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EXPORTAÇÕES

Rota Bioceânica deixará viagem para a China 23% mais curta

Pesquisadores debatem as oportunidades e os impactos da construção do corredor nesta segunda
20/07/2020 10:30 - Da Redação


A Rota Bioceânica é um corredor rodoviário que vai possibilitar a conexão do Centro-Oeste brasileiro com os portos chilenos, proporcionando mais competitividade no escoamento da produção agrícola e industrial. 

A redução no tempo de viagem até a China, por exemplo, será de 23% (12 dias a menos) em comparação ao trajeto pelo Porto de Santos (SP), além da redução do custo do transporte rodoviário para exportações e importações, conforme dados da Empresa de Planejamento e Logística (EPL).

Hoje, às 14h, autoridades e pesquisadores vão debater as oportunidades e os impactos da construção da rota internacional.

 A ação faz parte do projeto de pesquisa e extensão “Corredor Bioceânico” da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Serão abordados aspectos econômicos, sociais e históricos da obra. 

“Será a oportunidade de levar o conhecimento produzido até agora para a população. Teremos a participação de autoridades, que vão falar sobre a importância do Corredor Bioceânico, e dos pesquisadores, que vão apresentar os resultados parciais, e esperamos a participação de representantes de entidades, empresários e comunidade em geral, que serão beneficiados por essa rota”, disse o coordenador do projeto, professor Erick Wilke, da Escola de Administração e Negócios (ESAN/UFMS).

 
 

Participação

Entre as autoridades que vão participar da live está o ministro de carreira diplomática do Ministério das Relações Exteriores João Carlos Parkinson, que é o coordenador nacional dos Corredores Rodoviário e Ferroviário Bioceânicos.

O titular da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, o pró-reitor de Extensão, Cultura e Esporte (PROECE) da UFMS, Marcelo Fernandes Pereira, e o deputado federal Vander Loubet (PT/MS), autor da emenda parlamentar que destinou recursos para a realização da pesquisa, também participarão do encontro on-line.

Na ocasião, serão apresentados os estudos que estão sendo realizados no âmbito do projeto.

Para o ministro João Carlos Parkinson, um dos aspectos que a universidade pode contribuir é com relação ao impacto social.

“A infraestrutura física quando é implantada gera externalidades positivas e negativas. As positivas vão ser exploradas pelo setor privado, como os novos fluxos de comércio, novos investimentos, mais emprego, acesso à tecnologia. Agora têm as questões negativas, que são igualmente importantes, como, por exemplo, o aumento do consumo de drogas, como a modernidade vai conviver com as culturas tradicionais. São questões em que é importante abrir o espaço para o pensamento, para a ação universitária”, analisa.

São cinco eixos prioritários no projeto: Economia, Turismo, Logística, Direito e História.

As pesquisas estão centradas em resultados consistentes para a promoção do desenvolvimento econômico e social nos territórios por onde o Corredor Bioceânico passará.

O projeto poderá beneficiar gestores públicos, entidades, empresários, empreendedores, agricultores familiares e sociedade civil em geral.

Rota

O corredor consiste em uma rota rodoviária que possibilitará a conexão viária do Centro-Oeste brasileiro aos portos chilenos de Antofagasta e Iquique, no Pacífico.

 Uma das principais obras é a ponte sobre o Rio Paraguai, que deve começar a ser construída em 2021. Com extensão de 680 metros, a ponte ligará os municípios de Porto Murtinho e Carmelo Peralta (Paraguai).  

A licitação para contratação de empresa que fará o projeto de acesso à ponte foi lançada no dia 29 de junho pelo Ministério de Infraestrutura, por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

No Paraguai, o Ministério de Obras Públicas e Comunicações anunciou que vai realizar a inauguração de mais 12 km de pavimentação em Loma Plata até o fim de julho, concluindo 104 km do total de 277 km que integram a rota na região.

O debate será transmitido pelas redes sociais. Mais informações pelo site https://corredorbioceanico.ufms.br.

 

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!