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MATO GROSSO DO SUL

Em 2019, governo teve R$ 6,9 bilhões de despesa líquida com pessoal

Estado ficou dentro do limite máximo da Lei de Responsabilidade Fiscal
28/02/2020 16:00 - Eduardo Miranda


O governo de Mato Grosso do Sul encerrou o ano de 2019 com as despesas de pessoal pouco acima do limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), mas abaixo do limite máximo da mesma lei. A administração estadual ainda conseguiu encerrar o último ano com uma dívida menor que a do ano anterior.  

Relatório de gestão fiscal consolidado, publicado na edição desta sexta-feira (28) do Diário Oficial de Mato Grosso do Sul, indica que nos 12 meses do ano passado, as despesas líquidas com pessoal foram de R$ 6,914 bilhões. A quantia equivale 57,61% da receita corrente líquida do ano que foi de R$ 12,005 bilhão e está 0,61 ponto porcentual acima do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Vale lembrar que o Estado não estourou o limite da lei que impede que o poder público gaste mais que arrecada. O limite máximo da despesa líquida com pessoal é de 60% da receita líquida, e seria ultrapassado caso o Estado tivesse neste setor, despesas superiores a R$ 7,2 bilhões.  

A despesa bruta com pessoal, no acumulado do ano, foi de R$ 10,2 bilhões, ficando R$ 2 bilhões distante da receita corrente líquida do ano, conforme mostra o relatório publicado pelo governo nesta sexta-feira.  

PREVIDÊNCIA

A despesa com inativos e pensionistas no período foi significativa. Ao longo dos 12 meses, o Estado teve de destinar R$ 3,226 bilhões para o pagamento de aposentadorias e pensões.  

DÍVIDA PÚBLICA

O estado de Mato Grosso do Sul encerrou 2019 com uma dívida ligeiramente menor que a do ano anterior. Em dezembro de 2018, a dívida consolidada era de R$ 9,14 bilhões, e no fim do ano seguinte, de R$ 9,026 bilhões. A dívida consolidada líquida teve uma diferença ainda maior: de R$ 7,7 bilhões em 2018, baixou para R$ 7,3 bilhões no ano passado. 

Felpuda


É quase certo que a aposentadoria deverá ocorrer de maneira mais rápida do que se pensava em determinado órgão. O que deveria ser a tal ordem natural dos fatos acabou sendo atropelada por acontecimentos considerados danosos para a imagem da instituição. Os dias estão passando, o cerco apertando e já é praticamente unanimidade de que a cadeira terá de ter substituto. Mas, pelo que se ouve, a escolha não deverá ser com flores e bombons de grife.