mato Grosso do Sul.

Em fevereiro de 2023 os recursos chegaram a R$ 127,829 milhões (407 unidades), ante as 308 unidades deste ano, e R$ 109,498 milhões, redução de R$ 18,331 milhões.

Dentre os principais motivos para a queda dos financiamentos no Estado, o principal é o juro alto praticado pelos bancos nas operações imobiliárias. As taxas ainda estão muito parecidas com a da Selic, fazendo que o valor contratado do financiamento quase dobre ao final do período.

Nas simulações feitas pelo Correio do Estado, por exemplo, as taxas de juros em financiamentos imobiliários no Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que utiliza os recursos do sistema brasileiro de poupança, variaram entre 9,5% e 12,5% ao ano, a depender do relacionamento que o cliente tem com o banco.

O economista Renato Gomes explica que o panorama está também relacionado aos resgates e os saques que têm acontecido nas aplicações da poupança.

“Os brasileiros estão tirando dinheiro da poupança pela baixa atratividade, uma vez que essas pessoas estão interpretando, que não está compensando manter o dinheiro na poupança”, pontua.

Gomes destaca ainda que os valores acumulados na poupança são destinados para aquisições imobiliárias por meio do SBPE, uma modalidade de crédito que depende dos recursos da poupança. 

“Esse recurso fica escasso e, portanto, ocorre uma queda na quantidade, no volume de financiamento advindo desta linha de crédito, que é o financiamento imobiliário pela poupança”, detalha o economista.

HISTÓRICO

Nos seis anos anteriores, houve uma instabilidade no volume de negócios fechados através dos financiamentos com recursos da poupança.

De acordo com o relatório da Abecip, entre 2018 e 2021 os números de unidades e valores negociados ficaram em ascensão. Já nos dois últimos anos houve declínio nos financiamentos.

 

Em 2018 foram 3.544 imóveis financiados em Mato Grosso do Sul. O número subiu para 4.038 em 2019, para 6.200 em 2020 e atingiu o ápice em 2021, quando 10.543 unidades foram negociadas no Estado.

Conforme agentes do setor, a pandemia da Covid-19 impactou em mais pessoas trabalhando de casa e com isso muitos saíram do aluguel e compraram a casa própria no período. 

Em valores, o montante também teve ascensão nos anos citados, saindo de R$ 759,076 milhões nos 12 meses de 2018 para R$ 2,653 bilhões em 2021, alta 249% no período. 

Já em 2022, o valor disponibilizado para financiamentos imobiliários com recursos da poupança no Estado reduziram para R$ 2,606 bilhões, resultado 9.104 moradias negociadas. Enquanto no ano passado, houve uma segunda queda tanto em valores (R$1,826 bilhão) quanto em unidades financiadas (5.944).

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Economia

Petrobras quer retomar obras em navios inacabados pré-Lava Jato

Embarcações eram construídas por estaleiro que fechou as portas após início da operação

18/04/2024 21h00

Fernando Frazão; Agência Brasil

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A Petrobras estuda uma maneira de retomar as obras de dois navios petroleiros remanescentes das encomendas feitas ainda no primeiro programa de revitalização da indústria naval brasileira, nas primeiras gestões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As embarcações eram construídas pelo estaleiro Mauá, em Niterói (RJ), que fechou as portas em 2015 após a descoberta do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. Hoje, elas pertencem ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que financiou as obras.

Os dois navios eram parte de um contrato de quatro embarcações do tipo Panamax assinado entre o Mauá e a Transpetro, subsidiária da Petrobras para o transporte de petróleo e derivados.

Delas, apenas uma foi entregue. Outras duas estavam em fase avançada de construção e a quarta, ainda em estágio inicial. Os navios mais avançados passaram anos no cais do estaleiro Mauá e hoje estão no estaleiro Ilha, na zona norte do Rio, que pertence ao mesmo grupo.

Em evento sobre o setor nesta quinta-feira (18), o presidente da Transpetro, Sergio Bacci, disse que a empresa vem negociando com o BNDES a compra dos navios para concluir as obras. "É intenção da Transpetro retomar esses navios", afirmou.

Uma das embarcações sofreu inundações na casa de máquinas durante o período em que esteve parado no Mauá, o que danificou o motor. A troca demandaria abrir novamente o casco, o que é um desafio ao projeto.

"Não é simples", afirmou Bacci. "Para trocar o motor tem que fazer uma cesariana no navio", comparou. A ideia seria contratar um estaleiro para realizar a operação e concluir as obras.

Na época, os navios foram encomendados por US$ 87 milhões, cada um. Foi a última licitação de navios do programa naval dos primeiros governos Lula, que tenta novamente fomentar a atividade do setor.

A Transpetro prepara-se para lançar licitação para a encomenda de quatro navios para o transporte de combustíveis, já aprovadas pela Petrobras, mas cujo leilão depende de medidas do governo para ampliar competitividade dos estaleiros brasileiros.

Entre elas, está a retomada da cobrança de imposto de importação sobre navios, que ficaram isentos em lei aprovada pelo governo Jair Bolsonaro (PL). Outra é a aprovação pelo Senado de projeto de lei que acelera a depreciação de ativos industriais no país, que já passou pela Câmara.
Bacci reforçou que a Transpetro estuda contratar mais doze navios --quatro de combustíveis líquidos e oito de gás de cozinha-- mas a encomenda ainda não foi aprovada pela Petrobras e, portanto, deve ficar para 2025.

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, defendeu que, apesar dos problemas do passado, o Brasil deve voltar a fomentar a indústria naval "sem nenhum sentimento de culpa".

Ele apresentou a demanda da Petrobras para o setor, que inclui módulos de plataformas de produção de petróleo, desmantelamento de plataformas antigas e a construção de navios e embarcações de apoio à produção.

A companhia já lançou licitação para 12 barcos de apoio a plataformas em alto mar e planeja licitar mais 10 ainda este ano. Outros 11 serão necessários até 2030. Ao todo, são previstos investimentos de US$ 2,5 bilhões, com a geração de 28 mil empregos.

Prates defendeu também a retomada de obras de refino paralisadas pela Lava Jato, como a Refinaria Abreu e Lima e o antigo Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro).
"Temos que terminar, vamos retomar uma por uma. Vai virar o quê? Elefante branco, com 80% concluído, como essa planta de fertilizantes do Mato Grosso do Sul? Se for viável, faremos."

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