Clique aqui e veja as últimas notícias!

ECONOMIA

Preço pago no quilo do mel tem alta de 36% em relação a 2020 em Mato Grosso do Sul

O aumento foi registrado devido ao consumo e valorização do dólar
01/03/2021 12:11 - Rafaela Moreira


Devido ao aumento de consumo e a valorização do dólar, os apicultores de Mato Grosso do Sul passaram a receber 36% a mais pelo quilo do mel em janeiro, em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em janeiro de 2021 o quilo do mel estava sendo comercializado pelos produtores rurais do estado por R$ 10,53, em janeiro de 2020 o valor do quilo estava em R$ 7,71.

“Com a pandemia do coronavírus, muitas pessoas passaram a consumir alimentos mais saudáveis. Com essa demanda maior, em conjunto com a alta do dólar, houve uma valorização no quilo do mel pago ao produtor”, explica a supervisora de campo do Senar/MS, Gabriela Puhl.

Mato Grosso do Sul é o 10º estado no ranking nacional de produção de mel. Conforme o IBGE, em 2019 foram produzidos 973,6 mil quilos no estado, o que representa uma alta de 36% comparado a produção de 2018. Os números da safra do estado e do Brasil em 2020 ainda não foram divulgados.

“Acompanhando a valorização do produto, o mel comercializado pelos produtores assistidos pelo Senar teve um aumento de 38% na venda em atacado, maior que a média do estado”, detalha.

Últimas notícias

Em Mato Grosso do Sul a colheita de mel ocorre entre os meses de setembro e março. A supervisora de campo do Senar/MS destaca que as perspectivas são ainda melhores para 2021.

“Até este mês de março, os produtores estão em colheita na maior parte do estado e têm demonstrado empolgação com os resultados no campo e na comercialização. Isso motiva uma expansão da atividade com novos investimentos na propriedade e na produção de mel”, avalia Gabriela.

Para 2021, a expectativa é de elevação ainda mais considerável da produção e do consumo, especialmente pelo aumento do número de produtores e de melhores condições climáticas. Neste ano, a estiagem que afetou a maioria das regiões foi um dos obstáculos enfrentados pelos apicultores.