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FINANCIAMENTO

Relicitação da ferrovia Malha Oeste será custeada por banco latino americano

Projeto facilitará o transporte de minério entre Corumbá e os portos do Atlântico
14/01/2021 16:44 - Brenda Machado, Da Redação


O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul anunciou que a relicitação da ferrovia Malha Oeste será custeada pelo Banco de Desenvolvimento Latino Americano (CAF).

A relicitação teve sua qualificação recomendada no PPI (Programa de Parceria de Investimentos) no início de dezembro, e custará U$ 3 milhões.

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"O governo do Estado já está disponibilizando as informações necessárias, como volume de carga, para que seja estabelecida a viabilidade do projeto.”, comentou o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro) de Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, dizendo que esse já era um passo previsto para o andamento do processo.

Verruck também destacou os benefícios de logística da Malha, dizendo que ela corta Mato Grosso do Sul de Leste a Oeste, além de trecho dentro do Estado de São Paulo.

O perímetro correspondente à reforma se estende por 1.973 quilômetros e não exige desapropriação de área, uma vez que a ferrovia já está implantada.

Para a execução da reforma, a partir da aprovação da CAF, serão contratados consultores junto ao setor privado, sendo que o cronograma de contratação sairá no primeiro semestre de 2021.

Já a publicação do edital e leilão da nova concessão no primeiro semestre de 2023.

Lembrando que a licitação será realizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), assim como acontece com a concessão de outras ferrovias.

Além disto, o projeto utilizará da expertise do próprio Banco em projetos de infraestrutura e financiamentos, em conjunto com a equipe do governo federal.

Comentando a movimentação econômica, o representante do CAF no Brasil, Jaime Holguín disse que a Malha irá facilitar utilização das hidrovias Paraguai-Paraná e Tietê-Paraná.

O representante também citou o transporte de minério que parte do município de Corumbá para os portos, o que atualmente é feito por terra utilizando a BR-262, paralela à ferrovia.

“O financiamento dos estudos do projeto da Malha Oeste para viabilizar uma nova concessão é fundamental, pois trata-se de um empreendimento com grande potencial de integração regional, através de uma interconexão ferroviária bioceânica que visa unir os portos do Atlântico e do Pacifico, diminuindo, assim, os custos logísticos e fomentando a complementariedade econômica entre Brasil, Bolívia e Paraguai.", explicou.

Segundo o governador do Estado, Reinaldo Azambuja, a reforma da ferrovia também tem como intenção abraçar outras demandas, como o transporte de eucalipto, celulose e combustível.