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Brasil perde da Argentina, fica fora do futebol masculino das Olimpíadas e amplia lista de vexames

Equipe de Ramon Menezes conquistaria vaga até com um empate, mas perdeu por 1 a 0. Argentina e Paraguai garantiram vaga

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Atual bicampeã olímpica, a seleção brasileira masculina de futebol está fora dos Jogos de Paris. Neste domingo (11), a equipe dirigida por Ramon Menezes foi derrotada pela Argentina, por 1 a 0, na última rodada do quadrangular final do pré-olímpico, e não tem mais chances de conquistar a vaga na Olimpíada.

O Brasil podia se classificar até mesmo com um empate, já que o Paraguai venceu a Venezuela por 2 a 0. Mas a derrota para os argentinos não só acabou com o sonho, como refletiu o que foi uma campanha ruim dos brasileiros, com atuações irregulares ao longo competição.

O resultado amplia a lista de vexames recentes da seleção brasileira, sobretudo da equipe profissional.

Na Venezuela, onde o pré-olímpico está sendo disputado, O Brasil fez uma campanha com momentos de altos e baixos. Na primeira fase, venceu a Bolívia por 1 a 0, a Colômbia por 2 a 0, e o Equador por 2 a 1. Por outro lado, perdeu para a Venezuela no último jogo da fase de grupos, por 3 a 1, e para o Paraguai por 1 a 0 na abertura do quadrangular. A vitória por 2 a 1 sobre a Venezuela, na partida mais recente, também teve oscilações.

Essa é a quarta vez na história que o Brasil não garante uma vaga na modalidade, algo que não acontecia há 20 anos, desde os Jogos de Atenas, na Grécia, em 2004, quando a equipe havia ficado fora pela última vez. A primeira ausência foi registrada nos Jogos de Moscou, em 1980, e depois em Barcelona, em 1992.

A ausência de um atual campeão olímpico não é incomum na história do futebol masculino dos Jogos. No caso mais recente, a Argentina acabou fora da Olimpíada de Londres 2012 logo depois de também faturar dois ouros consecutivos, nos Jogos de Pequim 2008 e Atenas 2004.

Em um ciclo caótico política e esportivamente, a participação do Brasil nos Jogos de Paris esteve ameaçada antes mesmo do pré-olímpico. A chance de vaga para a seleção poderia correu o risco de ser cortada por conta da retirada de Ednaldo Rodrigues da presidência da CBF.

No dia 4 de janeiro, o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), anulou a decisão do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio Janeiro) que havia destituído o mandatário --o caso ainda será julgado no plenário do STF, em data a ser definida.

A decisão liminar ocorreu após o PCdoB ajuizar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, alegando que o país poderia ficar fora dos Jogos de Paris uma vez que a Fifa, responsável por organiza o futebol olímpico, não reconhecia a legitimidade do interventor designado pelo TJ-RJ para praticar atos em nome da CBF.

Um dia após ser reconduzido ao seu cargo, Ednaldo fez, na data limite do prazo oficial, em 5 de janeiro, a inscrição do Brasil.
Horas depois, Ednaldo Rodrigues também demitiu Fernando Diniz da seleção principal. A passagem dele foi curta. Anunciado em julho de 2023 sem se desligar do Fluminense, o técnico não conseguiu evitar uma sequência inédita para o Brasil, de três derrotas consecutivas (para Uruguai, Colômbia e Argentina), além do primeiro revés brasileiro como mandante na história do torneio classificatório, contra os argentinos.

Das seis partidas disputadas pelas Eliminatórias até aqui, o Brasil venceu apenas duas (Bolívia e Peru) e empatou outra, contra a Venezuela. Os resultados deixaram Diniz com um aproveitamento de apenas 39%, e a equipe em sexto lugar, na última posição que garante uma vaga na Copa do Mundo de 2026.

Diniz sempre foi tratado como técnico tampão, enquanto a CBF alimentava o sonho de contar com o italiano Carlo Ancelotti, do Real Madrid, com quem Ednaldo assegurava que tinha um acordo. Em meio à crise na confederação, porém, o treinador renovou o contrato com o time espanhol.

O plano B da entidade máxima do futebol brasileiro foi contratar Dorival Júnior, que estava no São Paulo. O treinador será o terceiro a comandar a seleção desde a saída de Tite, no final de 2022, depois do fracasso na Copa do Mundo no Qatar.
Antes de Diniz, Ramon Menezes também trabalhou como interino no cargo. O técnico da seleção sub-20 dirigiu a equipe em três amistosos, com derrotas para Marrocos (2 a 1) e Senegal (4 a 2) e venceu apenas Guiné (4 a 1).

Após a breve experiência, o treinador retornou para a equipe olímpica, e agora acumula mais uma vexame, com a queda no pré-olímpico.

AUTOMOBILISMO

F1 volta com repetição de domínio da Red Bull e vitória de Verstappen

Temporada 2024 será a mais longa da história, com 24 corridas, número que poderia ter sido registrado em 2023, quando os GPs da China e Emília-Romagna acabaram cancelados

02/03/2024 13h30

F1 retornou neste ano com seu primeiro GP em um sábado devido ao Ramadã, um período sagrado para os muçulmanos Reprodução/X/Fórmula 1

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Neste sábado (2), a abertura da temporada 2024 da F1 no GP do Bahrein indicou que a Red Bull ainda vai ser a equipe dominante do grid, assim como o tricampeão Max Verstappen continuará reinando soberano na primeira posição.

O holandês venceu a prova, praticamente, de ponta a ponta, e Sérgio Perez garantiu a primeira dobradinha do ano, em segundo.

Já a segunda força da categoria promete uma disputa mais aberta. A Ferrari demonstra estar um passo à frente das demais, pois completou o pódio com Carlos Sainz, enquanto Charles Leclerc foi o quarto, mas a Mercedes e a McLaren também tiveram um bom desempenho no ritmo de corrida.

Em seu último ano como piloto da Mercedes, Lewis Hamilton, no entanto, destoou de seu companheiro de equipe, George Russell, o quinto, e estreou de forma modesta neste ano, com a sétima colocação da prova no Bahrein. Em 2025, o heptacampeão mundial vai correr pela Ferrari.

Já os carros da McLaren chegaram na sexta, com Lando Norris, e na oitava posição, com Oscar Piastri.

Com suas provas tradicionalmente realizadas aos domingos, a F1 retornou neste ano com seu primeiro GP em um sábado devido ao Ramadã, um período sagrado para os muçulmanos.

Pelo mesmo motivo, a próxima etapa do ano também será em um sábado, no dia 9, na Arábia Saudita.

No calendário islâmico deste ano, a data religiosa começa no dia 10, um domingo, por isso a corrida saudita teve de ser antecipada para o sábado, assim como a prova no Bahrein, adiantada para ter um intervalo mínimo de sete dias entre uma prova e outra.

A temporada 2024 será a mais longa da história, com 24 corridas, número que poderia ter sido registrado em 2023, quando os GPs da China e Emília-Romagna acabaram cancelados.

O GP São Paulo deste ano está marcado para o dia 3 de novembro, quando será disputada a 21ª Etapa do ano. Depois da corrida no Brasil, a F1 passará por Las Vegas, nos EUA, Qatar e Abu Dhabi.

 

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Virou caso de polícia

Jogador da Portuguesa procura a polícia e denúncia PM por ameaça e injúria racial

O boletim de ocorrência foi registrado no 4º DP das Moreninhas em Campo Grande; o caso foi encaminhado a Corregedoria da Polícia Militar para investigação.

01/03/2024 18h22

Cenas lamentáveis de injuria racial aconteceu aos 18 minutos do primeiro tempo. Foto: Luciano Siqueira/ Portuguesa

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O zagueiro Vinicius Machado com a equipe jurídica da Associação Atlética Portuguesa, estiveram na Corregedoria da Polícia Militar no início da tarde de hoje (1), abrindo um inquérito investigativo de injúria racial feita por um policial militar que realizava a segurança das equipes de arbitragem. 

Reprodução/ 

As cenas lamentáveis aconteceram aos 18 minutos do primeiro tempo, na partida entre Portuguesa 4 a 3 contra o Náutico, na noite de ontem (29), no Estádio Jacques da Luz, em Campo Grande, pelo Campeonato Sul-Mato-Grossense.  

Conforme relatos do boletim de ocorrência registrado na 4º Delegacia de Polícia dos Moreninhas, em que o Correio do Estado teve acesso, detalha os minutos da confusão. 

Os jogadores da Lusa ficaram resvoltados após o juiz da partida, João Bosco Echeveria, não marcar uma penalidade a favor da Portuguesa. Os atletas titulares foram para cima do árbitro para questioná-lo, quando os policiais entraram em campo sem autorização.  

Ainda conforme descrito no boletim de ocorrência, neste momento o policial pegou no braço do zagueiro para tirá-lo da confusão.  O atleta olhou para o policial e o questionou sobre força truculenta que realizava o ato, retirando o atleta de campo. 

Inconformado, o zagueiro voltou ao gramado e foi novamente em direção ao árbitro, quando ouviu ameaças do mesmo policial, proferindo as seguintes palavras: “Eu acho você, onde você estiver aqui, vou lá no vestiário e pego você”. 

O atleta estranhou as ameaças e ouviu novamente do policial “Eu te dou voz de prisão, você está me desacatando, eu te prendo nego" 
 
 Não entendo muito bem o que estava acontecendo, o zagueiro questionou o policial que estava com as algemas em mãos e relatando as seguintes as palavras “"eu te prendo, nego". 
 
Revoltado, o atleta foi em direção ao árbitro e relatou as ofensas.  

Nas redes sociais, a Associação Atlética Portuguesa publicou nota repudiando o fato.

A.A Portuguesa/ Divulgação

Em nota, a assessoria da Polícia Militar relatou que "na observação do comandante que cuidava da equipe que estava no estádio, foi necessária a intervenção da polícia, a fim de resguardar a equipe de arbitragem e atletas. Após cerca de 20 minutos, os ânimos se acalmaram e a partida pode ser reiniciada sem maiores problemas", relatou.

Com relação ao suposto ato racista proferido pelo policial militar, a instituição destacou que “não compactua com qualquer tipo de desvio de conduta de seus integrantes, e que está investigando o caso" 

Questionamos novamente a Polícia Militar sobre o afastamento ou punição do policial, mas a assessoria relatou que o policial não será afastado tampouco punido até que se prove que o fato aconteceu.  

Até o momento, a Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS), não disponibilizou a súmula da partida, por isso não será possível saber se a arbitragem registrou ou não o fato. 

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