Economia

açúcar e etanol

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Produção ficará abaixo da safra passada

Produção ficará abaixo da safra passada

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A produção de açúcar e de etanol no centro-sul do Brasil na safra 2011/12 ficará abaixo dos volumes observados na safra anterior, devido ao rendimento industrial inferior que tem sido registrado no processamento da cana, informou o diretor técnico da Unica (União da Indústria da Cana-de-Açúcar), Antônio de Pádua Rodrigues.

Segundo ele, o volume de açúcar do centro-sul em 2011/12 deverá ficar aquém das 33,5 milhões de toneladas produzidas na safra passada, assim como a quantidade total de etanol não alcançará os 25,4 bilhões de litros de 2010/11.

Os canaviais estão apresentando uma média de quantidade de açúcar por tonelada de cana menor que o visto na temporada anterior, disse Pádua.

Um dos motivos é o clima, que foi excessivamente seco no ano passado, na época de desenvolvimento das lavouras, afetando o crescimento do canavial.

O diretor da Unica também citou a questão da idade avançada dos campos no Brasil de uma maneira geral, já que as práticas de renovação ficaram um pouco esquecidas nos últimos anos em meio aos problemas financeiros que as empresas do setor enfrentaram.

O rendimento inferior observado até o momento deverá ter um impacto no mercado global de açúcar, que conta com uma safra abundante do Brasil para ajustar os estoques, e também no mercado local de combustíveis.

O Brasil sofreu com uma oferta insuficiente de etanol na última entressafra (entre meados de dezembro de 2010 a abril de 2011).

Houve forte aumento dos preços do produto, o que também afetou o valor da gasolina, devido à adição de etanol anidro no produto.

Técnicos do governo federal e do setor produtivo participaram de uma reunião em Brasília na quinta-feira para discutir a situação do mercado de etanol, incluindo a possibilidade de alteração na mistura de 25 por cento de anidro na gasolina.

Economia

Haddad exalta agro, mas cobra mais investimentos para PIB seguir crescendo

Ministro cobrou mais investimentos para 2024. Segundo ele, o governo trabalha para melhorar o ambiente de negócios.

01/03/2024 19h00

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad

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O ministro Fernando Haddad exaltou o papel do agro no resultado do PIB de 2023. Haddad diz que a produção agrícola foi um dos fatores que fizeram a economia rodar em 2023. O PIB cresceu 2,9% no período, segundo dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira (1º).

Ministro cobrou mais investimentos para 2024. "É a forma mais saudável de crescer porque você não cria risco inflacionário. Aumenta a demanda de um lado, mas a oferta também".

Segundo ele, o governo trabalha para melhorar o ambiente de negócios.

A expectativa do governo para 2024 é um crescimento de 2,2%. Haddad avaliou que o afrouxamento da política monetária deve ajudar a economia, e que há espaço para mais cortes de juros e para mais crescimento.

Precisamos de investimento para fazer a economia rodar. Ano passado não foi investimento, foi produção agrícola, consumo das famílias, consumo do governo, exportações. Isso que puxou [o PIB]. Investimento foi a variável que menos acompanhou essa evolução.

Ministro Fernando Haddad

A economia brasileira se manteve estável e encerrou o ano com crescimento de 2,9%, totalizando R$ 10,9 trilhões. Relatório do FMI de setembro passado estimava que a economia brasileira cresceria 2,1% no ano.
Agro bateu recorde e puxou resultado para cima.

O setor subiu 15,1% entre 2022 e 2023, devido principalmente às lavouras de soja e milho.
 

Balanço

Planejamento: Resultado do PIB corroborou melhoria gradativa de expectativas ao longo do ano

O PIB per capita somou R$ 50 193,72, em valores correntes, um avanço em termos reais de 2,2% em relação a 2022

01/03/2024 17h00

O boletim também observa que o investimento registrou queda de 3,0%, a mais elevada desde o ano de 2016. Agência Brasil

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O resultado do PIB em 2023, que registrou avanço de 2,9%, corroborou a melhoria gradativa das expectativas ao longo do ano, de acordo com o boletim Indicadores Econômicos divulgado nesta sexta-feira, 1º, pelo Ministério do Planejamento.

"O crescimento do setor agropecuário foi o destaque no lado da oferta, assim como a continuidade do setor de serviços. Na ótica da demanda, deve-se destacar a elevação do consumo das famílias e do governo", disse a Pasta.

A nota destaca que o desempenho de 2023 é o terceiro ano de crescimento consecutivo após a pandemia da covid-19. " Em 2024, se não houver elevação da atividade em nenhum dos trimestres, o PIB brasileiro, ainda assim, irá crescer aproximadamente 0,2% (o chamado carrego estatístico)", diz o boletim.

A Pasta mencionou a alta de 15,1% da agropecuária, diante do crescimento da produção em várias culturas e ganhos de produtividade no setor, com avanço em várias culturas e ganhos de produtividade.

"Na ótica da demanda, chama a atenção a elevação do Consumo das Famílias (3,1%) - diante da elevação na massa salarial real, arrefecimento da inflação e programas governamentais de transferência de renda, do Consumo do Governo (1,7%) e das Exportações (9,1%)", descreve.

O boletim também observa que o investimento registrou queda de 3,0%, a mais elevada desde o ano de 2016. A taxa de investimento, em relação ao PIB, foi de 16,5% ante 17,8% em 2022 Já a taxa de poupança, que financia o investimento, foi de 15,4% em 2023 ante 15,8% em 2022.

O PIB per capita somou R$ 50 193,72, em valores correntes, um avanço em termos reais de 2,2% em relação a 2022.

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