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Suinocultura tem perspectivas otimistas

Suinocultura tem perspectivas otimistas

da redação

10/06/2011 - 09h41
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“Futuro da suinocultura brasileira já começou”. A frase ganhou destaque na apresentação do diretor da Associação Brasileira de Criadores de Suíno (ABCS), Fabiano Coser, durante sua palestra no Congresso Internacional da Carne 2011, na tarde de ontem (09), último dia de evento. O especialista fez uma exposição baseada em dados econômicos avaliando o crescimento e as boas perspectivas para o setor suíno nos próximos anos. “Até 2025 o brasileiro vai aumentar 20 kg por ano/per capita de consumo de carnes. E a suinocultura também quer um pedaço dessa fatia”, analisou.

A palestra “Potencialidade do Brasil como produtor de carne suína”, apresentada por Coser é parte da programação prevista no painel “Ovinos e suínos”, o qual também está incluída a palestra “Negociações diplomáticas: como a carne suína quebra barreiras e ganha mercados”, ministrada pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro Camargo, e a palestra “Sistema internacional de comercialização de carne ovina”, apresentada pelo engenheiro agrônomo e mestre em agronegócios, André Sorio.

Segundo Coser, o Brasil contribui apenas com 3% da produção mundial de carne suína, enquanto que na carne bovina e de frango essa porcentagem chega a 15%. “Há muito espaço para a carne suína conquistar. A cadeia da está preparada para crescer”, destacou ponderando que esse crescimento deve estar centrado nas estratégias de exportação. “Se não tivermos estratégias para exportar, daremos poucos anos de vida aos produtores que aqui existem”, assinalou.

De acordo com Pedro Camargo, o setor precisa ultrapassar as barreiras sanitárias, tarifárias e comerciais para avançar na produção e exportação do produto. “É preciso ter sanidade e estudos de análise de risco. É necessário organizar um debate com a sociedade civil”, citou.

Fabiano Coser destacou também a importância da utilização dos grãos na nutrição animal. “O Brasil está transformando grãos em proteína de origem animal”. Segundo Coser, a região Centro-Oeste está em momento positivo no que se refere à produção e consumo de carne suína. “São quase 300 mil matrizes na região Centro-Oeste. Temos que aproveitar o poder de compra do brasileiro e explorar o mercado”, finalizou.

O Congresso Internacional da Carne é uma realização do International Meat Secretariat (IMS/Opic) em conjunto com a Famasul. O evento tem o apoio do Ministério da Agriculturra, Pecuária e Abastecimento, da Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural – FUNAR e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de MS – Senar/MS, do Fórum Permanente da Pecuária de Corte da CNA, do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e Convention Visitors Bureau, e é patrocinado por John Deere, Marfrig, Seara, AllFlex, JBS, Safe Trace, Valefert, Serrana Nutrição Animal, Fecomércio, Sindan, Sebrae, Fiems e Banco do Brasil.

BNDES

Petrobras e BNDES preparam fundo para inovação e transição energética

A comissão é voltada para as áreas de óleo e gás, com foco em pesquisa científica, transição energética e outros

21/02/2024 16h00

A petroleira prevê um montante de US$ 100 milhões (cerca de R$ 490 milhões) para a estratégia de investimentos. Reprodução: André Motta de Souza/Petrobras

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A Petrobras e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) iniciaram estudos para estruturar um fundo de CVC (corporate venture capital) com o objetivo de apoiar micro, pequenas e médias empresas de base tecnológica.

Neste primeiro momento, a ideia é identificar setores promissores para o investimento, considerando temas relacionados à transição energética e que estejam alinhados às estratégias de longo prazo das instituições, disse a petroleira em nota divulgada nesta quarta-feira (21).

A iniciativa é uma das ações previstas em um acordo de cooperação técnica assinado em junho do ano passado para a formação da comissão mista BNDES-Petrobras.

A comissão é voltada para as áreas de óleo e gás, com foco em pesquisa científica, transição energética, descarbonização, desenvolvimento produtivo e governança. O acordo tem vigência de até quatro anos.
Conforme a Petrobras, o fundo será constituído de acordo com as normas da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

"O gestor será escolhido por meio de edital público, e terá independência para as decisões e investimentos, além de autoridade para agir em nome do fundo", disse a companhia.

"A tese de investimento irá abranger negócios inovadores relacionados a energias renováveis e de baixo carbono que acelerem o posicionamento da Petrobras na transição energética", acrescentou.

A petroleira prevê um montante de US$ 100 milhões (cerca de R$ 490 milhões) para a estratégia de investimentos em corporate venture capital nos próximos cinco anos, conforme o Plano Estratégico 2024-2028.

"A estruturação da governança do [fundo de] CVC e os valores a serem aportados ainda serão submetidos às instâncias internas de aprovação da Petrobras e do BNDES", afirmou a companhia.
 

mato grosso do Sul

Colheita de soja acelera e chega a 30,1%

A porcentagem de área colhida neste ciclo encontra-se superior em 10,8 pontos porcentuais em relação à safra 2022/2023

21/02/2024 09h30

A região norte está com a colheita mais avançada, com média de 44,7%, a região central está com 29,5% e a região sul, com 26,7% GERSON OLIVEIRA

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A colheita da soja safra 2023/2024 atingiu 1,284 milhão de hectares ou 30,1% da área semeada em Mato Grosso do Sul. Conforme os dados do Sistema de informação do Agronegócio (Siga MS), a porcentagem de área colhida neste ciclo encontra-se superior em 10,8 pontos porcentuais em relação à safra 2022/2023.

De acordo com o boletim Casa Rural, elaborado pela equipe técnica da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Sistema Famasul) e a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS), o intervalo entre 9 de fevereiro e 15 de março concentra a maior parte da colheita no Estado. 

A região norte está com a colheita mais avançada, com média de 44,7%, enquanto a região central está com 29,5% e a região sul, com 26,7% de média. O boletim ainda aponta que 8,1% das lavouras de MS se encontram em más condições, 12,9% em condições regulares e 79% em boas condições.

“Foi um ciclo que já começou com atraso na operação de plantio, em que as lavouras enfrentaram dificuldades no estabelecimento inicial e muitas delas precisaram ser replantadas. Então, apesar desse avanço na operação final em relação ao ano anterior, é fundamental que o produtor se atente à conclusão da colheita na sua área, evitando ao máximo fazer plantios tardios de milho para esta segunda safra”, explica o presidente da Aprosoja-MS, Jorge Michelc.

O Siga MS estima que, para a safra de soja 2023/2024, a expectativa é de colher 13,818 milhões de toneladas, redução de 7,92% no comparativo com o ciclo anterior (2022/2023), quando Mato Grosso do Sul colheu recorde de 15,007 milhões de toneladas. A área de soja é 6,5% maior em relação à safra passada, com 4,265 milhões de hectares.

Engenheiro-agrônomo, doutor em Fitotecnia e pesquisador do Centro de Pesquisa e Consultoria Agropecuária Desafio Agro, Danilo Guimarães descreve o cenário produtivo da oleaginosa neste ano como desafiador. 

“Ocorreram perdas significativas de produção e produtividade nas lavouras. E pode ser que essas perdas seja ainda maiores”, avalia.

O boletim Casa Rural detalha que as expectativas iniciais de produção, produtividade e área cultivada no Estado de Mato Grosso do Sul permanecem inalteradas, “uma vez que estão levando em conta um cenário de instabilidade climática. O volume de chuvas, especialmente no período que se estende até o fim de fevereiro, será o principal fator determinante da produtividade em todo o Estado”.

PREÇOS

Dados da Granos Corretora compilados pelo Sistema Famasul apontam que, em janeiro, a saca com 60 kg de soja passou a ser comercializada com valor abaixo de R$ 100. A última vez que a cotação havia chegado a R$ 99 foi no dia 25 de junho de 2020, ou seja, há mais de três anos e meio. 

De junho em diante, os produtores sul-mato-grossenses viram os preços subirem gradativamente até romperem a barreira dos R$ 200, em fevereiro de 2022. 

Segundo o corretor Carlos Dávalo, da Granos Corretora, produtores do sul do Estado chegaram a receber R$ 206 no início de 2022. “Não adianta a gente se iludir, esse é o novo cenário mundial para o preço da soja. Na cotação para maio, o bushel está sendo cotado abaixo de US$ 12,50 na bolsa de Chicago”, explica. Em anos anteriores, o bushel (27,21 kg) chegou a US$ 16,50.

Utilizando como base o dia 20 de fevereiro de cada ano, a saca de soja saiu de R$ 74, em 2020, para R$ 154 no mesmo período de 2021. Já em fevereiro de 2022, o preço médio registrado em Mato Grosso do Sul era de R$ 184, passando para R$ 160 no início do ano passado e atingindo R$ 88,69 ontem no mercado físico local. 

MILHO

Ao mesmo tempo em que parte dos produtores sul-mato-grossenses colhe a soja, o milho segunda safra 2023/2024 é semeado em todo o Estado. De acordo com informações do Siga MS, a área semeada alcançou 26,1%.

A região norte está com o plantio mais avançado, com média de 61%, enquanto a região central está com 23,6% e a região sul, com 21%. A área plantada até o momento é de 579 mil hectares. A porcentagem de área semeada na segunda safra encontra-se superior em 11,8 pontos porcentuais em relação à safrinha 2022/2023.
De acordo com o boletim Casa Rural, a estimativa é de que a safra seja 5,82% menor em relação ao ciclo passado (2022/2023), atingindo a área de 2,218 milhões de hectares.

A produtividade estimada é de 86,3 sacas por hectare, média que está dentro do potencial produtivo das últimas cinco safras em Mato Grosso do Sul, gerando a expectativa de produção de 11,485 milhões de toneladas e apontando retração de 14,25% quando comparada ao ciclo anterior, quando o Estado colheu 14,220 milhões de toneladas.

O boletim ainda detalha que o produtor precisa estar atento a alguns fatores durante a implantação das lavouras. 

“Algumas regiões têm um risco elevado ao plantar fora da melhor janela de semeadura, que se concentra entre 13 de janeiro e 10 de março. Eventos climáticos adversos, como estiagem, geada e queda de granizo, podem ocorrer e prejudicar a cultura. Portanto, é crucial que o produtor esteja atento ao zoneamento agrícola de risco climático e verifique o histórico climático da propriedade ou região antes de iniciar a semeadura”.

SAIBA

Conforme dados da Granos Corretora compilados pelo Sistema Famasul, até meados de fevereiro, 32,47% da safra de soja 2023/2024 foi comercializada.

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