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Real forte e renda maior fazem Natal de importados

Real forte e renda maior fazem Natal de importados

VEJA ONLINE

23/12/2010 - 08h12
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Nunca a árvore de Natal dos brasileiros esteve tão repleta de presentes importados – a começar pelo próprio símbolo natalino, ícone das importações do período. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a importação de artigos natalinos, como árvores e decorações, passou de 35,6 milhões de dólares em 2009 para 47 milhões de dólares até novembro deste ano. Apesar do valor insignificante, se comparado à colossal quantia de 175 bilhões de dólares importada pelo Brasil em 2010 (contra 192 bilhões de dólares em exportações), o exemplo dos enfeites de Natal se replica em praticamente todos os tipos de mercadorias importadas pelo Brasil.

Os presentes - principalmente os brinquedos - seguem o mesmo caminho. Números do MDIC mostram que as importações desses artigos até novembro somaram 488 milhões de dólares, enquanto no ano passado totalizaram 362 milhões de dólares. A balança comercial de brinquedos sempre foi negativa, evidenciando a hegemonia mundial chinesa. No entanto, o saldo nunca esteve tão no vermelho - enquanto as importações avançaram 34% em um ano, as exportações dessa categoria de produtos cresceram 0,6%. “As importações desses produtos estão tão institucionalizadas que quase não há fornecedores internos”, afirma Sussumu Honda, presidente da Assiociação Brasileira de Supermercados (Abras).

Segundo a associação, além dos brinquedos, os brasileiros estão em uma busca voraz e constante por produtos eletroeletrônicos - cujos componentes também são importados. O aumento de vendas previsto é de 13% e 14%, respectivamente, para ambas as categorias de produtos. No caso dos eletroeletrônicos, que englobam iPads, computadores e videogames e centenas de outros itens, a média diária de importações chegou a 99 milhões de dólares em dezembro deste ano – um aumento de 38% em relação ao mesmo período de 2009, de acordo com dados do MDIC. “A maior parte dos produtos eletrônicos é montada no Brasil, mas leva componentes importados, o que acaba pressionando a balança", afirma Luís Augusto Ildefonso da Silva, diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop).

Poder de compra - As ceias de Natal e Ano Novo também ganharam um incremento de componentes estrangeiros. As importações de bacalhau subiram 29,5% em 2010 (em relação a 2009), alcançando 259 milhões de dólares. Já as de vinhos espumantes saltaram 18% no mesmo período. “Se o consumidor puder levar um produto importado pelo mesmo preço que o nacional, ou até mesmo um pouco mais caro, ele certamente optará pelo importado. E o enfraquecimento do dólar favorece o preço desses produtos”, afirma Silva, da Alshop. Desta forma, o cenário atual transformou-se no mais favorável da história para os importados - mais até do que em 1995, quando havia a paridade entre o real e o dólar. “A cotação de hoje pode ser diferente, mas o poder de compra do brasileiro é muito maior”, afirma Honda, da Abras.

Além das importações trazidas de forma legal ao país, há também o comércio de produtos contrabandeados – alvo de inúmeras ações da Receita Federal ao longo de 2010. Em novembro, o órgão anunciou a maior apreensão de celulares falsificados da sua história. Foram confiscados 410.000 aparelhos com um valor total de 89 milhões de reais.

Outra alternativa que estimulou a compra de importados neste natal foram as viagens ao exterior. Ao longo de 2010 (até novembro), os brasileiros deixaram cerca de 14,67 bilhões de dólares em outros países – um recorde histórico. As despesas não significam, necessariamente, a compra de produtos – já que incluem gastos com hospedagem, alimentação e passeios. No entanto, segundo a consultoria GFK, as viagens de compras estão cada vez mais presentes no roteiro dos brasileiros. A estimativa é de que 3% dos turistas do país viajem ao exterior essencialmente para fazer compras, deixando ali dólares que jamais entrarão na balança comercial.

CPF NA NOTA

Nota Premiada sorteia R$ 300 mil nesta quinta-feira em Mato Grosso do Sul

Sorteio é realizado mensalmente para consumidores que pedirem CPF nas notas de compras

29/02/2024 11h01

Sorteio é realizado todos os meses para quem pediu o CPF na nota de compras Foto: Arquivo

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A Nota MS Premiada sorteará R$ 300 mil nesta quinta-feira (30) para consumidores de Mato Grosso do Sul, através das dezenas do concurso da Mega-Sena.

Concorrem ao prêmio consumidores que pediram a inclusão do CPF nas notas de compras feitas no mês de janeiro no comércio de todo o Mato Grosso do Sul.

O prêmio total é de R$ 300 mil. Deste valor, R$ 100 mil é dividido para os contribuintes que fizerem a sena e R$ 200 mil ficam entre aqueles que fizeram a quina. 

O sorteio é sempre no mês posterior à emissão da nota fiscal. Ou seja, as notas emitidas em janeiro concorrem em fevereiro, as emitidas em fevereiro concorrem em março, e assim sucessivamente. 

Não havendo sorteio do concurso da Mega-Sena no dia especificado no calendário, devem ser utilizadas as dezenas sorteadas no concurso da Mega-Sena imediatamente seguinte.

O consumidor pode acompanhar todo o processo, como as dezenas geradas, datas e conferir se foi contemplado pelo site do Nota MS Premiada.

Não há necessidade de guardar os cupons fiscais das compras realizadas.

A participação nos sorteios do programa é automática a todos que pedem a inclusão do CPF.

Como participar

Para participar basta pedir a inclusão do CPF nas notas de compras.

Com isso, oito dezenas que permitem concorrer ao sorteio mensal são emitidas automaticamente.

O sorteio é realizado sempre no mês posterior à emissão da nota fiscal, ou seja, as notas emitidas em agosto concorrem em setembro, por exemplo.

Lista com o CPF dos ganhadores é divulgada no site do programa, até o terceiro dia útil subsequente à realização de cada sorteio.

A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) de Mato Grosso do Sul não faz a comunicação aos premiados e o consumidor deve estar atento para conferir suas dezenas. 

Para saber se foi o contemplado, basta digitar o CPF no campo indicado.

Ganhadores devem efetuar um cadastro e informar os dados bancários até o dia 15 do próximo mês, para que o pagamento seja realizado até o dia 20.

Se o cadastramento e a validação forem feitos do dia 16 em diante, o prêmio será pago até o dia 5 do próximo mês.

Prazo é de 90 dias e se o ganhador não fizer o cadastro em até cinco dias antes deste período ele perde o direito ao prêmio. 

Mensalmente, são distribuídos R$ 300 mil reais em prêmios para os consumidores que acertarem seis ou cinco números no referido sorteio da Mega-Sena.  

Confira o calendário de sorteios para 2024:

Período de apuração Data do Sorteio da Mega-Sena
Janeiro 2024 29/02/2024
Fevereiro 2024 30/03/2024
Março 2024 30/04/2024
Abril 2024 30/05/2024
Maio 2024 29/06/2024
Junho 2024 30/07/2024
Julho 2024 31/08/2024
Agosto 2024 28/09/2024
Setembro 2024 31/10/2024
Outubro 2024 30/11/2024
Novembro 2024 31/12/2024
Dezembro 2024 30/01/2025

PNAD

Taxa de desemprego fica em 7,6% no trimestre até janeiro, afirma IBGE

Em igual período de 2023, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 8,4%

29/02/2024 09h13

Renda média real do trabalhador foi de R$ 3.078 no trimestre encerrado em janeiro Marcelo Victor/Correio do Estado

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No Brasil, a taxa de desocupação ficou em 7,6% no trimestre encerrado em janeiro, conforme os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta quinta-feira, 29, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou abaixo da mediana das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, de 7,8%. O intervalo de projeções ia de 7,4% a 8,6%.

Reprodução/Agência IBGE Notícias

Em igual período de 2023, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 8,4%. No trimestre encerrado em dezembro de 2023, a taxa de desocupação estava em 7,4%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.078 no trimestre encerrado em janeiro. O resultado representa alta de 3,8% em relação ao período homólogo.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 305,125 bilhões no trimestre até janeiro, alta de 6,0% ante igual período do ano anterior, segundo o IBGE.

Desocupação|Brasil - 2012/2024

 

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