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LIBERTADORES

Com cara e coragem, rubro-negra saiu sem ingresso e movida pelo amor ao clube

Torcedora saiu hoje de Campo Grande, mas só chega em Lima no sábado, durante o jogo
21/11/2019 13:00 - DAIANY ALBUQUERQUE


 

A advogada Diana de Oliveira Gonçalves, 33 anos, começou na manhã desta quinta-feira (21) sua jornada de dois dias até chegar em Lima, no Peru, onde pretende assistir a final da Copa Libertadores da América, entre Flamengo e River Plate. O jogo começa às 15h (horário local), entretanto a passagem que a torcedora comprou está com chegada a capital peruana apenas às 16h.

Este é um dos obstáculos que Diana terá que enfrentar. O primeiro é o tempo de viagem, já que a torcedora saiu às 12h desta quinta-feira do aeroporto de Campo Grande com direção a Congonhas (SP). O próximo voo é só às 23h e a levará para a Bolívia, de onde segue para o Chile, seu destino final original.

“Eu comprei a passagem depois do primeiro jogo da semifinal, porque eu sabia que se deixasse para comprar depois estaria muito caro. Então quando comprei o jogo ainda seria no Chile, quando mudou para o Peru eu só comprei outra até Lima”, completou.

A mudança de local, de Santiago (Estádio Nacional) para Lima (Monumental), foi motivada pelos protestos no Chile, quase que diários, por conta de problemas com o governo do presidente Sebastián Piñera. O martelo só foi batido no dia 5 de novembro, em uma reunião organizada pela Conmebol, entre o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, e do River Plate Rodolfo D'Onofrio, além dos presidentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Caboclo, e da Associação do Futebol Argentino (AFA), Claudio Tapia.

O problema, segundo a advogada, é que a passagem que ela conseguiu adquirir entre Chile e Peru tem previsão de chegada às 16h (horário local), porém, o jogo começa uma hora antes e ela chegaria apenas no começo do segundo tempo.

“Eu chego no Chile 11h15 e já me orientaram que quando tem menos de 12h para o seu voo eles podem antecipar, então a partir da 0h de sábado (23) eu já posso tentar um encaixe. São três voos nesse tempo em que eu consigo chegar em Lima antes do horário do jogo, essa é a minha esperança”, explicou Diana.

Apesar de viajar sozinha, a advogada conhece outras pessoas que também vão ao jogo e que a estão ajudando a conseguir o tão sonhado ingresso. “Uma amiga minha do Rio de Janeiro que foi ontem (quarta-feira) para lá já está em contato com um rapaz que ela conheceu no voo. Ele tem um ingresso a mais e disse a ela que vende para mim pelo menos preço que pegou, R$ 340. Só estou esperando para ver se vou mesmo conseguir antecipar minha passagem para fechar com ele. Se não conseguir, só chego para a festa”, brincou.

Mesmo todos esses perrengues não desanimam a flamenguista. “A final da Libertadores é obsessão porque a última vez que o Flamengo foi campeão foi há 38 anos, então muita gente desta geração não era nascida, inclusive eu. A gente passou por uns anos muitos frustrantes na Libertadores e esse a gente está botando fé em tudo. Brinco com meus amigos que depois que eu ver o Flamengo campeão da Libertadores já cumpri minha missão em terra e Deus pode até me levar”.

MUDANÇA

Carioca, Diana conta que perdeu o pai, que era vascaíno, quando ainda tinha 3 anos. O tio, que cuidou dela, era flamenguista e a levava todo domingo ao Maracanã para ver jogos do rubro-negro. “Sempre fui fanática. Já viajei o Brasil inteiro quando era da torcida no Rio de Janeiro. Ia a todos os jogos, não faltava um”.

Em Campo Grande a advogada está desde abril de 2017. Ela decidiu se mudar para casar, porém acabou se separando, mas continuou na capital sul-mato-grossense por causa da qualidade de vida. “Eu me apaixonei para Cidade Morena”.

Aqui a torcedora, que era presidente da Raça Feminina do Rio de Janeiro, faz parte da diretoria da torcida de Campo Grande.

JOGO

Esta é a primeira vez que a final da Libertadores acontece em partida, em campo neutro. O jogo entre Flamengo e River Plate começa às 16h (horário de Mato Grosso do Sul). O time brasileiro viajou na quarta-feira (20) e já está em Lima.

O River é o atual campeão da competição e tem outros três títulos (1986, 1996 e 2015). No ano passado o time argentino venceu o rival Boca Juniors em final polêmica. No primeiro confronto, no estádio Bombonera o placar foi 2 a 2, porém, a segunda partida que estava marcada pela ocorrer no Monumental foi adiada por conta de problemas na chegada do rival. Grupo de torcedores atacaram a pedradas o carro e alguns jogadores ficaram feridos.

O segundo jogo acabou acontecendo no estádio Santiago Bernabéu, em Madri na Espanha, onde o River venceu por 3 a 1 e ficou com o título.

Já o Flamengo chegou apenas uma vez a disputa do título, em 1981, quando a equipe carioca venceu a competição, que naquela época tinha outro formato. O clube venceu em três jogos o Cobreloa, do Chile. O jogo de desempate, após uma vitória de cada lado, aconteceu em Montevidéu e terminou com placar 2 a 0 para o rubro-negro, sendo dois gols de Zico.

 

Felpuda


Mesmo sabendo que não é fácil conquistar a vitória, alguns políticos em pleno exercício do mandato disputam eleições, querendo trocar o Legislativo pelo Executivo e se dizendo preocupados com as necessidades do município. 

A jogada é antiga: fazem campanha eleitoral antecipada, pois vão tentar a reeleição, e começam a “trabalhar” o nome desde já. É bom lembrar o dito popular: “De boas intenções o inferno está cheio”. Ah, o poder!