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Reclamações contra bancos fecham 2010 em alta

Reclamações contra bancos fecham 2010 em alta

INFOMONEY

18/01/2011 - 08h35
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O número de queixas contra os bancos encerrou 2010 com alta de 52,65%, na comparação de dezembro do ano passado com o mesmo mês de 2009, de acordo com dados do ranking de instituições mais reclamadas, divulgado pelo Banco Central na segunda-feira (17).

No mês passado, foram 606 casos, considerando todas as instituições financeiras com mais de um milhão de clientes, contra 397 registrados em dezembro do ano anterior.

Por outro lado, frente a novembro, o número de reclamações contra bancos caiu. Ainda considerando aqueles com mais de um milhão de clientes, as queixas contra as instituições bancárias recuaram 3%, já que em novembro o total de reclamações somou 625 queixas.

Itaú segue topo do ranking
No mês passado, o topo do ranking das cinco instituições financeiras com mais de um milhão de clientes mais reclamadas ficou, novamente, com o Itaú, cujo índice de reclamações atingiu 0,67 a cada 100 mil pessoas. Na sequência vieram Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal e Santander.

Da lista, na comparação com novembro, saiu do ranking das cinco mais reclamadas o HSBC. Na tabela abaixo é possível verificar o índice de reclamações de novembro e dezembro deste ano, além de dezembro de 2009, para os cinco primeiros colocados, bem como a principal reclamação:

Instituição

Índice
 Dezembro 2009

Índice
Novembro 2010

Índice 
Dezembro 2010
Principal reclamação em Dezembro de 2010
Itaú  0,45 0,72

0,67

Conta - Débitos não autorizados (19,56%)
Banco do Brasil  0,25 0,63 0,59 Conta - Débitos não autorizados (25,7%)
Bradesco 0,29 0,38 0,53 Conta - Débitos não autorizados  (23,8%)
Caixa Econômica  0,28 - 0,24  Seg. dos meios alt. - op. não reconhecidas  (27,27%)
Santander - 0,37 0,16

Conta - Abertura - Com doc. falsa (29,4%) 

(*) Calculado como sendo o número de reclamações válidas dividido pelo número de clientes e multiplicado por 100.000
Fonte: Banco Central 

BC tem autoridade para punir
O Banco Central do Brasil tem autoridade para punir as instituições financeiras por qualquer descumprimento de normas emanadas da autoridade monetária, inclusive as que dizem respeito ao atendimento ao cliente bancário.

As punições previstas em lei não se limitam à abertura de Processo Administrativo, passando pela advertência e multa, podendo chegar, inclusive, à penalidade máxima de inabilitação para trabalhar no mercado financeiro.

Loteria

Resultado da Mega Sena 2739 de hoje, quinta-feira (20/06); veja os números

Prêmio estava estimado em R$ 58 milhões; confira se você foi sortudo

20/06/2024 19h02

Confira o resultado da mega-sena

Confira o resultado da mega-sena

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A Caixa Econômica Federal sorteou as seis dezenas do concurso 2739 da Mega-Sena na noite desta quinta-feira (20), no Espaço da Sorte, em são Paulo.

O prêmio estava estimado em R$ 58 milhões.

Números sorteados no concurso 2739: Confira o resultado

  • 53 - 25 -19 - 45 - 47 - 37

Verifique sua aposta e veja se você foi um dos sortudos deste concurso.

O rateio, que é o número de acertadores e o valor que cada acertador irá receber, será divulgado em breve pela Caixa Econômica Federal.

Os sorteios são transmitidos ao vivo pelo canal do Youtube da Caixa.

Como jogar na Mega-Sena

Os sorteios da Mega-Sena são realizados três vezes por semana, às terças, quintas e aos sábados.

As apostas na Mega-Sena podem ser feitas até as 18h (horário de MS) do dia do sorteio em lotéricas ou pela internet.

A Mega-Sena paga milhões para o acertador dos 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas.

Para realizar o sonho de ser milionário, você deve marcar de 6 a 20 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você, pela modalidade surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 e 12 concursos consecutivos, chamada Teimosinha.

A aposta mínima, de 6 números, custa R$ 5,00.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Premiação

Caso não haja acertador em qualquer faixa, o valor acumula para o concurso seguinte, na respectiva faixa de premiação.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao tesouro nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

Não deixe de conferir o seu bilhete de aposta.

A quantidade de ganhadores da Mega-Sena e o rateio podem ser conferidos aqui.

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Economia

Dólar alcança R$ 5,46, maior valor no governo Lula após crítica ao Copom

Moeda americana subiu após novas declarações do presidente e com pressão externa

20/06/2024 19h00

Arquivo/Agência Brasil

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Apesar de ter começado o dia em queda firme, o dólar virou e fechou a sessão em alta de 0,35%, cotado a R$ 5,460, atingindo seu o maior valor nominal do atual governo Lula.

Mais cedo, a moeda americana havia chegado a R$ 5,385 na mínima do dia, em meio ao otimismo com a decisão unânime do Copom (Comitê de Política Monetária) de manter a Selic (taxa básica de juros) em 10,5% ao ano. Mas críticas do presidente da República ao colegiado do Banco Central e uma piora no ambiente externo fizeram a divisa subir.

Com o valor de fechamento desta quinta, o dólar marca seu maior patamar nominal desde 22 de julho de 2022, quando era cotado a R$ 5,499.

Na Bolsa, houve um movimento parecido: o Ibovespa começou o dia em forte alta e ultrapassou os 121.500 pontos na máxima, mas desacelerou e voltou ao patamar dos 120 mil. No fim, fechou em alta de 0,15%, aos 120.445 pontos.

Um cenário influenciado principalmente por declarações de Lula, que afirmou que a decisão do Copom atendeu a especuladores.

"A decisão do Banco Central foi investir no sistema financeiro, nos especuladores que ganham dinheiro com os juros. E nós queremos investir na produção", disse Lula, em entrevista à rádio Verdinha, de Fortaleza (CE).

O petista também questionou a independência da autarquia. "O presidente da República nunca se mete nas decisões do Copom ou do Banco Central. O [ex-presidente do BC Henrique] Meirelles tinha autonomia comigo tanto quanto tem esse rapaz de hoje. Só que o Meirelles eu tinha o poder de tirar, como o Fernando Henrique Cardoso tirou tantos, como outros presidentes tiraram tantos", disse Lula.

A decisão do Copom sobre a Selic, tomada de forma unânime, veio em linha com o esperado pelo mercado, que temia uma nova divisão entre os diretores sobre a política de juros. Em maio, as autoridades indicadas por Lula divergiram do restante do comitê, acendendo alertas sobre possíveis interferências políticas na instituição.

No início desta semana, críticas de Lula ao presidente do BC, Roberto Campos Neto, aumentaram ainda mais a tensão. Mas decisão unânime havia feito com que as tensões diminuíssem.

"Depois dos ruídos causados na última reunião, dessa vez o colegiado chegou num consenso. Os nove diretores votaram de forma igual, e isso foi muito importante para reforçar que as decisões foram tomadas de forma técnica", afirma Marcelo Bolzan, sócio da The Hill Capital.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, a própria equipe econômica do governo avaliou que a decisão foi acertada e crucial para evitar uma deterioração nas condições de mercado do país.

No cenário internacional, os rendimentos dos títulos de dez anos do Tesouro americano, os chamados "treasuries", registraram alta nesta quinta, o que favorece a valorização do dólar e penaliza ativos de renda variável. Os índices americanos S&P 500 e Nasdaq, por exemplo, caminhavam para registrar uma sessão de queda.

Nesse cenário, o mercado teve uma abertura bastante positiva, mas o movimento minguou.
Em comunicado sobre a decisão de juros, o Copom afirmou que o cenário global incerto e o cenário doméstico marcado por elevação das projeções de inflação demandam maior cautela.
O comitê afirmou também que se manterá "vigilante" e que "eventuais ajustes futuros na taxa de juros serão ditados pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta".

Para Daniel Cunha, estrategista-chefe da BGC Liquidez, uma decisão equilibrada era fundamental para evitar efeitos negativos na economia.

"Caso tivesse sido mais hawkish [duro], o Copom poderia tornar o ambiente ainda mais propenso a acidentes nessa transição turbulenta. Assim como as reformas econômicas são as possíveis, não as desejadas, entendemos que o Copom teve êxito em entregar a melhor decisão possível", diz Cunha.

Já Laiz Carvalho, economista para Brasil do BNP Paribas, destaca que o comunicado indicou que a Selic deve ser mantida em 10,5% nas próximas reuniões.

"O Copom mostrou que cortes no curo prazo não estão no radar. Não quer dizer que vai parar para sempre, mas com esse cenário alternativo, a barra está muito alta tanto para subir como para reduzir os juros.", disse Carvalho.

Apesar do otimismo com o Copom, logo pela manhã ficou claro que o alívio nas cotações seria limitado, com a alta da moeda americana no exterior e as preocupações sobre o cenário fiscal brasileiro ainda sendo citados por profissionais de mercado.

"A saída de dólares do país segue forte e isso reflete na cotação da moeda e no volume de negociação do nosso mercado, que tem encolhido neste ano. Os investidores estrangeiros estão movendo seus recursos de risco para outros países emergentes que demonstram melhores perspectivas do que o Brasil", afirma Anderson Silva, sócio da GT Capital.
 

*Informações da Folhapress

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