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CRISE

Servidores públicos estaduais terão reajuste zero em 2020

Governo diz que pandemia gerou crise e prioridade é pagar salários em dia
11/05/2020 16:24 - Glaucea Vaccari


Servidores públicos de Mato Grosso do Sul não terão reajuste salarial em 2020. Governo do Estado iniciou, nesta segunda-feira (11), rodada de reuniões com sindicatos para trarar da data-base do funcionalismo público, mas já informou que não será possível dar aumento as categorias devido a retração econômica gerada pela pandemia do coronavírus.  

De acordo com o Executivo Estadual, a crise mundial causada pela pandemia tem impactado a movimentação econômica global e o socorro financeiro da União a estados e municípios está condicionado a concessão de reajuste zero aos servidores.  

Secretário-adjunto de Estado de Administração e Desburocratização, Édio Viegas, que coordena as reuniões tratativas com 38 sindicatos, associações e federações representativas dos servidores públicos, afirmou que, apesar de buscar alternativas para atender demandas relacionadas ao reajuste, o cenário atual não o permite.  

“Nossa prioridade número um é pagar os salários em dia, conforme determinação do governador Reinaldo Azambuja. Qualquer ampliação de despesa com pessoal nesse momento de crise impossibilitará o Governo de cumprir com suas obrigações. E nesse cenário, atrasar salário é muito mais penoso do que não ter reajuste salarial”, disse.

Presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos Estaduais e Municipais do Estado de Mato Grosso do Sul (Feserp/MS), Lílian Fernandes, afirmou que a categoria entende o momento difícil. “Sabemos que essas questões terão que ser construídas em conjunto, com diálogo e aproximação do Governo com os servidores”, disse.

Nas reuniões, técnicos da equipe econômica do Governo explicaram aos representantes sindicais que já a partir de junho o Estado não conseguirá manter as contas equilibradas sem ajuda da União.  

Para cumprir com as obrigações, Mato Grosso do Sul vai aderir ao programa de auxílio emergencial do governo federal e receber R$ 702 milhões do pacote de socorro financeiro, aprovado pelo Congresso Nacional na semana passada. Desse montante, o governo poderá usar R$ 622 milhões para qualquer área e aplicar os R$ 80 milhões restantes na saúde.  

Governador Reinaldo Azambuja afirmou, no sábado, que o aporte dará “condições de reparar perdas e garantir obrigações de salários e fornecedores, mas principalmente atender as questões de Saúde, que hoje é a prioridade de Mato Grosso do Sul”.  

No rateio nacional, os municípios sul-mato-grossenses ficaram com R$ 461 milhões, sendo R$ 40 milhões específicos para a saúde pública e R$ 421 milhões para livre aplicação. 

Projeto ainda precisa ser sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro. No texto aprovado por deputados e senadores, há possibilidade de concessão de reajuste salarial para algumas categorias, como profissionais da saúde e da segurança pública, mas o presidente sinalizou que pretende vetar essa condição.

 

Felpuda


A lista do Tribunal  de Contas de MS,  com nomes de gestores que tiveram reprovados os balanços financeiros  de quando exerceram cargos públicos,  está deixando  muitos candidatos de cabeça quente.  Conforme previsto  pelo Diálogo, adversários estão se utilizando de tais dados para cobrar, principalmente nas redes sociais, deixando alguns gestores na maior saia justa e tendo que se explicar. O eleitor, por enquanto, só observa. E dê-lhe!