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Autoridade Olímpica vai atualizar documento sobre organização dos Jogos do Rio

Autoridade Olímpica vai atualizar documento sobre organização dos Jogos do Rio

AGÊNCIA BRASIL

05/01/2016 - 02h00
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A seis meses da abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, a Autoridade Pública Olímpica (APO) está  fazendo reuniões com os governos federal e estadual e com a prefeitura do Rio de Janeiro para atualizar a Matriz de Responsabilidades, que será apresentada no fim deste mês. O documento engloba os compromissos assumidos pelos entes governamentais perante o Comitê Olímpico Internacional (COI) em relação a projetos ligados à organização e realização das Olimpíadas e Paralímpiadas.

“A gente não vai nem perceber esses seis meses passarem, porque é uma quantidade tão grande de detalhes e providências que têm de ser adotadas, que esse tempo vai passar muito rápido”, disse hoje (4) o presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Marcelo Pedroso. Segundo ele, a palavra de ordem na reta final de preparação é que “os Jogos já começaram”.

Pedroso destacou que os eventos-teste têm fortalecido as equipes dos governos federal estadual e municipal envolvidas na preparação da competição. Os Jogos Olímpicos serão abertos no dia 5 de agosto.

Para a atualização da Matriz de Responsabilidades, a APO já se reuniu com a prefeitura carioca, na semana passada, e hoje (4) teve uma rodada com o governo fluminense. Na próxima quarta-feira (6), o encontro será com o governo federal, em Brasília. As propostas formuladas nesta etapa serão avaliadas por uma comissão técnica, antes de serem submetidas ao Conselho Público Olímpico (CPO), provavelmente entre os dias 12 e 15 deste mês.

Segundo Pedroso, está sendo feita uma revisão geral de valores e prazos, para ver se há modificação nos itens constantes da Matriz de Responsabilidades e avaliar a eventual inclusão de outros.  “Questões operacionais vão falar mais alto”, avaliou. Entre os itens em análise, estão segurança interna e energia temporária.

Em relação à segurança interna, há uma discussão sobre o conceito de “itens exclusivos para os Jogos”, que se enquadram na matriz. Segundo o presidente da APO, nessa área, há vários itens contratados na área de segurança que têm característica de legado e, portanto, deveriam estar no Plano de Política Pública. “São antecipação ou ampliação de política pública”, comparou.

Por outro lado, a APO considera a existência de uma parte do esquema segurança que pode ser englobada na prestação de serviço público e que não se caracterizaria como exclusiva para os Jogos. “Esses itens estão sendo discutidos com os entes há algum tempo mas agora entramos na fase de atualização da matriz”.

A última divulgação da Matriz de Responsabilidades ocorrerá após os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, ainda sem data definida. O documento deverá incluir itens que só poderão ser avaliados após o término dos dois eventos.

Legado
De acordo com o presidente da entidade, o trabalho da APO está concentrado na articulação entre os entes organizadores, na gestão integrada dos processos e na consolidação de um plano de uso do legado dos jogos. A gestão dos equipamentos é de responsabilidade de cada ente governamental. “A prefeitura tem um papel importante nesse processo, assim como o Ministério do Esporte e o Exército, porque há muitos equipamentos dentro de áreas militares”.

Da mesma forma que consolidou as responsabilidades dos diversos entes na organização, a APO deve fazer uma consolidação dos deveres de cada um em relação ao legado.

Fim da APO
Por lei, a Autoridade Pública Olímpica vai existir até 2018, com possibilidade de prorrogar o prazo até 2020. Marcelo Pedroso informou que já há, porém, uma diretriz do Conselho Público Olímpico, discutida em reunião ocorrida em dezembro passado, para que a APO inicie já o seu planejamento de desmobilização. A diretoria executiva da entidade constituiu uma comissão que vai elaborar a proposta de desmobilização que será apresentada ao conselho em março deste ano.

Pedroso disse que no encontro de dezembro, também foram discutidas medidas de redução do custo diário da APO, “já com o olhar na desmobilização e também para atender a uma diretriz do Conselho de promover redução na operação do nosso dia a dia”.

Com a desmobilização da Autoridade Pública Olímpica, os funcionários oriundos do serviço público serão devolvidos aos órgãos de origem. Os contratados que não têm esse vínculo terão os contratos encerrados.  “A nossa discussão é como se dará esse processo, em que momento; se é possível, na medida em que se inicie a operação dos Jogos, já desligar parcialmente ou se o desligamento se dá somente ao final dos Jogos”, explicou.

FUTSAL

Douradina é eliminado da Copa do Brasil Feminina após derrota em Mato Grosso

Com apenas uma equipe representante do Estado na competição, o futsal de MS perde a frequência de três anos na semifinal

16/06/2024 08h30

Partida disputada no Guanandizão, no jogo de ida, terminou 3 a 2 para a equipe mato-grossense

Partida disputada no Guanandizão, no jogo de ida, terminou 3 a 2 para a equipe mato-grossense Foto: Divulgação / DEC

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Nova derrota do Douradina em confronto contra o House Via Motos, em Mato Grosso, eliminou de forma precoce o representante do Mato Grosso do Sul na Copa do Brasil de Futsal Feminino de 2024.

Vindo de uma derrota por 3 a 2 no Ginásio Guanandizão, o time do Douradina precisava da vitória no estado vizinho, para conseguir levar o jogo para prorrogação, porém o clube mato-grossense fez valer o fator casa e goleou o Douradina por 4 a 0.

Os gols da partida foram marcados pela Erikinha (2x), Noleto e Ratinha. O jogo foi disputado na noite deste sábado (16), no Ginásio Douglas Poyane, em Tangará da Serra (MT).

Com este resultado, a eliminação do Douradina Esporte Clube (DEC) nas quartas de final, tira uma sequência de três anos consecutivos em que o futsal feminino do Estado conseguia se classificar até as semifinais da Copa do Brasil. 

A quebra desta sequência também acontece na edição no qual apenas uma equipe sul-mato-grossense disputou a Copa do Brasil feminina, já que nos anos anteriores, o então DEC/Operário e a Serc/UCDB disputavam a competição representando o Estado.

RETROSPECTO

Com oito edições existentes da Copa do Brasil de Futsal Feminino, foi no ano de 2021, a primeira vez que o futsal do Estado chegou nas semifinais. O então Pezão/Operário disputou a semifinal contra o Stein Cascavel do Paraná.

No ano de 2022, o DEC/Operário derrotou a Serc/UCDB nas quartas de final, e disputou as semis contra o Stein Cascavel novamente, desta vez conseguiu uma histórica vitória de 3 a 1 em Mato Grosso do Sul, mas no jogo da volta perdeu de 9 a 0 no tempo normal, e de 3 a 0 na prorrogação.

Após as duas tentativas do DEC/Operário, foi a vez da Serc/UCDB chegar as semifinais da Copa do Brasil, fazendo a sua revanche nas quartas de final contra o Galo. O time salesiano enfrentou o Taboão Magnus, e perdeu os dois confrontos.

 

MENTALIDADE

Paris 2024: atletas brasileiros reforçam cuidados com saúde mental

Pauta está cada vez mais no cotidiano dos esportistas de alto rendimento

15/06/2024 21h00

Foto:Fernando Frazão / Agência Brasil

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Pés descalços, mãos na enxada e uma roça inteira para cuidar. A rotina, comum a muitos trabalhadores rurais do Brasil, é parte da preparação de um atleta de alto rendimento. Quando Petrúcio Ferreira, bicampeão paralímpico de atletismo, precisa acalmar a mente, é para São José do Brejo do Cruz, no interior da Paraíba, que ele corre. Nas palavras do próprio atleta, é um “combustível”, que ajuda a melhorar a concentração e a chegar bem nas competições.

“A vida do atleta, por mais que tenha muitas pessoas ao redor, acaba sendo uma vida solitária. Isso, porque é ele com o próprio sonho e pensamentos. [É] ele que precisa correr atrás nos dias de treino, que fica na dúvida se vai dar certo. Isso acaba exigindo muito da nossa mente. Estar longe da família, longe de casa. Isso exige muito”, diz Petrúcio. “Quando estou muito acelerado, volto para a casa dos meus pais, para relembrar um pouco das minhas origens e raízes, para lembrar de onde eu saí, onde eu estou e onde quero chegar.”

Por muito tempo, foi comum associar a imagem dos atletas à de máquinas ou de super-heróis. Em foco, o físico, os movimentos, a resistência, a força. Nos Jogos de Tóquio, realizados em 2021, uma dimensão geralmente invisível e mais humana ganhou destaque: a da saúde mental. Muito por conta da história de Simone Biles, ginasta norte-americana sete vezes medalhista olímpica, que deixou de competir em cinco finais para cuidar da parte psicológica.

Há pouco mais de um mês para o início da Olimpíada de Paris (26 de julho), e pouco mais de dois meses para a Paralimpíada (28 de agosto), atletas que vão participar dessas competições falaram com a reportagem da Agência Brasil sobre a importância da preparação mental. As conversas ocorreram no evento de apresentação do Time Petrobras, grupo de atletas patrocinado pela estatal.

Cada um lida com diferentes tipos de pressão. Medalha de ouro no Rio e em Tóquio, Petrúcio tenta ser o melhor no que faz pela terceira vez seguida.

“Principalmente na prova dos 100 metros T47, os atletas têm esse parâmetro: aquele a ser batido nas grandes competições é o Petrúcio. Chegar ao topo pode ser mais fácil do que se manter, porque eu fico sem parâmetro. O que eu tenho de superar são meus próprios resultados e eu mesmo durante os treinos. Acaba sendo um pesinho a mais, mas consigo lidar muito bem com isso hoje. Não vou trazer isso como um fardo e uma cobrança”, afirma.

Milena Titoneli

No caso da atleta de taekwondo Milena Titoneli, a preocupação com a saúde mental aumentou depois da experiência na Olimpíada passada, quando foi a quinta melhor na categoria que disputou.

“Em 2021, em Tóquio, eu tive muitos problemas. Questões bem pesadas, psicologicamente falando. Tive burnout [distúrbio psíquico causado pela exaustão extrema, causada por excesso de trabalho]. E, desde então, faço tratamento com psicólogo e com coach [treinador] esportivo."

Milena conta que foi uma fase difícil e que chegou a ser atendida por um psiquiatra e a tomar medicação, mas que atualmente não está precisando.

"Foi um período difícil, mas sempre digo que a parte mental é uma das mais importantes. O físico pode estar 100%, mas, se a cabeça não está boa, não flui. É uma das coisas a que a gente tem que dar importância como atleta. E eu venho fazendo o meu trabalho. Estou muito melhor do que estava em 2021. E acho que isso vai ter reflexo no resultado.”

Em Paris, Milena vai competir na categoria de equipes mistas. Com as vivências que acumulou até aqui, ela acredita estar mais preparada para ajudar também outros companheiros a não passar pelos problemas que enfrentou.

“Chego com muita expectativa de trazer o ouro com a equipe. Minha experiência no taekwondo pode contribuir, porque os outros atletas são um pouco mais novos do que eu. E acho que vamos ter um bom resultado, porque são atletas muito fortes que vão disputar junto comigo. Eu estou muito animada. Essa preparação foi bem intensa. Foram três anos sem descanso, buscando essa vaga para chegar em Paris e conseguir o melhor resultado possível”, resume.

Duda Lisboa e Ana Patrícia

Vôlei de praia sempre foi sinônimo de medalha olímpica para o Brasil. Em Tóquio, pela primeira vez na história, nenhuma dupla brasileira conseguiu lugar no pódio. No caso das jogadoras Duda e Ana Patrícia, portanto, a pressão vem pela expectativa de retomada da hegemonia no esporte. Ainda mais depois de um ciclo vitorioso. Líderes do ranking mundial, elas chegam com moral e, ao mesmo tempo, cobranças por resultados.

“Existe um lado bom e um lado ruim. Se nós somos favoritas hoje, é porque performamos para estar nessa posição. E existe essa coisa da expectativa de todo mundo, por conta dos resultados que apresentamos. É inegável. Também sabemos que temos um grande potencial para trazer medalha. Carregamos essa responsabilidade e tentamos tirar o foco um pouco da pressão. É fazer o nosso trabalho e chegar bem preparadas em Paris”, diz Ana Patrícia.

Um dos aspectos em que as duas têm cuidado especial é com as redes sociais, onde ficam mais expostas a críticas e até a ataques mais agressivos.

“Temos uma psicóloga esportiva que está ao nosso lado e entendemos que este trabalho é muito importante. Hoje em dia, com a internet, é muito fácil ver algum tipo de julgamento nas redes sociais. A gente precisa trabalhar muito isso, para ter certeza de quem realmente somos, e manter o nosso foco. Eu faço terapia à parte também. É difícil estar todo dia treinando, e vir um julgamento totalmente diferente. Ninguém sabe a nossa rotina, ninguém sabe o que passamos no dia a dia”, diz Ana Lisboa.

Guilherme Costa

Pela segunda vez em uma Olimpíada, o nadador Guilherme Costa chega a Paris com um conjunto de bons resultados recentes. Nos Jogos Pan-Americanos de 2023, ganhou quatro medalhas de ouro. No Mundial de Esportes Aquáticos de 2024, terminou em quarto lugar nos 400 metros livres.

Guilherme precisará lidar com pelo menos dois desafios a partir do mês que vem. Além de tentar confirmar a trajetória crescente no esporte, precisa planejar muito bem o ritmo puxado de provas. Vai participar de quatro categorias diferentes nas piscinas: 200m, 400m, 800m, 4x200m livre. E uma prova de 10 quilômetros em águas abertas. O nadador acredita que pode se tornar referência em um esporte que, no Brasil, sempre esteve acostumado a ter nadadores velocistas em destaque, como Cesar Cielo, Fernando Scherer e Gustavo Borges.

“A gente vem mudando isso. Na seletiva, os principais resultados já foram nas provas mais de meio fundo. Além de mim, tem a Mafê [Maria Fernanda Costa] e a Gabi [Gabrielle Roncatto]. É muito bom ter grandes resultados em outras provas, porque as crianças começam a querer nadar essas provas também. E, no futuro, a gente pode ser muito bom na velocidade, no meio fundo, no fundo. Então, acho que tem espaço para todo mundo. Dá para ter todo mundo bem”, diz Guilherme.

A confiança e a tranquilidade com que fala da Olimpíada também se deve muito ao fato de Guilherme sempre ter valorizado o cuidado com a mente.

“Eu faço uma preparação mental. Toda semana tenho atendimento psicológico. Eu me sinto muito bem nessa parte, trabalho isso já há algum tempo. Então, estou muito acostumado com a pressão de grandes competições”, diz o nadador.

*Com informações da Agência Brasil

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