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REFLEXOS

Vendas de veículos novos têm queda de 48% em MS

Com o impacto, concessionárias investem em promoções para atrair clientes
09/05/2020 08:30 - Súzan Benites


 

Concessionárias de veículos de todo o País já sentem o impacto da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) nas vendas. Conforme dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), em abril foram vendidos 1.221 automóveis em Mato Grosso do Sul, queda de 48,26% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram comercializados 2.360.

A soma considera os segmentos de automóveis comerciais leves, caminhões e ônibus. O número registrado em abril, se comparado ao mês imediatamente anterior, já registra queda de 26,04%. Em março, quando as medidas restritivas e de isolamento social começaram a entrar em vigor, o setor comercializou 1.651 veículos.

No acumulado do ano, considerando os quatro primeiros meses de 2020, a retração na venda dos automóveis chega a 25, 33%. Entre janeiro e abril de 2019 foram vendidos 9.163 veículos no Estado, enquanto neste ano o número chega a 6.839, conforme os dados da Fenabrave, que representa as concessionárias do País.

De acordo com o presidente da federação em Mato Grosso do Sul, Cristiano Gionco, o setor tem se adaptado e está lutando para contornar a situação.  

“O momento é de ajustes e muito trabalho. Com vendas em queda, o cliente tem ótimas oportunidades de negócio e tem força para brigar por preços e condições. Não sabemos o cenário que se desenrolará nos próximos meses, e por isso estamos brigando por cada negócio”, explicou Gionco.

CONCESSIONÁRIAS

Segundo a Fenabrave-MS, as concessionárias estão se reinventando, fazendo atendimento on-line e levando o carro até os clientes para amenizar os impactos da crise. Muitas concessionárias têm investido nas promoções para trazer o cliente de volta.

Para o diretor de negócios da concessionária Auto Máster Ford, Eduardo Pinheiro, o impacto foi significativo nos números. “Em abril a redução na venda de veículos novos foi de 70% e de 50% para os seminovos. O que ajudou a não termos um impacto maior foram as vendas das picapes, principalmente para os produtores rurais”, explicou o diretor, que ainda reforçou o momento bom para comprar automóveis.  

“Estamos esticando prazos, temos queda nos juros e, com a alta do dólar, com certeza a tendência é que os preços dos veículos aumentem em breve, então este é um bom momento para comprar”, frisou.

De acordo com o gerente de vendas da concessionária Perkal Chevrolet, Carlos Villa Maior, o cenário foi muito ruim para a comercialização quando as empresas estavam fechadas, mas neste momento as vendas já melhoraram.  

“Estamos nos recuperando, a gente teve uma queda de 20% nas vendas no período em que precisamos ficar de portas fechadas. Agora estamos em outro momento, a gente percebe que muitas famílias estão comprando carros para não depender de transporte coletivo”, explicou.

Para atrair clientes, o gerente comenta que a concessionária está focada principalmente nas promoções. “Os preços estão mais acessíveis, com condições facilitadas. Tivemos a queda nos juros também, para 3% ao ano, então, tudo isso está ajudando neste novo momento”, concluiu Villa Maior.  

O gerente comercial da Fiat Enzo, William Almeida, disse que a queda das vendas é um reflexo do fechamento do comércio. “Como tudo ficou parado, tivemos essa redução, mas o fluxo está voltando ao normal aos poucos. Estamos apostando nas linhas de financiamento com juros mais baixos, com prazos para pagamento da primeira parcela indo até 2021”, ressaltou.

O Detran-MS informou que por causa das restrições, por conta da pandemia, os prazos de emplacamento estão suspensos, ou seja, quem comprou veículo novo está autorizado a transitar somente com a nota fiscal.

 

Felpuda


Figurinha carimbada ganhou o apelido de “biruta”, instrumento que indica direção do vento e, por isso, muda constantemente. Dizem que a boa vontade até existente ficou no passado, e as reclamações são muitas, mas muitas mesmo, diante das decisões que vem tomando a cada mudança de humor do eleitorado. Como bem escreveu o poetinha Vinicius de Moraes: “Se foi pra desfazer, por que é que fez?”.