Economia

FIM DE ANO

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Preço das passagens sobe 40% e variação pode chegar a 189%

Preço das passagens sobe 40% e variação pode chegar a 189%

ADRIANA MOLINA

27/12/2010 - 05h35
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As passagens aéreas já ficaram cerca de 40% mais caras neste final de ano, por conta das festividades e férias – período considerado alta temporada para a aviação. Os dois principais destinos dos campo-grandenses, segundo agências de turismo, São Paulo e Bahia, já apresentam variação de até 189% no período, em relação a três meses atrás.

É o caso do trecho Campo Grande/Bahia – um dos mais procurados nas férias para descanso e passeio, que neste ano já pôde ser comprado por R$ 750, e que, atualmente, não sai por menos de R$ 1.558 (diferença de 107,7%). O valor ainda pode ficar mais salgado, chegando a R$ 2.168 (189%), dependendo da data e hora do embarque do passageiro.

Já a saída de Campo Grande com destino a São Paulo, mais comum para os que querem fazer compras, e que há cerca de três meses podia ser feita com R$ 480, atualmente custa no mínimo R$ 608 (+26,6%) e até R$ 880 (83% mais caro). Esses preços são os encontrados nos sites das empresas aéreas, pois, nos postos físicos de vendas em aeroportos e lojas, as variações são ainda maiores.

“Pela internet as passagens são cerca de 10% mais baratas que no balcão das empresas aéreas”, explica o diretor da Time Tour Turismo, Juliano Berton, já dando uma dica para quem quiser economizar neste período de altos preços. Segundo ele, as companhias justificam a diferença de valores pelo custo de manter funcionários no balcão de atendimento, e pela estrutura que isso envolve.

Pacotes
Se ainda assim, com 10% de desconto, for pesado para o bolso do consumidor viajar em dezembro, janeiro ou fevereiro, Berton dá outras opções: esperar até março, quando acaba a alta temporada ou então optar por pacotes turísticos, que já incluem passagem, hotel e, em alguns casos, passeios e refeições.

Para Salvador, por exemplo, uma semana com hotel e café da manhã sai por cerca de R$ 1,6 mil – apenas R$ 42 mais caro que apenas a passagem mais barata encontrada para o local no período, de R$ 1.558, e 26,2% mais barato que a mais cara, de R$ 2.168.

“É muito mais vantajoso porque as agências fecham contratos com hotéis e fretam aviões. Isso reduz expressivamente os preços que chegam ao consumidor”, explica o diretor. Além disso, os pacotes podem ser pagos em até 10 vezes sem juros.

Mercado

Produção nacional de aço bruto cresce 0,4% em 1 ano e soma 2,7 milhões de t em janeiro

O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos em janeiro foi de 1,9 milhão de toneladas, valor 1,4% superior na comparação anual

23/02/2024 18h00

As vendas internas atingiram 1,6 milhão de toneladas, avanço de 1,5%. Foto: Internet

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O Instituto Aço Brasil informa que a produção nacional de aço bruto somou 2,7 milhões de toneladas em janeiro de 2024, o que representa um aumento de 0,4% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Em igual período, as vendas internas atingiram 1,6 milhão de toneladas, avanço de 1,5%.

A produção de laminados em janeiro foi de 2 milhões de toneladas, valor 8% superior ante o mesmo período de 2022. No mesmo intervalo, a produção de semiacabados somou 721 mil toneladas, o que representa uma retração de 16,2%.

O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos em janeiro foi de 1,9 milhão de toneladas, valor 1,4% superior na comparação anual.

As exportações no período somaram 967 mil toneladas, o que representa uma alta de 1,8% ante o mesmo mês de 2022. Considerando igual intervalo, os ganhos com as vendas para o mercado externo totalizaram US$ 695 milhões, valor 11,2% menor para o setor.

As importações, por sua vez, foram de 367 mil toneladas em janeiro, uma queda de 2,9% ante o registrado no mesmo período do ano passado. Em valores, as importações somaram US$ 406 milhões, recuo de 17,3% no mesmo intervalo de comparação.

A taxa de penetração dos produtos importados, segundo o Instituto Aço Brasil, foi de 17,6% em janeiro, queda de 0,1 ponto porcentual ante o mesmo mês de 2023.

Combustível

Petrobras reservará unidades dedicadas à produção de SAF por maior valor agregado, diz diretor

O plano estratégico da Petrobras até 2028 prevê investimento de US$ 1,5 bilhão em negócios de biorefino, sem contar pesquisa e desenvolvimento

23/02/2024 17h00

A futura capacidade de 34 mil bpd vai representar até 30% do mercado atual brasileiro. Andre Ribeiro/ Agência Petrobras

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O diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Mauricio Tolmasquim, disse nesta sexta-feira, 23, que a estatal vai reservar as unidades dedicadas de produção de combustíveis renováveis para a produção de combustível de aviação sustentável (SAF, na sigla em inglês)

A estratégia se deve ao fato de o produto ter valor agregado superior ao de outros produtos, como o diesel R, que, por ora, vai seguir sendo produzido majoritariamente em unidades de coprocessamento de óleos vegetal e fóssil.

O diretor da Petrobras fez os comentários em seminário sobre biocombustíveis organizado pela Universidade Columbia, no Rio de Janeiro, em evento paralelo à agenda do G20 na cidade.

Tolmasquim detalhou que a unidade totalmente dedicada à produção de BioQAV na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão (SP), terá capacidade para produzir 15 mil barris por dia (bpd) do produto, enquanto a unidade a ser ativada no Polo Gaslub, no Rio de Janeiro, vai produzir 19 mil bpd.

Somada, a futura capacidade de 34 mil bpd vai representar até 30% do mercado atual brasileiro, volume, portanto, "relevante" nas palavras de Tolmasquim.

Ele lembrou que o plano estratégico da Petrobras até 2028 prevê investimento de US$ 1,5 bilhão em negócios de biorefino, sem contar pesquisa e desenvolvimento, que contam com recursos em separado.

O diretor da Petrobras afirmou que o biorefino segue como um dos principais focos da Petrobras em sua busca pela descarbonização de seus negócios, ao lado dos investimentos em novos combustíveis (Hidrogênio Verde e Amônia Verde) e geração de energia renovável (solar e eólica onshore e offshore).

Segundo o executivo, um dos principais focos da Petrobras em biocombustíveis de última geração tem a ver com as metas futuras de descarbonização obrigatórias nos mercados de aviação e de navegação - para o qual a Petrobras pretende fornecer metanol verde.

"Não tem oferta de combustível verde no mundo para isso. Trata-se de um grande mercado aberto. Existe um mercado e não tem oferta. Quem chegar tem um mercado totalmente disponível, o sonho de qualquer empresa", diz Tolmasquim sobre os mercados de combustíveis renováveis para os setores de aviação e navegação.

Sem oferecer maiores detalhes, ele disse ainda que a Petrobras tem memorandos de entendimento com empresa europeia de navegação para o fornecimento de metanol verde e um outro, com empresa asiática, para cooperação na produção de amônia verde.

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