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FERTILIZANTES

Otimista, Verruck crê em retomada das obras da UFN-III ainda neste ano

Petrobrás venderá fábrica inacabada rapidamente, diz Verruck
14/02/2020 18:16 - Adriel Mattos, Eduardo Miranda


A retomada do processo de venda da Fábrica de Fertilizantes UFN-III, em Três Lagoas, pela Petrobras, deixou o secretário de Estado de Meio Ambiente Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar de Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, bem otimista. Ele acredita que até julho um comprador para a planta (81% concluída) seja definido e, num cenário positivo, que as obras comecem ainda neste ano.  

O secretário explicou que o novo edital, sem a venda casada da indústria deficitária Ansa, do Paraná, e com a opção do comprador da planta ter a Petrobras como fornecedora de gás, facilitará muito o processo. “É um edital muito mais inteligente, muito competitivo. Será rápido para vender”, opinou Verruck.  

“Tivemos uma reunião extensa com a Petrobras na semana passada, e estou muito otimista”, afirmou o secretário. Jaime Verruck lembrou que o volume de crédito de gás natural que a Petrobras tem com a Bolívia é o suficiente para mais dois anos de operação do gasoduto. Ainda neste ano, porém, a TBG, empresa que opera o gasoduto no Brasil, terá de abrir a operação para outros fornecedores além da Petrobras. “O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) já determinou que qualquer empresa brasileira terá de abrir espaço”, lembrou. 

 
 

CAPITAL BILIONÁRIO

Como as negociações estão abertas, a Petrobras não divulgou o preço que pretende vender a UFN-II. O potencial comprador, porém, depois de se enquadrar em todos os critérios de compliance (não estar inscrito em cadastros negativos nacionais e internacionais e nem envolvimento com corrupção) deverá ter capital superior a US$ 600 milhões (R$ 2,59 bilhões, conforme cotação de 10 de fevereiro).

Na transação que teve início em 2018 e que foi desfeita no fim do ano passado, uma parceria entre a empresa russa Acron e a estatal boliviana YPFB (minoritária, com 15%) compraria a planta inacabada, mais a Ansa, no Paraná, por mais de R$ 8 bilhões.  

O responsável pela operação envolvendo a venda da UFN-III, subsidiária que é 100% da Petrobras será o Bradesco BBI. No sumário executivo entregue ao mercado, a estatal lembra que a conclusão da unidade é de responsabilidade do potencial comprador. Conforme a empresa, a planta tem 81% de espaço físico concluído.  

Felpuda


Partido político está vivendo processo de autofagia cá por essas bandas. Nada de ideologia ou defesa dos interesses dos filiados. O problema, segundo os mais observadores, é que lideranças não se contentaram em ter cada uma o seu pedaço e decidiram tomar conta com exclusividade do espólio, que, aliás, é regado com cifras milionárias. A legenda deverá se transformarem uma máquina de lavar, no caso, cheia de roupas sujas. E dê-lhe!