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RETOMADA

Setor de serviços reage após 3 meses em queda; empresas apontam recuperação de até 60%

Levantamento do IBGE mostra o primeiro registro positivo no índice, após três meses de queda
14/08/2020 08:30 - Súzan Benites


O comércio demonstrou os primeiros sinais de retomada no mês de maio, mas o setor de serviços ainda registrava queda. Após três meses em retração, o segmento apresentou reação em Mato Grosso do Sul.  

Segundo a pesquisa mensal de serviços elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada nesta quinta-feira (13), o setor registrou crescimento de 1,5% no volume de serviços e empresas do segmento já apontam recuperação de até 60%.

Conforme o levantamento, o crescimento é no comparativo entre junho e maio, na série com ajuste sazonal, ainda sob efeito da pandemia da Covid-19. As quedas foram verificadas nos meses de março (-6,5%), abril (-1,2%) e maio (-1,7%). No acumulado no ano, o índice do setor ficou em -2,7% e, nos últimos 12 meses, teve variação positiva de 1,4%.

A empresária Silvia Dias, que tem um estúdio de beleza com o seu nome, já aponta retomada na movimentação e nos atendimentos. “Já tivemos uma melhora de 60% em relação aos primeiros meses”, informou ao Correio do Estado.  

Para o proprietário das barbearias A Banca, Thiago Doneda, o impacto foi maior nas unidades localizadas nos shoppings. “Em relação à pandemia, os atendimentos caíram demais nas unidades de shopping, média de 90%, mas nas lojas de rua houve uma queda bem pequena e aos poucos está se estabilizando, mas bem lentamente, acredito que a normalidade do nosso setor será apenas em 2021”, afirmou e ainda reiterou que os meses de junho e julho foram de reação. “Os últimos meses foram melhores, mas ainda não está a mesma coisa que antes da pandemia”, concluiu o empresário.  

CONSUMO

A reação na retomada do consumo, além das novas empresas criadas, ajudou a ampliar os números no setor. Mato Grosso do Sul registrou a abertura de 873 novas empresas em julho de 2020, o maior número em toda a série histórica da Junta Comercial de Mato Grosso o Sul (Jucems), que começou em 2000. O setor de serviços liderou com a abertura de 530 estabelecimentos.

De acordo com a economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio (IPF-MS), Daniela Dias, nos momentos de crise que surgem algumas oportunidades. “Muitas pessoas perderam empregos, outras mudaram de setor de atuação e outras conseguiram encontrar no empreendedorismo uma fonte de renda. Temos muitas novas empresas voltadas para o segmento de serviços e também fechamentos. Para que essas novas empresas continuem abertas, elas precisam levar em consideração esse planejamento de longo prazo, precisam encarar o negócio como mais do que uma fonte renda, uma forma de empreendedorismo”.

A economista diz que houve uma leve reação na intenção de consumo das famílias, que já registra um cenário menos pior do que nos meses anteriores.  

“Quando a gente fala de intenção de consumo, as pessoas estão consumindo mais do setor de serviços, pelo fato de elas ficarem mais tempo em casa, de buscarem um conforto maior. Temos a contratação de serviços relacionados a consertos, ajustes em casa, construção civil, ou para lazer, decoração e alguns serviços específicos. O marketing e a tecnologia, que também são prestações de serviços, passaram a ser mais demandados. As pessoas estão captando isso, a necessidade dos filhos, alguma forma de lazer a distância, exercícios físicos a distância, entre outros”, considerou Daniela.  

 

 
 

NACIONAL

No Brasil, o crescimento do setor foi de 5%. Regionalmente, 21 das 27 unidades da Federação tiveram expansão no volume de serviços em junho, ante maio, acompanhando o avanço observado no País.  

Entre os locais com resultados positivos no mês, São Paulo (5,1%) teve o crescimento mais importante, após cair 19,5% entre fevereiro e maio deste ano.

Outras contribuições positivas relevantes vieram do Rio de Janeiro (3,6%), de Minas Gerais (4,7%), do Rio Grande do Sul (6,6%) e do Distrito Federal (6,6%). Em contrapartida, Paraná (-1%), Mato Grosso (-3,2%) e Espírito Santo (-3,2%) registraram os principais impactos negativos em termos regionais.

Em comparação com junho de 2019, o recuo do volume de serviços no Brasil (-12,1%) foi acompanhado por 26 das 27 unidades da Federação. A principal influência negativa veio da Bahia (-23,1%), seguida por Rio Grande do Sul (-17,2%), Paraná (-15,2%), Minas Gerais (-11,5%), São Paulo (-10,8%) e Rio de Janeiro (-10,6%).

Por outro lado, a única contribuição positiva veio de Rondônia (1,3%), impulsionado, em grande medida, por atividades correlatas ao agronegócio, como a gestão de portos e terminais e o transporte rodoviário de cargas.

DAS EMPRESAS

Mato Grosso do Sul registrou a abertura de 4.399 empresas, entre janeiro e julho, o melhor desempenho para o período nos últimos sete anos. Desses negócios, 2.697, ou 61%, são do setor de serviços, conforme os dados da Junta Comercial.

 

 

Felpuda


Figurinha está trabalhando intensamente para tentar eleger a esposa como prefeita de município do interior.

Até aí, uma iniciativa elogiável. Uns e outros, porém, têm dito por aí que seria de bom tom ele não ensinar a ela, caso seja eleita, como tentar fraudar folha de frequência de servidores. 

Afinal, assim como ele foi flagrado em conversa a respeito com outro colega, não seria nada recomendável e poderia trazer sérias consequências. Só!