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COVID-19

Sem risco de desabastecimento, população lota supermercados

Supermercadistas afirmam que não é necessário estocar comida e dão dicas de prevenção
19/03/2020 08:00 - Súzan Benites


Com os casos confirmados do novo coronavírus em Mato Grosso do Sul, escolas sem aula e empresas e serviços públicos adotando home office para evitar aglomerações, muitos campo-grandenses lotam os supermercados em busca de alimentos. A Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados (Amas) garante que não há risco de faltar alimentos ou produtos de higiene.

De acordo com o presidente da Amas, Edmilson Veratti, em alguns supermercados o movimento ficou até 20% maior.

“O que pode acontecer é chegar um fluxo muito grande de clientes e travar a loja. Eles levam o que tem nas gôndolas e os repositores têm dificuldade de abastecer. As lojas têm produtos suficientes, os fornecedores estão entregando normal e não temos nenhum problema logístico apresentado até o momento. Temos relato de loja com fila de uma hora e meia. As pessoas estão indo nas lojas desnecessariamente, não tem perigo de ter desabastecimento; nenhuma indústria ou transportadora foi parada. Não há porque a população ficar nervosa e fazer uma corrida aos supermercados no momento”, explicou Veratti.

CONSUMIDORES

Apesar das orientações, o cenário nos supermercados da Capital é diferente. Conforme relatado ao Correio do Estado, os consumidores estão lotando os estabelecimentos e saindo com até dois carrinhos de compras nesta semana.

Gabriel Wys, 25 anos, foi a uma rede atacadista na noite de terça-feira (17) e demorou a encontrar lugar para estacionar. “Fui só comprar comida para uma semana e tinha várias pessoas com dois carrinhos cheios saindo de lá”, disse.

Outra consumidora que encontrou o supermercado cheio na noite de terça-feira foi Nelise Carvalho, 32. “Enfrentei fila de 20 minutos, vários carrinhos lotados. Fui fazer compra semanal só do que faltava e, na inocência, buscar álcool em gel, que não tinha. Até o álcool comum já estava no final”, reforçou.  

Na quarta-feira, a situação não estava muito diferente nos supermercados de Campo Grande. “Eu estive pela manhã num atacadista para comprar itens de necessidade. Fui surpreendida com as pessoas usando máscara, luvas, e fazendo carrinhos e carrinhos de compras com medo de faltar alimentos. As pessoas estão apavoradas e não é este o caminho. O mercado tem um funcionário esterilizando o carrinho com álcool, na entrada tem um álcool em gel para você passar nas mãos”, disse uma leitora que preferiu não se identificar.

Ainda na tarde de ontem, alguns supermercados da região sul da cidade também estavam lotados.

“Fui a um atacadista localizado no Bairro Parati para fazer compras do dia a dia. Pude constatar muitos clientes com carrinhos cheios e filas grandes. Percebi que não há escassez de produtos e os preços continuam estáveis, por enquanto”, relatou Bruno Nascimento, 33 anos.

OUTROS LOCAIS

No Mercado Municipal Antônio Valente (Mercadão), a movimentação de pessoas também já diminuiu, mas o ritmo de trabalho segue normal. “Por enquanto está tudo tranquilo, tivemos uma queda de clientes, mas estamos trabalhando. Não há, por enquanto, risco de faltar nenhum produto oferecido aqui”, informou a administração.

A Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Ceasa-MS) informou ao Correio do Estado que trabalha para que não haja desabastecimento no Estado. “A Ceasa informa que não tem medido esforços para que o abastecimento de alimentos continue normalmente para todas as pessoas que frequentam o local, funcionários, permissionários, fornecedores e clientes. A partir de 19 de março, pelo prazo de até 20 dias, além do afastamento de todos os funcionários que fazem parte do grupo de risco, o local informa que haverá uma intensificação de limpeza e higienização e o cancelamento de visitas como de alunos, universidades e comerciantes que queiram conhecer o local”, informou.

 

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!