Economia

Maior patamar

Renda do trabalhador cresceu 14% em 7 anos

Renda do trabalhador cresceu 14% em 7 anos

Redação

29/01/2010 - 09h35
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O rendimento do trabalhador cresceu 14,3% nos últimos sete anos, o equivalente a R$ 168,43 médios, nas seis regiões metropolitanas – Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo – pesquisadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Houve avanço em todos os locais na média de 2003 a 2009, especialmente em Belo Horizonte (19,2%), Rio de Janeiro (19,2%) e Salvador (19,1%). Em 2009, o rendimento médio do trabalhador foi de R$ 1.350,33, maior patamar da série, desde 2003. Em São Paulo, os trabalhadores receberam R$ 1.502,06 médios, a maior do país. Em relação a 2003, os trabalhadores paulistas tiveram ganho de 12,6% em seus rendimentos. Por outro lado, no Recife os trabalhadores tiveram rendimento médio de R$ 895,90 em 2009, o menor entre as regiões avaliadas dentro da PME (Pesquisa Mensal de Emprego). Na região metropolitana da capital pernambucana, foi observada também a menor variação em relação a 2003. Os empregados daquela região obtiveram ganho de 5,6% nos últimos sete anos. Os trabalhadores sem carteira assinada apresentaram alta de 18,8% na renda média, de 2003 a 2009. Os empregados com carteira tiveram aumento menos expressivo, de 7,3%; militares ou funcionários públicos estatutários obtiveram aumento de 22,5%, e trabalhadores por conta própria ganharam 21,1% a mais do que em 2003.

CONTAS PÚBLICAS

Governo de MS já aportou mais de meio bilhão de reais na Previdência em 2024

Os R$ 537 milhões que a previdência dos servidores consumiu da arrecadação equivalem a 8% da receita corrente do quadrimestre

22/07/2024 08h30

Em 2023, a relação entre o regime próprio de previdência de MS e a receita corrente líquida foi estável, ficando praticamente zerada

Em 2023, a relação entre o regime próprio de previdência de MS e a receita corrente líquida foi estável, ficando praticamente zerada Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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No primeiro quadrimestre deste ano, o governo de Mato Grosso do Sul já precisou aportar pelo menos R$ 537 milhões no Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) de sua receita corrente líquida no período. 

O resultado equivale a 8% da receita corrente dos primeiros quatro meses do ano, que foi de R$ 7,8 bilhões, conforme informações do Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) da Secretaria do Tesouro Nacional. 

A relação receita e aportes no regime próprio de previdência de Mato Grosso do Sul só não é pior que a do Estado do Rio Grande do Norte (10%). No ano de 2023, a relação entre o regime próprio de previdência de MS e a receita corrente líquida foi estável, ficando praticamente zerada. 

A situação poderia estar melhor para o Estado, caso ele tivesse o fundo em repartição, que também é chamado de “massa segregada”.

Mas o fundo, que capitalizaria a previdência dos servidores que ingressaram na década de 2010, foi extinto em 2017 na gestão do ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Desde então, passou a existir um plano apenas para todos os servidores, que é praticamente descapitalizado: o plano financeiro. 

DESPESAS

O resultado negativo da previdência de Mato Grosso do Sul influencia em outros números das contas de Mato Grosso do Sul, conforme indica o relatório da Secretaria do Tesouro Nacional. 

O relatório mostra que Mato Grosso do Sul foi o único estado brasileiro com déficit primário em relação à receita corrente líquida no primeiro quadrimestre de 2024.

Todos os outros estados brasileiros, com exceção do Rio Grande do Sul (que não enviou dados em função da tragédia climática), tiveram superávit nas contas, indica a STN.

No primeiro quadrimestre de 2024, Mato Grosso do Sul teve um déficit primário de R$ 30 milhões, enquanto no mesmo período do ano passado, o resultado primário foi um superávit de R$ 740 milhões.

O resultado primário surge do confronto de receitas e despesas primárias no exercício, excluída a parcela referente aos juros nominais incidentes sobre a dívida líquida. A apuração do resultado primário fornece uma avaliação do impacto da política fiscal nas contas públicas.

Em termos percentuais, o resultado primário de Mato Grosso do Sul sobre a receita corrente líquida é praticamente estável, mas ficou ligeiramente abaixo de zero.

Os estados do Maranhão e Rio de Janeiro tiveram os maiores superávits primários do Brasil, com 37% (R$ 4,03 bilhões) e 35% (R$ 10,5 bilhões), respectivamente.

RESULTADO 

Apesar do déficit primário, quando o pagamento dos juros da dívida é excluído, Mato Grosso do Sul apresenta um resultado positivo.

No primeiro quadrimestre, o Estado teve um resultado orçamentário de R$ 760 milhões, que equivale a 11% da receita corrente líquida. No mesmo período do ano passado, esse resultado foi melhor: 14% da receita corrente líquida da época, nominalmente R$ 930 milhões.

AUMENTO DE DESPESAS

Uma das explicações para o déficit primário e um resultado orçamentário menor para Mato Grosso do Sul neste ano é o aumento das despesas. Em 2024, o Estado teve um aumento de receita corrente total de 6%, enquanto as despesas aumentaram 10%.

No primeiro quadrimestre de 2023, a receita corrente total foi de R$ 7,38 bilhões, e no primeiro quadrimestre deste ano, de R$ 7,81 bilhões. As despesas, no mesmo comparativo, saltaram de R$ 5,70 bilhões para R$ 6,25 bilhões

O mesmo relatório aponta que Mato Grosso do Sul é o sexto estado brasileiro que mais gasta com pessoal. No primeiro quadrimestre de 2024, comprometeu 54% de sua receita corrente líquida em despesas com pessoal. O percentual só é inferior ao do Rio Grande do Norte (66%), Rio de Janeiro (59%), Paraíba (58%), Goiás (56%) e Minas Gerais (55%).

No que diz respeito ao investimento, Mato Grosso do Sul empata com a Bahia na segunda posição entre os que mais investem. Eles aplicam 9% de sua receita corrente líquida em investimentos. Em primeiro lugar neste quesito aparece o Espírito Santo, que aplica 12% de sua receita corrente em investimentos.

O serviço da dívida representa 3% da destinação da receita corrente líquida do Estado, e as despesas de custeio da máquina pública, 23% das receitas.

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maior do mundo

Sem alarde, Suzano ativa fábrica de celulose de R$ 22,2 bilhões em Ribas

Empresa anunciou que a produção de celulose começou oficialmente na noite deste domingo (21). Capacidade é de 2,55 milhões de toneladas por ano

22/07/2024 08h00

Obras do Projeto Cerrado começaram em maio de 2021 e chegaram ao fim pouco mais de três anos depois

Obras do Projeto Cerrado começaram em maio de 2021 e chegaram ao fim pouco mais de três anos depois Divulgação

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Três anos e dois meses depois do início das obras e sem nenhuma comemoração, a Suzano iniciou na noite deste domingo (21) as operações da maior fábrica de linha única de produção de celulose do mundo, em Ribas do Rio Pardo. 

Com capacidade para produzir 2,55 milhões de toneladas por ano, o empreendimento é teve investimento de R$ 22,2 bilhões, dos quais R$ 15,9 bilhões destinados à construção da fábrica e R$ 6,3 bilhões para formação da base de plantio e a estrutura logística para escoamento da celulose.

Toda a produção será despachada por rodovia até o município de Inocência, onde a empresa está terminando a construção de um terminal intermodal às margens da Ferronorte. De lá, será transportada por ferrovia até o porto de Santos. 

Inicialmente a Suzano chegou a informar a intenção de construir um ramal ferroviário de 231 quilômetros até Inocência, mas o projeto, que demandaria investimento da ordem de R$ 3,5 bilhões, está engavetado.

A previsão anunciada inicialmente era ativar a fábrica em junho, mas por conta de atrasos da empresa Enesa, que está sendo apontada como responsável por uma série de calotes a outros parceiros que atuaram na construção, o início das operações teve de ser adiado por um mês.

"A conclusão bem-sucedida do Projeto Cerrado reflete a dedicação e a capacidade de execução de cada pessoa envolvida nesta obra grandiosa e transformacional, e comprova a cultura de excelência que permeia toda a organização, liderada com maestria por Walter Schalka durante os últimos 11 anos", afirmou Beto Abreu, recém-nomeado presidente da Suzano. 

"Sua visão e ambição levaram a empresa a entregar um projeto dentro do orçamento previsto e que, em todas as etapas, aderiu ao foco central da Suzano em apoiar a sustentabilidade e ter um impacto local positivo", completa o executivo.

As obras na fábrica de Ribas do Rio Pardo começaram ainda em 2021 e no pico dos trabalhos, em abril do ano passado,  chegaram a empregar dez mil pessoas ao mesmo tempo. 

Com o início das operações, cerca de 3 mil pessoas, entre colaboradores próprios e terceiros, passam a trabalhar nas atividades industrial, florestal e de logística da nova unidade. Boa parte destes trabalhadores vão residir em um conjunto habitacional com quase mil unidades que a Suzano construiu em Ribas do Rio Pardo.

Com o início das operações da nova unidade, a capacidade instalada de produção de celulose da Suzano salta de 10,9 milhões para 13,5 milhões de toneladas anuais, o que representa um aumento de mais de 20% na produção atual da companhia. 

A nova fábrica contribui para abrir novas oportunidades de crescimento futuro, no desenvolvimento de produtos inovadores a partir de uma matéria-prima renovável, e fortalece a irreplicabilidade do modelo de negócios da Suzano”, afirma Walter Schalka, que deixou recentemente a presidência da Suzano após uma jornada de 11 anos à frente da companhia.

A unidade de Ribas do Rio Pardo utiliza tecnologia de gaseificação da biomassa nos fornos de cal, e, com isso, o uso de combustíveis fósseis ficará restrito aos momentos de partida e retomada de produção. 

A fábrica também será autossuficiente na produção de ácido sulfúrico, peróxido de hidrogênio e energia verde, com um excedente de aproximadamente 180 megawatts (MW) médios que atenderá os fornecedores satélites da fábrica, além de ser exportado para o Sistema Interligado Nacional (SIN). Essa energia de fonte renovável poderia abastecer mensalmente uma cidade com mais de 2 milhões de habitantes.

INVESTIMENTOS PARALELOS

Adicionalmente aos recursos destinados à construção da fábrica, da estrutura logística e da formação da área de plantio com eucalipto, a Suzano investiu mais de R$ 300 milhões em um amplo conjunto de iniciativas, incluindo a construção de unidades de moradia e centro médico, melhorias na infraestrutura local e apoio a projetos sociais.

Parte do Plano Básico Ambiental (PBA), o Programa de Infraestrutura Urbana aprovado em 2021 por representantes do poder público e da sociedade civil compreende 21 projetos nas áreas de saúde, educação, desenvolvimento social, habitação e segurança pública.

As principais entregas incluem a ampliação do Hospital Municipal e as construções de uma Estratégia de Saúde da Família (ESF), de uma Casa de Acolhimento, de uma Delegacia de Polícia Civil e de uma Unidade Operacional da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
 

CAPACIDADE DE MS

Com mais esta fábrica, Mato Grosso do Sul passa a ter capacidade para produzir 7,6 milhões de toneladas de celulose por ano. Além da nova unidade, em Três Lagoas a Suzano já tem uma fábrica com capacidade para 3,25 milhões de toneladas anuais. No mesmo município, a Eldorado tem capacidade para produzir 1,8 milhão de toneladas. 

Além disso, um novo complexo industrial começou a ser edificado em Inocência, onde a chilena Arauco promete investir R$ 28 bilhões e produzir, inicialmente, 2,5 milhões de toneladas, a partir de 2028. A meta, porém, a chegar a 5 milhões de toneladas anuais. 

Atualmente a área destinada ao eucalipto é de 1,480 milhão de hectares, número que deve chegar a 2,5 milhões nos próximos anos, segundo estimativas do Governo do Estado. 

 

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