Economia
IMPACTO

Queda de impostos já reduz preços dos combustíveis aos consumidores

Litro do etanol varia entre R$ 3,89 e R$ 4,39 em Campo Grande; óleo diesel também deve ter redução nos próximos dias

Súzan Benites

05/08/2022 08:00

A redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a gasolina e o etanol já pode ser percebida nos preços praticados pelos postos de combustíveis em Campo Grande. Para os próximos dias, também é aguardada uma queda no litro do óleo diesel.

Levantamento realizado pela reportagem nesta quinta-feira encontrou o litro do biocombustível variando entre o mínimo de R$ 3,89 e o máximo de R$ 4,39, média de R$ 4,12. Conforme adiantou o Correio do Estado na edição do dia 29 de julho, após a redução do ICMS do álcool, os postos levariam entre cinco e sete dias para repassar aos consumidores.  

Em Mato Grosso do Sul, o ICMS, que era de 30% sobre a gasolina e 20% sobre o etanol, foi a 17% a partir do dia 1º de julho. Com a garantia de diferencial entre o combustível fóssil e o biocombustível, a alíquota cobrada sobre o etanol passou a 11,3% a partir do dia 15 de julho.  

A Petrobras anunciou recentemente duas reduções no preço da gasolina em suas refinarias, a primeira, de R$ 0,20 no dia 20 de julho e, a segunda, no dia 30 de julho, de R$ 0,15. Somadas à redução da alíquota de ICMS, o consumidor pôde ver o preço do combustível cair de quase R$ 8 para a casa dos R$ 5.

Conforme a pesquisa da reportagem, o preço médio da gasolina em Campo Grande ficou em R$ 5,15. O litro do combustível fóssil varia entre R$ 5,09 e R$ 5,29 em diferentes regiões da Capital.  

O doutor em Economia Michel Constantino explica que, no caso da gasolina, o maior impacto é a redução dos impostos.

“Sim, a redução inicial dos combustíveis está diretamente ligada com a redução dos impostos estaduais e federais. À continuidade das reduções soma-se reduções de impostos e redução dos preços do barril do petróleo”.  

O mestre em Economia Eugênio Pavão destaca que, além dos impostos, no caso, do álcool combustível, a relação de produção e consumo também influencia na formação do preço.  

“A queda dos preços da gasolina é um reflexo da queda do ICMS, com os estados reduzindo arrecadação para ajudar a conter a inflação. Já o etanol não é controlado pela Petrobras, mas, sim, pelo setor privado, e seu preço depende fortemente da oferta e demanda do mercado [safra e entressafra]. Para não perder lucros, o setor se adapta aos preços dos combustíveis em geral”, considera.