Num mundo de economia globalizada, os centavos a mais de real na cotação do dólar fazem muita diferença. Enquanto as indústrias exportadoras comemoram aumento de receita e se tornam mais competitivas, as empresas que dependem de insumos estrangeiros sofrem com custos elevados. Nessa ciranda cambial, agências de turismo congelam o valor da moeda americana para atrair clientes que não querem cancelar a viagem de férias ao exterior. Para o consumidor, o impacto será notado na hora de pagar a conta no caixa do mercado - a alta cambial fomenta a inflação.
O dólar, neste ano, segue em patamares mais elevados que em 2012, quando recuou para até R$ 1,70 (em 28 de fevereiro). A moeda, que já vinha fechando acima da casa dos R$ 2,00, passou, desde o fim de maio, dos R$ 2,10. Na segunda-feira, atingiu R$ 2,17. Esse valor, comparado com a maior baixa dos últimos meses (R$ 1,70 em fevereiro do ano passado), a variação é de 27%.
A alta cambial favorece, de modo geral, a economia de Mato Grosso do Sul em razão de sua base no agronegócio, conforme especialistas ouvidos pelo Correio do Estado. As indústrias exportadoras de produtos do campo, já favorecidas com a demanda internacional crescente, são beneficadas com o aumento de receita em real. Os frigoríficos, por exemplo, elevaram o faturamento em 27% de janeiro a maio deste ano sobre igual período de 2012, chegando a R$ 5 bilhões em receita, de acordo com estudo da Rural Business.
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