Economia

CHAPADÃO DO SUL

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Preço do algodão cai, mas ainda remunera produtor

Preço do algodão cai, mas ainda remunera produtor

JOVEM SUL NEWS

19/05/2011 - 00h06
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No dia 15 de março último o preço do algodão em pluma chegou a valer entre R$ 132,00 a R$ 135,00 a arroba. Na terça-feira (17) o preço já batia em R$ 71,28.
 

O site Jovem Sul News, de Chapadão do Sul (MS), entrevistou Pedro Carlos Calgaro, da Algotextil Consultores Associados, especialista em comercialização de algodão, para saber sobre o porque de tamanha queda.

Segundo Calgaro, mesmo com a depreciação dos últimos dias o valor do algodão ainda está acima da média histórica, cujo preço normal seria de R$ 45,00 a arroba.

Nessa mesma época, em 16 de maio de 2010 a cotação estava a R$51,70, em 2009 a R$ 42,00 e em 2008 a R$ 42,40. Um preço médio corrigido chegaria a R$ 50,00.

Segundo ele, há toda uma conjuntura histórica para se analisar o comportamento dos preços do algodão e a sua valorização nos primeiros meses do ano.

Um dos fatores é a queda nos últimos anos dos estoques de passagem mundiais: 2006 e 2007 - 13,5 milhões de toneladas; 2008 - 13,2 milhões; 2009 - 13,1 milhões; 2010 - 9,6 milhões; 2011 - 9,2 milhões de toneladas.

Entre 2008 e 2010 a produção mundial subiu de 23,3 milhões de toneladas para 24,9 milhões de toneladas, mas o consumo nesse período saltou de 23,3 milhões para 25,3 milhões de toneladas.

A previsão para 2011 é de certa folga, mas tudo depende de se confirmarem as estimativas de produção. Prevê-se uma safra mundial de 27,1 milhões para um consumo de 25,9 milhões de toneladas.

O que mais pesa na valorização do algodão é a relação estoque/consumo, cujo equilíbrio fica em torno de 50%. Nos últimos anos há um desajuste nesse índice: 2005 – 53,8%; 2006 – 51%; 2007 – 50%; 2008 – 56,4%; 2009 – 37%; 2010 – 36,5; 2011 – 40,7% (estimativa).

Pedro Calgaro analisa que os preços atuais ainda são compensadores para a cotonicultura. No ano passado o produtor vendia nessa época o algodão a 75 cents a libra peso. Agora vende de 98 a 100 cents a libra peso.

Comparativamente em 2010 conseguia US2.400.00 por ha ou R$3.900,00 para um custo de R$3.500,00 a R$3.800,00/ha. Neste ano consegue o produtor receita de R$5.300,00 para um custo de R$4.000,00 a R$4.200,00.

Nessas condições e com produção estimada de 100 arrobas por ha de algodão em pluma, a atividade continua perfeitamente rentável, com excelente margem de receita positiva.

Tudo isso ainda passa pelas condições do tempo.

A produção de 100 arrobas por hectare pode estar comprometida. O excesso de chuvas no final do verão atrasou a colheita da soja e consequentemente o plantio do algodão safrinha, o adensado com linhas de 45 cm e o reduzido com espaçamento de 76 cm.

Em Chapadão do Sul 40% da área é plantada com o algodão safrinha, que pode sofrer forte redução na produção, se as chuvas do outono não chegarem a tempo.

A previsão da safra de algodão para o Brasil é de dois milhões de toneladas para um consumo interno de um milhão de toneladas. Já há contratos de exportação de 650 mil toneladas.

Qualquer redução na produção pode equilibrar rigorosamente a produção e consumo/exportação, fator que irá influenciar em provável valorização do produto brasileiro.
 

Economia

Haddad exalta agro, mas cobra mais investimentos para PIB seguir crescendo

Ministro cobrou mais investimentos para 2024. Segundo ele, o governo trabalha para melhorar o ambiente de negócios.

01/03/2024 19h00

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad

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O ministro Fernando Haddad exaltou o papel do agro no resultado do PIB de 2023. Haddad diz que a produção agrícola foi um dos fatores que fizeram a economia rodar em 2023. O PIB cresceu 2,9% no período, segundo dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira (1º).

Ministro cobrou mais investimentos para 2024. "É a forma mais saudável de crescer porque você não cria risco inflacionário. Aumenta a demanda de um lado, mas a oferta também".

Segundo ele, o governo trabalha para melhorar o ambiente de negócios.

A expectativa do governo para 2024 é um crescimento de 2,2%. Haddad avaliou que o afrouxamento da política monetária deve ajudar a economia, e que há espaço para mais cortes de juros e para mais crescimento.

Precisamos de investimento para fazer a economia rodar. Ano passado não foi investimento, foi produção agrícola, consumo das famílias, consumo do governo, exportações. Isso que puxou [o PIB]. Investimento foi a variável que menos acompanhou essa evolução.

Ministro Fernando Haddad

A economia brasileira se manteve estável e encerrou o ano com crescimento de 2,9%, totalizando R$ 10,9 trilhões. Relatório do FMI de setembro passado estimava que a economia brasileira cresceria 2,1% no ano.
Agro bateu recorde e puxou resultado para cima.

O setor subiu 15,1% entre 2022 e 2023, devido principalmente às lavouras de soja e milho.
 

Balanço

Planejamento: Resultado do PIB corroborou melhoria gradativa de expectativas ao longo do ano

O PIB per capita somou R$ 50 193,72, em valores correntes, um avanço em termos reais de 2,2% em relação a 2022

01/03/2024 17h00

O boletim também observa que o investimento registrou queda de 3,0%, a mais elevada desde o ano de 2016. Agência Brasil

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O resultado do PIB em 2023, que registrou avanço de 2,9%, corroborou a melhoria gradativa das expectativas ao longo do ano, de acordo com o boletim Indicadores Econômicos divulgado nesta sexta-feira, 1º, pelo Ministério do Planejamento.

"O crescimento do setor agropecuário foi o destaque no lado da oferta, assim como a continuidade do setor de serviços. Na ótica da demanda, deve-se destacar a elevação do consumo das famílias e do governo", disse a Pasta.

A nota destaca que o desempenho de 2023 é o terceiro ano de crescimento consecutivo após a pandemia da covid-19. " Em 2024, se não houver elevação da atividade em nenhum dos trimestres, o PIB brasileiro, ainda assim, irá crescer aproximadamente 0,2% (o chamado carrego estatístico)", diz o boletim.

A Pasta mencionou a alta de 15,1% da agropecuária, diante do crescimento da produção em várias culturas e ganhos de produtividade no setor, com avanço em várias culturas e ganhos de produtividade.

"Na ótica da demanda, chama a atenção a elevação do Consumo das Famílias (3,1%) - diante da elevação na massa salarial real, arrefecimento da inflação e programas governamentais de transferência de renda, do Consumo do Governo (1,7%) e das Exportações (9,1%)", descreve.

O boletim também observa que o investimento registrou queda de 3,0%, a mais elevada desde o ano de 2016. A taxa de investimento, em relação ao PIB, foi de 16,5% ante 17,8% em 2022 Já a taxa de poupança, que financia o investimento, foi de 15,4% em 2023 ante 15,8% em 2022.

O PIB per capita somou R$ 50 193,72, em valores correntes, um avanço em termos reais de 2,2% em relação a 2022.

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