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Produtos natalinos ficam 10,74% mais baratos e variação aumenta

Produtos natalinos ficam 10,74% mais baratos e variação aumenta

Edivaldo Bitencourt

22/12/2010 - 02h35
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Em um mês, os produtos de Natal estão 10,74% mais baratos em Campo Grande, segundo a pesquisa realizada em nove estabelecimentos pela Superintendência de Defesa do Consumidor (Procon). Além da queda nos preços, a diferença entre o menor e o maior custo dos produtos ao consumidor aumentou no período, de 93,68% para 164,2%.

A principal novidade é a redução nos preços entre a primeira e a segunda pesquisa, segundo o superintendente regional do órgão, Lamartine Ribeiro. Ele calcula que o valor médio dos panetones, espumantes, vinhos, cervejas, carnes e frutas está 10,74% mais barato entre os dias 26 de novembro e 17 deste mês. "Vale a pena o consumidor esperar um pouquinho", recomendou o dirigente. Ou seja, nos últimos anos, vem se tornando tradição o barateamento dos produtos com a proximidade do Natal.

O panetone de frutas da Bauducco, 750 gramas, teve redução de 25% no preço médio, de R$ 19,50 para R$ 14,50. O duplo de chocolate, da mesma marca, ficou 13,7% mais barato, de R$ 15,59 para R$ 13,44. Alguns cortes de carne também ficaram mais baratos, como é o caso do pernil sem osso Perdigão, que oscilou negativamente em 4,72%, de R$ 15,88 para R$ 15,13 o quilo. O espumante Chuva de Prata ficou 2,48% mais barato, de R$ 6,45 para R$ 6,29.

Outros produtos ficaram mais caros, como é o caso do champagne Piagentine branco de 660 ml, que teve valorização de 39,1%, de R$ 4,83 para R$ 6,72, em média. Alguns cortes de carnes também ficaram mais caros, como é o caso da costela suína, que subiu 25,58% (de R$ 8,99 para R$ 11,29).

Variação
O aumento ampliou a diferença entre os preços praticados nos nove estabelecimentos pesquisados. A maior diferença, de 164,2%, foi encontrada no preço da castanha do Pará. O quilo do produto custa R$ 5,90 no Fort Atacadista. Se não pesquisar, o consumidor pode pagar o preço de três por um quilo em dois estabelecimentos, R$ 15,59, preços praticados nos hipermercados Extra e Carrefour.

A maior variação nos valores dos panetones foi encontrada no Nestlé Prestígio de 500g, que oscila entre R$ 10,98, no Fort Atacadista, e R$ 17,99, no Extra. Entre as cestas de Natal, a maior diferença, de 58,7%, está no preço da Bauducco pequena, entre R$ 27,90, no Carrefour, e R$ 44,29, no Extra. Com a diferença, o consumidor pode levar um Bauducco Chocottone Maxxi como brinde.

Os preços das bebidas também apresentam diferença de até 71,5%, como é o caso do champagne Piagentini branco 660 ml, que oscila entre R$ 4,95, no Maxxi Atacadista, e R$ 8,49, no Makro. A cerveja com maior diferença no preço ao consumidor é a Sol 350 ml, que varia entre R$ 0,99, no Wal Mart, e R$ 1,39, no Hiper Comper Jardim dos Estados.

A tabela com todos os preços está disponível no site www.procon.ms.gov.br.

Mercado

Produção nacional de aço bruto cresce 0,4% em 1 ano e soma 2,7 milhões de t em janeiro

O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos em janeiro foi de 1,9 milhão de toneladas, valor 1,4% superior na comparação anual

23/02/2024 18h00

As vendas internas atingiram 1,6 milhão de toneladas, avanço de 1,5%. Foto: Internet

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O Instituto Aço Brasil informa que a produção nacional de aço bruto somou 2,7 milhões de toneladas em janeiro de 2024, o que representa um aumento de 0,4% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Em igual período, as vendas internas atingiram 1,6 milhão de toneladas, avanço de 1,5%.

A produção de laminados em janeiro foi de 2 milhões de toneladas, valor 8% superior ante o mesmo período de 2022. No mesmo intervalo, a produção de semiacabados somou 721 mil toneladas, o que representa uma retração de 16,2%.

O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos em janeiro foi de 1,9 milhão de toneladas, valor 1,4% superior na comparação anual.

As exportações no período somaram 967 mil toneladas, o que representa uma alta de 1,8% ante o mesmo mês de 2022. Considerando igual intervalo, os ganhos com as vendas para o mercado externo totalizaram US$ 695 milhões, valor 11,2% menor para o setor.

As importações, por sua vez, foram de 367 mil toneladas em janeiro, uma queda de 2,9% ante o registrado no mesmo período do ano passado. Em valores, as importações somaram US$ 406 milhões, recuo de 17,3% no mesmo intervalo de comparação.

A taxa de penetração dos produtos importados, segundo o Instituto Aço Brasil, foi de 17,6% em janeiro, queda de 0,1 ponto porcentual ante o mesmo mês de 2023.

Combustível

Petrobras reservará unidades dedicadas à produção de SAF por maior valor agregado, diz diretor

O plano estratégico da Petrobras até 2028 prevê investimento de US$ 1,5 bilhão em negócios de biorefino, sem contar pesquisa e desenvolvimento

23/02/2024 17h00

A futura capacidade de 34 mil bpd vai representar até 30% do mercado atual brasileiro. Andre Ribeiro/ Agência Petrobras

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O diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Mauricio Tolmasquim, disse nesta sexta-feira, 23, que a estatal vai reservar as unidades dedicadas de produção de combustíveis renováveis para a produção de combustível de aviação sustentável (SAF, na sigla em inglês)

A estratégia se deve ao fato de o produto ter valor agregado superior ao de outros produtos, como o diesel R, que, por ora, vai seguir sendo produzido majoritariamente em unidades de coprocessamento de óleos vegetal e fóssil.

O diretor da Petrobras fez os comentários em seminário sobre biocombustíveis organizado pela Universidade Columbia, no Rio de Janeiro, em evento paralelo à agenda do G20 na cidade.

Tolmasquim detalhou que a unidade totalmente dedicada à produção de BioQAV na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão (SP), terá capacidade para produzir 15 mil barris por dia (bpd) do produto, enquanto a unidade a ser ativada no Polo Gaslub, no Rio de Janeiro, vai produzir 19 mil bpd.

Somada, a futura capacidade de 34 mil bpd vai representar até 30% do mercado atual brasileiro, volume, portanto, "relevante" nas palavras de Tolmasquim.

Ele lembrou que o plano estratégico da Petrobras até 2028 prevê investimento de US$ 1,5 bilhão em negócios de biorefino, sem contar pesquisa e desenvolvimento, que contam com recursos em separado.

O diretor da Petrobras afirmou que o biorefino segue como um dos principais focos da Petrobras em sua busca pela descarbonização de seus negócios, ao lado dos investimentos em novos combustíveis (Hidrogênio Verde e Amônia Verde) e geração de energia renovável (solar e eólica onshore e offshore).

Segundo o executivo, um dos principais focos da Petrobras em biocombustíveis de última geração tem a ver com as metas futuras de descarbonização obrigatórias nos mercados de aviação e de navegação - para o qual a Petrobras pretende fornecer metanol verde.

"Não tem oferta de combustível verde no mundo para isso. Trata-se de um grande mercado aberto. Existe um mercado e não tem oferta. Quem chegar tem um mercado totalmente disponível, o sonho de qualquer empresa", diz Tolmasquim sobre os mercados de combustíveis renováveis para os setores de aviação e navegação.

Sem oferecer maiores detalhes, ele disse ainda que a Petrobras tem memorandos de entendimento com empresa europeia de navegação para o fornecimento de metanol verde e um outro, com empresa asiática, para cooperação na produção de amônia verde.

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