Economia

TRABALHO

Quando a beleza interfere no desempenho dos profissionais?

Quando a beleza interfere no desempenho dos profissionais?

INFOMONEY

23/01/2011 - 02h00
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Quando ela ou ele passa, todo mundo tira o olho da tela do computador, para de falar ao telefone, interrompe o envio daquele e-mail importante. Trabalhar com profissionais considerados bonitos pode distrair e fazer muitos perderem o foco. Os impactos na produtividade e no desempenho da equipe, contudo, ainda não são certos. Também não há consenso sobre se há mais vantagens que desvantagens em ter ao lado alguém que chama a atenção pela aparência.

O que é consenso entre os especialistas ouvidos é o fato de que ele ou ela desconcentra os colegas, ao menos no primeiro contato. “A princípio prejudica, mas, com o tempo, cai no comum e a pessoa passa a não chamar tanto a atenção”, acredita o diretor executivo da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Marshal Raffa.

O diretor de Operações da consultoria de RH Human Brasil, Fernando Montero da Costa, acredita que conviver com um colega considerado atraente mais atrapalha que ajuda. “Mas isso também vai depender da personalidade”, avalia. “Se ela for estritamente profissional, ela conseguirá desviar a atenção para os resultados”, afirma.

Os efeitos da beleza
Para líderes e colegas, a presença de um profissional atraente gera efeitos diferentes, dependendo do gênero desses profissionais, se homens ou mulheres. Para os especialistas, a profissional bonita causa mais efeitos com a equipe e líderes do que os homens. Segundo Costa, no caso deles, pode haver suspiros entre as colegas. Entre os colegas, a competição, na sua avaliação, é mais racional. “Eles preferem mostrar competência. A competição maior entre eles é pela influência”, avalia.

Já quando o profissional atraente é uma mulher, a situação complica. “Elas são mais prejudicadas, porque elas têm de mostrar mais resultados para provarem que são competentes”, explica Raffa. Ele explica que existe nessa visão uma questão cultural: por muito tempo, dizia-se que as mulheres bonitas só eram aceitas pelo mercado devido à própria beleza. “Essa percepção está sendo quebrada, mas ainda existe”, completa Raffa.

Com isso, são mais elas que eles que trabalham mais para mostrar seu potencial. De acordo com Raffa, elas acabam sendo prejudicadas até em processos seletivos externos e internos. “Uma pesquisa feita nos Estados Unidos mostra que o homem bonito tem 50% mais chance de conseguir uma oportunidade que as mulheres bonitas”. Segundo ele, o fato é que o RH, constituído em grande parte por mulheres, acaba barrando as mulheres ditas atraentes.

Diante dos líderes, as mulheres também acabam levando desvantagem, na avaliação dos especialistas. “As mulheres acabam sendo mais incomodadas pelos outros e acabam até sofrendo assédio moral, principalmente diante das colegas, e até assédio sexual, no caso dos colegas e líderes”, diz Costa.

No caso dos homens, mesmo quando as mulheres estão no comando, eles não sentem tanto essa amolação. “As mulheres que lideram homens bonitos são bem mais discretas quanto a isso e até sabem lidar melhor com esse tipo de situação”, avalia Costa.

O poder da beleza
Todas essas questões, contudo, podem passar a ser secundárias, se os profissionais que chamam a atenção pela aparência apresentarem uma postura profissional. “A questão da vaidade não deve se sobressair, mas, sim, os resultados”, enfatiza Raffa. Para ele, existem riscos de esses profissionais ficarem deslumbrados com o assédio – e isso vai prejudicá-los mais do que os colegas.

Para Costa, o mercado ainda vê com bons olhos profissionais atraentes, embora eles não tenham prioridade na escolha. “Ainda vivemos em uma sociedade na qual a imagem ainda conta. Mas não é justo que homens e mulheres sejam favorecidos por critérios subjetivos”, considera Costa.

No fim das contas, para os especialistas, é importante que os profissionais mantenham a aparência em dia. Contudo, eles devem olhar mais para os resultados do seu trabalho.
 

ECONOMIA

Total de sindicalizados em 2023 alcança menor patamar desde 2012

Na comparação com 2022, houve queda de 7,8%

22/06/2024 21h00

Foto: CNI / José Paulo Lacerda

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O total de sindicalizados no Brasil registrou, em 2023, o menor patamar desde 2012. É o que aponta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua - Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2023. O levantamento, divulgado nesta sexta-feira (21), no Rio de Janeiro, indica que 8,4 milhões de trabalhadores tinham filiação a alguma entidade sindical no último ano.

A primeira edição do estudo que apurou esses dados ocorreu em 2012. O número de 2023 indica, portanto, o menor contingente de sindicalizados registrado pelo IBGE em um ano. Em comparação com 2022, houve uma queda de 7,8%, o que representa 713 mil filiados a menos. Essa redução atinge todos os segmentos da ocupação, sejam públicos ou privados.

O primeiro levantamento - realizado em 2012 - constatou 14,4 milhões de trabalhadores sindicalizados. Na época, eles representavam 16,1% do total de pessoas ocupadas. Os dados de 2023 indicam que, ao longo de uma década, a sindicalização perdeu quase metade de sua força entre os trabalhadores. No ano passado, apenas 8,4% das pessoas ocupadas possuíam filiação sindical.

Em toda a série histórica apurada pelo IBGE, apenas em dois anos houve alta na comparação com o ano anterior: em 2013 e em 2015. Desde 2016, portanto, a sindicalização enfrenta sucessivas quedas. Esse cenário ocorre mesmo com a recuperação do mercado de trabalho nos últimos anos, após um período de retração. Em 2023, a população ocupada somou 100,7 milhões, o maior patamar desde 2012.

Reforma trabalhista

Pesquisadores do IBGE envolvidos no levantamento consideram que a implementação da última reforma trabalhista - através da Lei Federal 13.467/2017 - pode ter influência sobre a queda do número de associados aos sindicatos, tendo em vista que a contribuição sindical se tornou facultativa e houve uma intensificação de contratos mais flexíveis.

Segundo eles, a análise dos dados deve levar em conta mudanças na forma de inserção no mercado de trabalho, que envolve alternativas de ocupação que não passam pela carteira assinada e também o aumento da informalidade.

Um crescimento de contratos temporários tem sido registrado, por exemplo, em áreas como administração pública, educação, saúde humana e serviços sociais. Também chamam atenção dos pesquisadores que atividades que tradicionalmente registram maior associação sindical, como a indústria, vêm retraindo sua participação total no conjunto de trabalhadores.

As maiores taxas de sindicalização em 2023 foram registradas entre empregados no setor público: 18,3% do total estavam vinculados a alguma entidade. Mesmo entre esses trabalhadores, no entanto, houve queda: eram 19,9% em 2022 e 28,1% no início da série histórica em 2012. Já as menores coberturas sindicais estavam entre os empregados no setor privado sem carteira assinada (3,7%) e os trabalhadores domésticos (2,0%).

Atividades

No recorte por atividades, o grupamento de transporte, armazenagem e correio foi o setor que registrou a maior queda na taxa de sindicalização na comparação entre 2012 e 2023. A redução foi de 12,9 pontos percentuais, saindo de 20,7% para 7,8%. Uma hipótese levantada pelos pesquisadores do IBGE é de que o surgimento dos motoristas por aplicativos tenha contribuído para elevar a informalidade na atividade de transporte, impactando na sindicalização desse grupamento.

Na sequência, aparece a indústria geral: os sindicalizados, que eram 21,3% do total de trabalhadores, passaram a ser 10,3%. Uma queda de 11 pontos percentuais. O terceiro maior recuo foi anotado no grupamento de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais. A proporção de associados aos sindicatos caiu de 24,5% para 14,4%. São 10,1 pontos percentuais a menos.

Outro grupamento que também acusou queda significativa entre 2012 e 2023 é o de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura. São atividades que historicamente registram grande participação dos sindicatos de trabalhadores rurais. Ao longo do período, a proporção de sindicalizados saiu de 22,8% para 15%.

Os pesquisadores observam que as taxas de sindicalização não estão associadas necessariamente ao tamanho da população ocupada. Segundo eles, deve-se observar a forma de atuação dos trabalhadores, bem como as relações trabalhistas mais comuns em cada setor. Um exemplo é o comércio. Embora reúna 18,9% das pessoas ocupadas no país, é um setor sem tradição de sindicalização. Os dados de 2023 mostram que apenas 5,1% desse contingente está associado a algum sindicato.

Gênero e região

O levantamento também apresentou um recorte de gênero. No país, 8,5% dos homens ocupados possuem filiação sindical. Entre as mulheres, a proporção é de 8,2%. Em duas regiões, contrariando a tendência nacional, a taxa de sindicalização em 2023 foi maior entre a população ocupada feminina.

No Nordeste, 10,1% delas encontram-se vinculadas a algum sindicato, contra 9,1% entre os trabalhadores do sexo masculino. No Sul, a taxa é de 9,5% entre as mulheres e de 9,3% entre os homens.

Tradicionalmente, as duas regiões são também as que registram os maiores percentuais totais de sindicalização. No Nordeste, 9,5% da população ocupada tinha vínculo como alguma entidade em 2023. No Sul, a taxa era de 9,4%. No entanto, na comparação com 2022, elas tiveram os maiores recuos entre todas as regiões do país.

*Com informações da Agência Brasil

Loteria

Resultado da Lotofácil 3136 de hoje, sábado (22/06); veja os números

Prêmio estava estimado em R$ 1,7 milhão; confira se você foi sortudo

22/06/2024 19h54

Confira o resultado do sorteio da Lotofácil

Confira o resultado do sorteio da Lotofácil Foto: Arquivo

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A Caixa Econômica Federal sorteou as 15 dezenas do concurso 3136 da Lotofácil na noite deste sábado (22), no Espaço da Sorte, em São Paulo.

O prêmio estava estimado em R$ 1,7 milhão.

Números sorteados no concurso 3136: Confira o resultado

  • 22 - 18 - 14 - 06 - 02 - 20 - 17 - 10 - 08 - 19 - 23 - 04 - 13 - 12 - 15

Verifique sua aposta e veja se você foi um dos sortudos deste concurso.

O rateio, que é o número de acertadores e o valor que cada acertador irá receber, será divulgado em breve pela Caixa Econômica Federal.

Os sorteios são transmitidos ao vivo pelo canal do Youtube da Caixa.

Como jogar na Lotofácil

Os sorteios da Lotofácil são realizados diariamente, às segundas, terças, quartas, quintas, sextas-feiras e sábados, sempre às 19h (horário de MS).

O apostador marca entre 15 e 20 números, dentre os 25 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 15 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Premiação

Caso não haja acertador em qualquer faixa, o valor acumula para o concurso seguinte, na respectiva faixa de premiação.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao tesouro nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

Não deixe de conferir o seu bilhete de aposta.

A quantidade de ganhadores da Lotofácil e o rateio podem ser conferidos aqui.

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