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PESQUISA

Homens ganham R$ 770 a mais que mulheres em MS

Média de diferença salarial no Estado é a segunda maior do País
06/05/2020 14:25 - Súzan Benites


No ano passado a diferença entre os salários de homens e mulheres de Mato Grosso do Sul foi de 41%. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Continua) apontam que, em média, homens ganham R$ 770 a mais que mulheres no Estado.

A pesquisa elaborada e divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que na comparação entre 2018 e 2019, enquanto o rendimento médio dos homens subiu de R$ 2485,00 para R$ 2646,00, o das mulheres caiu de R$ 1906,00 para R$ 1876,00. Ou seja, homens perceberam um aumento de 6,47% e mulheres, uma queda de 1,6%. 

A variação encontrada no período 2018- 2019, mostra diferença entre os rendimentos de 41,04%.A diferença entre os salários é notada desde 2013 no Estado. Em 2013, homens recebiam, em média, valores 54,44% superiores aos das mulheres. 

POPULAÇÃO

Conforme os dados divulgados nesta quarta-feira (6), em 2019, havia 2,70 milhões de pessoas residentes em Mato Grosso do Sul, ante 2,49 milhões em 2012. Do total de pessoas residentes no estado em 2019, 1,7 milhões (68,2%) possuíam algum tipo de rendimento, maior que o percentual nacional que foi de (62,6%).

 Na comparação com 2018, houve aumento de 2,2% no percentual de pessoas com rendimento na população residente. Já quanto aos sul-mato-grossenses que recebem rendimentos advindos de um ou mais trabalhos, estes são 46,7% da população. O número pode ser considerado estável perante 2018 (46,8%).

A renda média mensal dos trabalhadores do Estado caiu. Em 2018 o rendimento médio era de R$ 2.317 e passou a R$ 2.313 em 2019, igualando o valor atingido em 2014, acompanhando assim a tendência da região Centro-Oeste. Sendo o sétimo maior valor entre as Unidades da Federação. 

PERFIL

Além das classificações por gênero, a pesquisa também aponta outras diferenças nos perfis dos rendimentos. A renda média mensal das pessoas brancas é de R$ 2.846, diferença percentual 50,58% maior que os rendimentos observados para as pessoas pardas (R$ 1.890) e 54,92% superior aos percebidos pelas pretas (R$ 1.837). 

As pessoas de cor branca apresentaram rendimentos 23,0% superiores a media (R$ 2.313), enquanto as pardas e pretas receberam respectivamente, rendimentos 18,8% e 20,5% inferiores a essa media. 

Em Mato Grosso do Sul, as pessoas que não possuíam instrução apresentaram o menor rendimento médio (R$ 1.264,00), o que representa um aumento de 6,8% em relação a 2018 (R$ 1.183,00); e de 69% em relação a 2012 (R$ 748,00). A renda média das pessoas com ensino fundamental completo ou equivalente foi de R$ 1.586,00, valor 4,2% maior em relação a 2018 (R$ 1.521,00); e de 44% comparado a 2012 (R$ 1.100,00). 

Ainda de acordo com a pesquisa, aqueles que possuíam ensino médio completo ou equivalente recebiam, em média, R$ 1.925,00 mensais. Em 2018, a remuneração média para esse nível de instrução era de R$ 1.961,00; e de R$ 1.507,00, em 2012. 

Já os que tinham ensino superior completo registraram rendimento médio de R$ 4.546,00, o que representa quase duas vezes e meia o rendimento daqueles que tinham somente o ensino médio completo, três vezes o dos que tinham ensino fundamental e quase quatro vezes o daqueles sem instrução. O valor também é maior comparando-se aos recebidos em 2018 (R$ 4.532,00) e em 2012 (R$ 3.279,00).

 

Felpuda


Figurinha carimbada ganhou o apelido de “biruta”, instrumento que indica direção do vento e, por isso, muda constantemente. Dizem que a boa vontade até existente ficou no passado, e as reclamações são muitas, mas muitas mesmo, diante das decisões que vem tomando a cada mudança de humor do eleitorado. Como bem escreveu o poetinha Vinicius de Moraes: “Se foi pra desfazer, por que é que fez?”.