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REDAÇÃO

Enem 2020: confira métodos usados pelos examinadores para corrigir a redação

Corretores usam como base cinco competências e cada uma delas vale de zero a 200 pontos, veja quais são
16/01/2021 10:32 - Gabrielle Tavares


A primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será realizada amanhã (16) em todo o Brasil. Nesta primeira fase, além das questões objetivas de Ciências Humanas e Linguagens e Códigos, os vestibulandos precisarão escrever a redação.

A redação do Enem é avaliada pelos corretores com base em cinco competências e cada uma delas vale de zero a 200 pontos, somando desse modo, mil pontos no total. Um texto bem escrito pode garantir uma boa nota e ser o diferencial na hora de concorrer a uma vaga nas universidades.

"É necessário que o estudante fique muito atento a cada uma dessas competências para não perder pontos importantes", disse o professor de Redação do Sistema Positivo de Ensino, Fábio Gusmão.

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Para ajudar, Gusmão comenta as competências e dá dicas do que precisa ser observado pelo candidato antes de começar a escrever a redação, levando em conta esses cinco critérios.

Domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa

O domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa é essencial. O examinador avaliará o conhecimento de norma padrão em aspectos relacionados a pontuação, à concordância, à colocação pronominal e à ortografia.

"Vale destacar que se ele apresentar mais de duas incorreções, ou melhor, mais de dois desvios de norma, não obterá a nota máxima nessa primeira competência”, disse Gusmão.

Por isso, é recomendável uma leitura atenta no texto produzido para que não perca tantos pontos.

Compreensão da proposta e construção de um texto dissertativo-argumentativo

Outro ponto usado na correção diz respeito à compreensão da proposta de redação e aplicação dos conceitos das áreas do conhecimento.

O professor explica que são avaliados dois aspectos, o primeiro é se o estudante atendeu à proposta contida na frase temática e não fugiu do tema solicitado ou, ainda, se não o tangenciou, que consiste na abordagem parcial do assunto, baseada somente em um assunto mais amplo.

“Isso ocorre quando o candidato não mergulha de uma forma mais profunda no eixo temático que foi proposto”.

Já o segundo ponto está relacionado à construção de um texto dissertativo-argumentativo com uma tese, opinião a respeito do tema proposto, apoiada em argumentos consistentes e estruturados.

Construção da argumentação

O jeito que o estudante seleciona, relaciona, organiza e interpreta informações no momento de defesa do ponto de vista escolhido como tese também é avaliado.

"É relevante destacar que, para a construção de uma excelente argumentação, o candidato pode lançar mão de diferentes estratégias argumentativas com intuito de convencer o leitor do seu texto a concordar com a tese que está sendo defendida”, ressaltou Gusmão.

Para isso, é aconselhável recorrer a recursos como alusões históricas, comparações de fatos, argumentos de autoridade, citações, dados estatísticos, entre outros.

“É claro que tudo isso não deve estar solto, ou seja, não é simplesmente mencionar ou citar. Essas informações, dados e fatos precisam estar presentes e relacionados a um projeto textual e a um uso produtivo de uma ou mais estratégia argumentativa utilizada com vistas a persuadir o leitor", pontuou.

Articulação das partes do texto

O examinador avalia ainda a organização textual, a relação que os parágrafos estabelecem entre si e a escolha das palavras no momento de criar a argumentação do texto.

"O candidato deve tomar muito cuidado com as escolhas de palavras que levará para o seu texto. Por exemplo, a conjunção ‘contudo’, que muitas vezes é usada com o propósito de fechar ou sintetizar uma ideia, mas ele não atenta que essa palavra remete à ideia de adversidade, de contrariedade, e a usa, desse modo, de forma equivocada”, lembrou o professor.

Proposta de intervenção e respeito aos direitos humanos

Por fim, o examinador vai avaliar se questões dos direitos humanos foram respeitadas no momento da proposta de intervenção para o problema que foi apresentado ao longo do texto.

"Deve-se deixar clara não somente a ação interventiva, mas também quem deverá executá-la, deixar evidente o meio de execução dessa ação, bem como o seu efeito e sua finalidade, tudo isso de um modo muito detalhado para que se possa obter a nota máxima nessa última competência", finaliza Gusmão.

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